Por: Nicole Santos Fernandes
A Sephora, líder mundial no retalho de beleza
de prestígio, anuncia hoje o lançamento do Project Hearts Not Hate, a sua
primeira causa corporativa global dedicada a combater o ódio baseado na
aparência. A iniciativa marca um novo passo no compromisso de longa data da
Sephora em promover um mundo de inspiração e inclusão, onde todos possam
celebrar a sua beleza. No seu núcleo está uma crença simples: a aparência deve
ser uma fonte de autoexpressão, e não um motivo de julgamento, exclusão ou
ódio.
Para melhor compreender a
dimensão e o impacto do problema, a Sephora encomendou à Ipsos um estudo global
junto de 20 001 pessoas inquiridas em 10 mercados: Austrália, Brasil, Canadá,
China, França, México, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados
Unidos.
Os resultados revelam tanto a
dimensão do ódio baseado na aparência como o impacto que pode ter no dia a dia
das pessoas. Sete em cada dez adultos já sofreram alguma forma de discriminação
ou julgamento devido à sua aparência ao longo da vida. O valor sobe
acentuadamente entre os adultos mais jovens, atingindo 85% entre os 18 e os 24
anos.
Para muitos, estas
experiências moldam a forma como vivem e se expressam. Entre os afetados, 76%
afirmam ter restringido o seu dia a dia de pelo menos uma forma:
45% evitaram situações em que
pudessem ser observados,
55% evitaram determinadas
pessoas ou grupos,
45% evitaram determinados
locais,
39% evitaram eventos sociais,
34% mudaram o seu
comportamento.
Quando questionados sobre o
que motiva o julgamento e a exclusão baseados na aparência, os inquiridos
identificam um conjunto alargado de fatores, liderado pelo tipo de corpo, peso
ou tamanho (37%), tom de pele, etnia ou origem (35%) e orientação sexual (29%).
As redes sociais são vistas como um fator de amplificação do problema, com 82%
a considerar que tornaram estas situações mais frequentes, mas quase 90% dos
casos de julgamento e exclusão baseados na aparência acontecem offline.
"A beleza tem o poder de
ajudar as pessoas a expressar quem são e a sentirem-se confiantes na sua
identidade, mas a aparência acaba, infelizmente, por ser demasiadas vezes
motivo de julgamento ou exclusão. Como líder global de beleza, temos a responsabilidade
de ajudar a passar de uma cultura de julgamento para uma cultura de aceitação e
positividade," disse Deborah Yeh, Global Chief Marketing Officer da
Sephora. "Com humildade, lançamos o Project Hearts Not Hate, para dar
visibilidade ao problema, capacitar colaboradores e comunidades a reagir, e
contribuir para um mundo mais inclusivo. Este é o início de um longo caminho e,
à medida que avançamos, vamos ouvir, aprender e adaptar-nos para oferecer apoio
tangível em todos os locais onde operamos."
"Esta investigação traz
uma visão inédita e transversal a vários mercados sobre um problema que pode
assumir muitas formas. O que se destaca não é apenas a dimensão destas
experiências, mas também a forma como podem moldar o comportamento diário das
pessoas: onde vão, como se sentem e com que liberdade expressam quem são.
Também evidencia um claro fosso entre reconhecer o problema e saber como reagir
e apoiar," disse Adélaïde Zulfikarpasic, Diretora-Geral da Divisão de
Sociedade da Ipsos BVA.
Sephora
H.E.A.R.T.S. Training
A investigação da Ipsos também
apontou para um fosso importante entre a consciencialização e a ação. Embora
57% já tenham testemunhado alguém a ser julgado, alvo de bullying ou excluído
devido à sua aparência, 81% concordam que, muitas vezes, as pessoas não sabem o
que fazer quando testemunham este tipo de situação.
Além disso, três quartos dos
inquiridos acreditam que as marcas de beleza têm um papel específico a
desempenhar, através da sua influência nos padrões de beleza, na representação
e na comunicação. Colmatar este declive entre consciencialização e ação é uma
ambição central do Project Hearts Not Hate.
No âmbito da sua primeira
causa global, a Sephora encarregou a Right To Be, uma organização sem fins
lucrativos global dedicada a combater o ódio e o assédio, de criar o conteúdo
da formação exclusiva "Sephora H.E.A.R.T.S. Training", uma
metodologia abrangente para prevenir, intervir e acompanhar situações em que
alguém sofre ódio devido à sua aparência, desenvolvida exclusivamente para a
Sephora. A partir de 2027, a Right To Be irá ministrar formações em vários
mercados, dotando os colaboradores da Sephora e as comunidades locais de
ferramentas práticas para melhor compreender o ódio baseado na aparência,
intervir quando o testemunham e apoiar quem o sofre.
Para assinalar o lançamento
global do Project Hearts Not Hate, a Sephora irá mobilizar a sua comunidade no
Dia Mundial da Saúde Mental (9 e 10 de outubro) com a sua marca própria, a
Sephora Collection. Por cada produto Sephora Collection vendido nestes dois
dias, a Sephora4 fará um donativo5 à Right To Be e a outras organizações sem
fins lucrativos locais que apoiam as comunidades mais afetadas pelo ódio
baseado na aparência.
"Esta parceria representa
um investimento histórico no movimento para acabar, de uma vez por todas, com o
ódio baseado na aparência. Estamos profundamente gratos à Sephora pela sua
liderança visionária e por provar que tornar o mundo mais bonito começa por o
tornar mais seguro, mais inclusivo e mais humano. Juntos, através do Project
Hearts Not Hate, estamos a dotar milhões de pessoas com ferramentas concretas
para transformar a solidariedade em ação e garantir que todos possam expressar
quem são sem medo," disse Emily May, Cofundadora e Presidente da Right To
Be.
Metodologia
do estudo
20 001 pessoas (mulheres e
homens), com 18 ou mais anos, inquiridas online entre 12 e 31 de agosto de
2026, na Austrália, Brasil, Canadá, China, França, México, Singapura, Emirados
Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos. Cada amostra nacional é representativa
da população com 18 ou mais anos.
Fonte: MARIE – PR & Brand
Consulting

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