sexta-feira, 14 de novembro de 2025

“Tecnologia para estacionar: 44,8% dos portugueses usam aplicações no dia-a-dia”


A facilidade de uso de aplicações para gerir sessões de estacionamento é a principal razão pela qual os portugueses aderiram naturalmente à sua utilização diária

 

Por: Inês Fernandes

A tecnologia ao serviço dos condutores está cada vez mais generalizada e não é apenas com o aumento da utilização de viaturas elétricas, ou serviços de GPS. A tecnologia pode simplificar o processo de condução e estacionamento diariamente a todos os condutores, seja no seu próprio país ou quando se desloca.

Em Portugal, as aplicações para gestão de serviços de estacionamento são já bastante conhecidas, e o seu uso apresentou nos últimos anos um incremento claro. De acordo com os dados recolhidos pela EasyPark, 93,2% dos entrevistados já conhecem alguma aplicação de estacionamento, dos quais 44,8% as utilizam com regularidade para estacionar. Estes valores aumentaram face a 2023 e acompanham a tendência do uso da tecnologia na condução dos portugueses.

Os dados não são exclusivos das grandes cidades, como são Lisboa ou Porto, mas sim demonstram um crescimento no conhecimento e uso das aplicações para gerir sessões de estacionamento. Estes dados têm em conta não apenas as mais reconhecidas aplicações de estacionamento, como a EasyPark, mas também as aplicações de cariz municipal que existem de norte a sul do país.

Os valores de utilização são, contudo, ainda mais elevados quando os condutores se deslocam a outras cidades. Nestas circunstâncias, 46,8% dos condutores recorrem às aplicações para estacionar.

A utilização das aplicações permite não apenas evitar perder tempo à procura de parquímetros para realizar o pagamento, como também a necessidade de ter sempre disponível dinheiro para realizar o pagamento ou, até, tentar compreender os limites de tempo de estacionamento da zona em que os condutores estacionam. Esta facilidade de utilização é, pois, a principal razão pela qual os condutores portugueses mais utilizam as aplicações de estacionamento, sendo esta a razão apontada por 58,4% dos inquiridos.

“A tecnologia e a mobilidade urbana caminham juntas rumo ao futuro, e as aplicações de estacionamento fazem parte de um ecossistema em constante evolução. O estacionamento regulado não é mais uma questão apenas das grandes cidades, e municípios em todo o mundo estão à procura de soluções que os ajudem a tornar a vida nas cidades mais harmoniosa e agradável para residentes e visitantes. O uso da tecnologia ao serviço dos condutores é, portanto, uma solução cada vez mais adotada por diferentes municípios, e as aplicações de estacionamento são uma das ferramentas a serviço dos motoristas e decisores.”  observa Jennifer Amador Tavares de Sousa, Diretora para Portugal e Espanha da Arrive. “A adaptação e adoção por parte dos condutores portugueses das aplicações de estacionamento tem vindo a ser natural e sistemática. O que representa não apenas os benefícios que estas aportam ao quotidiano dos condutores e cidades, mas também como estas podem estar ao serviço de cidades mais habitáveis e onde a mobilidade urbana se desenrola com maior naturalidade”.

 

Informação de dados

 

Os dados constantes desta informação são fruto de um questionário realizado pela EasyPark a condutores portugueses com 18 anos ou mais em todo o território nacional.

 

Sobre a EasyPark, parte da plataforma mundial de mobilidade Arrive:

 

A EasyPark, parte da plataforma mundial de mobilidade Arrive, é o principal fornecedor de soluções inteligentes de estacionamento e mobilidade na Europa. Presente em mais de 4.000 cidades em mais de 20 países, a EasyPark simplifica o estacionamento, o carregamento e a mobilidade em todo o mundo. Em estreita colaboração com as cidades, a EasyPark está a impulsionar a digitalização, utilizando informações baseadas em dados e soluções inteligentes para tornar as cidades mais habitáveis.

Fonte: Newsline – Gabinete de imprensa e comunicação

“80º Aniversário da Elevação do Entroncamento a Concelho”


Por: Ana Cristina Feio

No próximo dia 24 de novembro, segunda-feira, o Entroncamento comemora o 80º Aniversário da Elevação a Concelho.

Para assinalar esta data, a Câmara Municipal promove um programa comemorativo com diversas iniciativas, para as quais convida toda a população.

 

Programa:

 

24 novembro (segunda-feira) | ANIVERSÁRIO DO CONCELHO

10h00» Hastear da Bandeira com Momento Musical | Largo José Duarte Coelho

» Sessão Solene | Salão Nobre Paços do Concelho

» Entrega dos Equipamentos de Proteção Individuais à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento | Largo José Duarte Coelho

Museu Nacional Ferroviário | Entrada Gratuita

24 de novembro – Dia do Concelho | das 10h00 às 17h30m

Galeria Municipal Entroncamento

Até 27 dezembro | Exposição Documental “Editais do Município do Entroncamento”

No âmbito do 80º Aniversário do Concelho do Entroncamento decorre, no dia 23 de novembro, no Cineteatro São João, o espetáculo “Cantigas da Rua com Rita Ribeiro e Jorge Baptista da Silva”.

Fonte: Câmara Municipal Entroncamento

“Campanha Loading Valores”


“O meu filho não consegue desconectar-se”: psicóloga revela os sinais que alertam sobre a dependência digital infantil

 

Por: Inês Fernandes

• O uso excessivo do telemóvel entre os menores preocupa as famílias e começa a afetar o seu bem-estar emocional e a convivência em casa

• Peritos alertam para uma geração que vive conectada, mas cada vez mais desconectada do seu ambiente

• “Não pode viver sem o tablet”: os peritos alertam de uma epidemia silenciosa dentro de casa

“Quando lhe tiro o telemóvel, fica aborrecido, grita e diz que lhe arruinei a vida”. Este tipo de frases são cada vez mais frequentes nas casas em todo o mundo. Os momentos que antes estavam destinados a brincar converteram-se, para muitas crianças e adolescentes, em horas intermináveis conectadas à internet e uma necessidade digital constante. A dependência digital infantil preocupa cada vez mais os pais, educadores e profissionais da saúde mental, que alertam da obrigatoriedade de os controlar e parar para o correto desenvolvimento da personalidade das crianças.

De acordo com as estatísticas extraídas do recente Observatório SaveFamily, sete em cada dez pais apoiam a proibição dos telemóveis nas escolas, e mais de 60% considera necessária a restrição do acesso a redes sociais em menores. Por detrás destes números esconde-se uma preocupação partilhada: a perda de controlo sobre o uso da tecnologia em casa.


A psicóloga infantojuvenil María García, colaboradora da campanha Loading Valores, explica que “a fronteira entre o uso e a dependência cruza-se quando o dispositivo deixa de ser uma ferramenta e passa a converter-se numa necessidade emocional”. Depois de realizar consultas a dezenas de crianças em diferentes idades, a especialista assegura que se repetem os mesmos padrões: crianças que se irritam se lhes retiram o ecrã, que perdem interesse por outras atividades e que procuram aprovação constante nas redes e jogos online.

O problema, destaca García, não está na tecnologia em si, mas no modo como esta se integra na vida quotidiana. “Não se trata de demonizar os ecrãs, mas de ensinar os menores a relacionarem-se com estas de forma sã e equilibrada. O risco surge quando o telemóvel ou o tablet substituem o contacto humano, os jogos livres ou a gestão de emoções”, afirma.

O projeto educativo Loading Valores, uma campanha impulsionada pela SaveFamily, procura consciencializar famílias, professores e autoridades para a necessidade de educar as crianças desde pequenas para que possam ter uma imersão responsável num mundo cada vez mais tecnológico e evitem cair nos perigos digitais que se escondem por detrás dos ecrãs dos telemóveis.

A especialista insiste que os efeitos se notam cada vez em idades mais precoces: alterações do sono, irritabilidade, baixa tolerância à frustração e dificuldades de atenção são já motivos habituais nas consultas de psicologia. De acordo com o Observatório da SaveFamily, 53,3% dos pais afirma que o uso de dispositivos digitais teve um impacto emocional nos seus filhos. Mais de metade. Além do mais, 30,9% das crianças irrita-se se se lhe retira o dispositivo e até 23,8% sente ansiedade ao não ter acesso a estes.

Esta problemática transpõe-se para as aulas: 37,8% das famílias alertam de que o uso de dispositivos móveis por parte das crianças afeta o rendimento escolar devido ao abuso de redes sociais e acesso à internet sem restrições. Uma ameaça que está muito mais ampla já que, atualmente, até 68% dos menores utilizam a internet antes dos 11 anos e até crianças de 4 anos têm telemóveis.

Em Portugal, a proibição dos telemóveis em contexto escolar foi uma das medidas governamentais que mais se tem falado nos últimos meses, mas cuja implementação tem decorrido sem grandes percalços e, até, com o apoio dos pais.

 

O lar, primeiro campo de batalha

 

No meio familiar, o conflito costuma aparecer quando os pais tentam limitar o tempo de ecrã. O que começa como uma negociação pode acabar em gritos ou castigos. “O sentimento de impotência é enorme. Sabemos que algo não está bem, mas não encontramos maneira de impor limites sem discutir”, reconhecem algumas das famílias que participam em Loading Valores.

A mudança passa por substituir a proibição pelo acompanhamento. Estabelecer horários digitais, fomentar atividades fora do ecrã, partilhar conteúdos e dar o exemplo. “Se nós mesmos estivermos permanentemente conectados, dificilmente eles se poderão desconectar. A tecnologia é parte das nossas vidas, mas precisamos ensinar os menores a usá-la com consciência: faz falta uma educação digital real”, explica Jorge Álvarez, CEO da SaveFamily.

Álvarez considera que o papel da tecnologia deve ir mais além do interesse económico. “Temos a responsabilidade de oferecer ferramentas que promovem a autonomia e a segurança, não a dependência. Isso implica o desenvolvimento de produtos que acompanham a aprendizagem, não que a substituam”. Os relógios inteligentes para crianças, como o SaveWatch Plus 2, apresentaram-se nos últimos meses como uma das soluções mais eficazes para atrasar a entrega dos telemóveis às crianças sem renunciar à segurança e à comunicação, mas dotando-os de uma ferramenta para que aprendam a utilizar a tecnologia de forma responsável.

Os peritos concordam que a chave está em reservar momentos livres de ecrãs como são as refeições ou a hora de ir dormir, reforçar atividades que não dependem do telemóvel e evitar que seja utilizado como calmante emocional. “O telemóvel não pode converter-se numa forma de silenciar o aborrecimento e a frustração”, adverte a psicóloga de Loading Valores. “Ajudá-los a tolerar a espera, o silêncio ou o jogo sem estímulos digitais é educar o seu cérebro para a vida real e um uma utilização mais consciente”.

A dependência digital infantil reflete uma sociedade hiper-conectada que também afeta os adultos, que se esforçam por procurar um equilíbrio entre o mundo online e a vida real. No canal de YouTube da SaveFamily é possível consultar o trabalho realizado em colaboração com a María García. O objetivo é conseguir que as crianças aprendam a desconectar-se dos ecrãs para se reconectarem com o seu ambiente e sejam carregados verdadeiramente com valores chave como a empatia, o respeito e a comunicação.

 

Acerca de SaveFamily

 

É a empresa de origem espanhola líder em smartwatches com GPS. Desde os seus escritórios centrais distribui os seus produtos em mais de 26 países.

Criada em 2017, uma equipa multidisciplinar composta por mais de 40 profissionais responde a mais de 500 mil famílias que formam parte da sua carteira de clientes.

Fonte: Newsline Agência de Comunicação