quarta-feira, 15 de julho de 2026

“ULisboa reforça alojamento estudantil com mais de 1000 novas camas já no ano letivo 2026/2027”


A Universidade de Lisboa concretiza um dos maiores programas de investimento em residências universitárias do país superando os 80 milhões de euros.

 

Foto: André Farias Filipe - ULisboa

A Universidade de Lisboa (ULisboa) vai aumentar a sua oferta de alojamento estudantil com mais 1018 camas já no ano letivo 2026/2027, no âmbito de um dos maiores programas de investimento em residências universitárias realizados em Portugal. No total, este plano permitirá disponibilizar um total de 1506 camas, reforçando significativamente a capacidade de resposta da Universidade num contexto de crescente pressão no mercado habitacional e em que o acesso ao alojamento continua a ser um dos principais desafios para os estudantes do ensino superior.

Este reforço surge como consequência de um investimento global superior a 80 milhões de euros, 49,5 milhões de euros dos quais provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência (recuperarportugal.gov.pt) 488 camas do total indicado já foram disponibilizadas aos alunos no ano letivo anterior, estando agora prevista a entrada em operação de mais 1018.

Para Luís Ferreira, Reitor da Universidade de Lisboa, "garantir alojamento acessível e de qualidade é hoje uma condição essencial para promover a igualdade de oportunidades no acesso ao ensino superior. Este investimento traduz o compromisso da Universidade de Lisboa em proporcionar aos estudantes as melhores condições para viverem, estudarem e desenvolverem o seu percurso académico, contribuindo também para reforçar a atratividade da nossa instituição e até da própria cidade de Lisboa".

Mais do que aumentar o número de camas disponíveis, este programa pretende responder a um dos principais fatores que condicionam o acesso e a permanência dos estudantes no ensino superior. As novas residências foram concebidas para proporcionar condições de alojamento modernas, acessíveis e sustentáveis, criando ambientes de convivência, integração e aprendizagem, aos quais se juntam programas de promoção do bem-estar e sucesso académico da comunidade estudantil.

“Com este investimento, a Universidade de Lisboa reforça a sua posição entre as instituições de ensino superior com maior capacidade de alojamento estudantil em Portugal e consolida uma estratégia que coloca as residências universitárias como um elemento essencial da experiência académica, e da inclusão e coesão social”, conclui o Reitor Luís Ferreira.

Fonte: Universidade Lisboa

“Obra de Joana Vasconcelos exposta em Villefranche-sur-Mer questionada sobre origem dos azulejos”


A exposição “The Absurd and the Dreamlike” (“O Absurdo e o Sonho”) da artista portuguesa Joana Vasconcelos, que está atualmente patente ao público na Citadelle de Villefranche-sur-Mer (06), até 31 de outubro, está no centro de uma polémica: a associação Vizinhos em Lisboa pediu esclarecimentos à artista sobre a origem dos azulejos utilizados na obra “Real Embarcação”.

A iniciativa surge na sequência da divulgação de um vídeo nas redes sociais em que Joana Vasconcelos descreve a obra como construída a partir de “azulejos de cerâmica pintados à mão”, reinterpretando “um ícone português familiar”.

No documento, a associação reconhece “o valor artístico” do percurso da artista e “a relevância internacional que confere à arte portuguesa”, mas considera “pertinente e urgente” esclarecer a origem dos azulejos utilizados na obra.

A associação recorda que o azulejo histórico português integra o património cultural protegido pela Lei de Bases do Património Cultural e refere que, desde 2017, a Câmara Municipal de Lisboa exige autorização para a remoção e transporte de painéis e azulejos de fachadas e interiores, devido ao respetivo valor patrimonial.

A associação pergunta se os azulejos utilizados provêm de fachadas ou interiores históricos e, em caso afirmativo, se a respetiva integração na obra “contribui para o desenraizamento definitivo destes elementos do seu contexto original, empobrecendo cultural e historicamente os edifícios e os locais de onde foram retirados”.

Caso os materiais tenham sido adquiridos em leiloeiras, antiquários ou outros circuitos comerciais, a associação questiona igualmente se essa procura poderá constituir “um incentivo adicional ao mercado de azulejos furtados ou ilegalmente removidos de edifícios lisboetas”, correndo o risco de alimentar “a espiral de furto e vandalismo”.

Em resposta a um contacto da Lusa por ‘e-mail’, o atelier da artista explica que a obra “Real Embarcação” integra “partes remanescentes de painéis de azulejos provenientes de uma habitação privada” que “permaneceram armazenadas durante vários anos antes de serem doadas ao Atelier pelo respetivo proprietário”, assegurando que a sua utilização foi feita “com o maior respeito pelo seu valor histórico, cultural e patrimonial”, procurando conferir-lhes “um novo contexto artístico”.

Joana Vasconcelos afirma ainda que “a salvaguarda do património cultural português constitui um dever coletivo e uma responsabilidade partilhada” e sustenta que a utilização do azulejo na sua obra procura “reconhecer e valorizar este elemento enquanto expressão maior da cultura material portuguesa”, numa abordagem que considera compatível com a proteção do património “quando desenvolvida com responsabilidade, respeito pelo enquadramento legal e valorização dos materiais utilizados”.

A Vizinhos em Lisboa é uma associação de moradores dedicada à representação e defesa dos interesses dos residentes do concelho de Lisboa em áreas como o urbanismo, património edificado, mobilidade, ambiente e qualidade de vida.

Fonte: Luso Jornal (França)/Parceria

“Gala Final | Amadora Quorum Summer Dance”


Dia 25 julho

 

No próximo dia 25 de julho (sábado), realiza-se pelas 17h00 no Cineteatro D. João V, a Gala Final do Amadora Quorum Summer Dance.

 

Sinopse |

O Amadora Quorum Summer Dance é uma das várias iniciativas de destaque do grupo AQK, que, desde 2016, consolida a sua vertente lúdica e pedagógica com a realização de workshops de verão com professores de renome nacional de internacional, direcionados para alunos e profissionais da Dança.

Em 2023, este curso de Verão passou a ter a vertente de Festival, com a apresentação do trabalho de companhias e criadores nacionais/internacionais.

É uma iniciativa que abre as portas a novas linguagens na dança contemporânea, explorando diferentes abordagens ao movimento e promovendo o intercâmbio artístico entre criadores e intérpretes.

M6 | Entrada gratuita, limitada à lotação da sala

Cineteatro D. João V

Largo da Igreja, 5B/C/D - Águas Livres (Damaia) - 2720-295 Amadora

Telefone: 214 975 187

GPS: 38.746029, -9.218823

Toda a programação e horários podem sofrer alterações sem aviso prévio

Enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Fonte: Câmara Municipal Amadora

“Município de Penamacor emite parecer desfavorável ao Programa Setorial das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (PSZAER)”


O Município de Penamacor submeteu, no âmbito da Discussão Pública, um parecer desfavorável à proposta do Programa Setorial das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (PSZAER), considerando que a mesma levanta sérias reservas quanto aos seus impactes territoriais, paisagísticos, institucionais e metodológicos.

Embora reconheça plenamente a importância estratégica da transição energética e da expansão das energias renováveis para o cumprimento dos objetivos nacionais e europeus de descarbonização, o Município entende que tais objetivos não podem ser prosseguidos à custa da descaracterização dos territórios, da diminuição da autonomia municipal e da desvalorização dos valores paisagísticos, culturais e identitários das comunidades locais.

 

Defesa da autonomia municipal e do poder local

 

Um dos aspetos centrais do parecer prende-se com a crescente centralização das decisões relativas ao ordenamento do território. O Município considera que a delimitação prévia de extensas áreas destinadas à instalação de infraestruturas de produção de energia renovável através de um instrumento setorial de âmbito nacional reduz significativamente a capacidade dos municípios para participarem ativamente na definição do modelo de desenvolvimento dos seus territórios.

Penamacor alerta que esta abordagem enfraquece o princípio da subsidiariedade, diminui a autonomia local e desvaloriza os instrumentos de gestão territorial democraticamente aprovados, designadamente os Planos Diretores Municipais.

 

Necessidade de avaliação territorial caso a caso

 

O parecer sustenta igualmente que a avaliação estratégica do programa não deve substituir a necessária apreciação individualizada dos impactes territoriais, paisagísticos e patrimoniais associados a cada projeto concreto.

Na perspetiva do Município, a diversidade e singularidade dos territórios exige uma ponderação específica das características de cada intervenção, especialmente quando estas produzem efeitos significativos e duradouros sobre a paisagem e sobre a qualidade de vida das populações.

Cerca de 10% do território municipal poderá ficar afeto a energias renováveis

A proposta do PSZAER prevê a afetação direta de aproximadamente 9% do território do concelho de Penamacor. Considerando os projetos já existentes ou comprometidos, a área total ocupada por infraestruturas energéticas poderá atingir cerca de 10% da área do concelho.

O Município entende que esta realidade assume particular relevância num território de baixa densidade populacional, cuja valorização económica está também associada à preservação da paisagem, dos recursos naturais e da identidade territorial.

 

Falta de transparência na construção do “mapa verde”

 

Outra das preocupações expressas no parecer diz respeito à metodologia utilizada para a elaboração do denominado “mapa verde”, elemento cartográfico que suporta o programa.

O Município considera que os critérios, parâmetros e ponderações utilizados na construção desta cartografia não se encontram suficientemente explicitados, dificultando a compreensão dos resultados obtidos, a sua reprodutibilidade metodológica e uma efetiva participação pública informada.

 

Impactes em áreas de elevada sensibilidade paisagística

 

O parecer identifica ainda situações consideradas particularmente preocupantes no território de Penamacor, nomeadamente:

A afetação de áreas situadas entre a Zona Industrial de Penamacor e Aldeia do Bispo para instalação de energia eólica;

A ocupação da vertente norte da colina de Penamacor;

A ocupação de grande parte da vertente norte da Serra de Santa Marta, elemento estruturante da paisagem envolvente da freguesia de Benquerença.

Segundo o Município, estas propostas evidenciam uma insuficiente ponderação dos valores paisagísticos, culturais e identitários associados ao território, podendo comprometer elementos fundamentais da imagem, identidade e património imaterial das comunidades locais.

 

Apelo à revisão da proposta

 

O Município de Penamacor defende que o PSZAER deve ser revisto de forma substancial, garantindo uma melhor articulação entre os objetivos nacionais da transição energética e a proteção das especificidades territoriais locais.

Para o Executivo Municipal, a paisagem não deve ser entendida apenas como uma realidade física suscetível de quantificação, mas também como um património coletivo construído ao longo de gerações e parte integrante da identidade das populações.

Neste contexto, o Município reafirma a sua disponibilidade para colaborar na prossecução dos objetivos de transição energética, desde que tal ocorra com respeito pela autonomia do poder local, pelos instrumentos de ordenamento do território e pelos valores ambientais, paisagísticos e culturais que caracterizam o concelho de Penamacor.

Fonte: Câmara Municipal Penamacor