quarta-feira, 19 de agosto de 2026

“29.º Passeio dos Cangalhos D’Idanha convida à descoberta de paisagens da raia Inscrições abertas”


Por: Tiago Carvalho

Os Cangalhos D’Idanha promovem, no dia 6 de setembro, o 29.º Passeio Oficial, uma iniciativa que volta a reunir amantes das duas rodas para um percurso pelos concelhos de Idanha-a-Nova e Penamacor.

A concentração dos participantes está marcada para as 8h30, na sede dos Cangalhos D’Idanha, localizada na Rua do Pombal, na zona histórica de Idanha-a-Nova. A partida acontece às 9h00, dando início a um percurso que atravessa paisagens de grande beleza natural e aldeias repletas de identidade e história.

O itinerário inclui passagem por Idanha-a-Velha, Medelim e várias localidades do concelho de Penamacor. Já no regresso ao concelho idanhense, os participantes passam pela Relva e por Monsanto, a aldeia mais portuguesa de Portugal, antes de terminarem o passeio em Idanha-a-Nova.

Mais do que um passeio de motas, a iniciativa afirma-se como um momento de confraternização entre participantes, promovendo simultaneamente o património, a cultura e a riqueza paisagística da região.

As inscrições já se encontram abertas e têm o valor de 16 cangalhos para sócios e 21 cangalhos para não sócios. A participação inclui brinde, reforço alimentar e almoço.

Os interessados poderão inscrever-se até ao dia 3 de setembro através dos contactos 962 592 856 (Jorge) ou 964 381 221 (Chamusca).

O 29.º Passeio Oficial dos Cangalhos D’Idanha conta com o apoio do Município de Idanha-a-Nova, da União de Freguesias de Idanha-a-Nova e Alcafozes, da União de Freguesias de Monsanto e Idanha-a-Velha e da Vídeo-Foto Quaresma.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova

“REPORTAGEM "BARRACAS NA ÁREA DE LISBOA: O REGRESSO DE UM PROBLEMA QUE NUNCA DESAPARECEU" DA JORNALISTA TERESA SERAFIM VENCE PRÉMIO LITERÁRIO ORLANDO GONÇALVES - MODALIDADE JORNALISMO”


A reportagem "Barracas na área de Lisboa: o regresso de um problema que nunca desapareceu", da autoria da jornalista Teresa Serafim, com os contributos de Daniel Rocha (fotografia), Francisco Lopes (infografia) e Joana Gonçalves (vídeo) foi o trabalho vencedor da 29.ª edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves, este ano na modalidade de Jornalismo, galardão atribuído pela Câmara Municipal da Amadora, que pretende reconhecer o trabalho jornalístico de investigação ou de grande reportagem.

Após apreciação dos 26 trabalhos admitidos a concurso, o júri - composto por Ana Cristina Pereira, vencedora do Prémio Crónica Jornalística da edição anterior, na qualidade de representante da Câmara Municipal da Amadora; Tiago Torres da Silva, como representante da Sociedade Portuguesa de Autores e Susana Venceslau, representante do Sindicato dos Jornalistas - deliberou, por unanimidade, atribuir o prémio a esta reportagem considerando que "o trabalho faz um retrato histórico da 'tentativa' de erradicação das barracas na Área Metropolitana de Lisboa nos anos 90 do século XX relacionando-o com o ressurgimento dessa realidade na atualidade e com a crise de habitação com que a capital se depara. O texto cumpre todos os requisitos do prémio em questão: aborda um problema social premente, com incidência local. Conjuga o exercício de memória com a atualidade dando especial destaque aos direitos humanos e ao exercício da democracia".

 

Biografia | Teresa Serafim (jornalista)

Natural de Sousel, Teresa Serafim é jornalista no jornal Público desde 2016. Licenciou se em Ciências da Comunicação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH) e fez o mestrado em Estudos Portugueses da NOVA FCSH.

 

Biografia | Daniel Rocha (fotografia): É repórter fotográfico do jornal PÚBLICO desde 1992. Realizou várias reportagens nacionais e internacionais, com destaque para a erupção do vulcão da Ilha do Fogo (Cabo Vede), a visita do Papa João Paulo II a Cuba ou a luta do povo maubere pela independência de Timor-Leste. Licenciado em Antropologia (Universidade Nova de Lisboa), em 1998, e em Fotografia pelo Ar.Co (Centro de Arte e

Comunicação Visual), concluiu diversas ações de formação no CENJOR (Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas), tendo sido distinguido com vários prémios e participado em livros e exposições coletivas na área da informação e do fotojornalismo.

Biografia | Francisco Lopes (infografia): Jornalista e infografista do PÚBLICO desde 2016. É reconhecido em mais de três dezenas de prémios e menções nacionais e internacionais em infografia. Formado em Design Gráfico, participou em vários congressos mundiais de infografia nos Malofiej na Universidade de Navarra - Pamplona, Espanha. Tem formação em linguagem de programação na Formabase. O seu trabalho centra-se na produção de infografias para papel e online e na criação de novas narrativas visuais digitais.

Biografia | Joana Gonçalves (vídeo): Começou na Rádio Renascença (RR), em 2018, depois de um estágio que também passou pelas redações do Expresso e SIC. Na RR trabalhou na edição da tarde, mas foi na secção de Multimédia que aprendeu que na rádio há lugar para a imagem. Está no jornal PÚBLICO desde 2022.

Sobre o trabalho vencedor | “Barracas na área de Lisboa: o regresso de um problema que nunca desapareceu”

“Barracas na área de Lisboa: o regresso de um problema que nunca desapareceu” mostra a situação atual dos núcleos de construção ilegal e precária, popularmente conhecidos como “bairros de barracas”, na Área Metropolitana de Lisboa (AML). Para isso, por um lado, revisita o passado através de uma análise aos resultados do Programa Especial de Realojamento, que prometia acabar com as barracas. Por outro, questiona o presente percorrendo bairros nos concelhos de Almada, Amadora e Loures e interrogando as 18 autarquias da AML. Num trabalho multimédia, com uma versão na edição impressa do jornal Público, evidencia-se que, apesar dos progressos, há núcleos que nunca se resolveram e outros que se formaram nos últimos anos.

O prémio, no valor de cinco mil euros, será entregue no dia 12 de setembro, pelas 11h00, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, durante a 11ª edição da Festa do Livro.

O Prémio – breve nota

O Prémio Literário Orlando Gonçalves, instituído em 1998 pela Câmara Municipal da Amadora, tem por objetivo, por um lado, homenagear a memória do escritor e jornalista Orlando Gonçalves e por outro incentivar a produção literária, contribuindo para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa.

Este prémio destina-se a galardoar, anualmente e de forma alternada, uma obra de ficção narrativa e um trabalho jornalístico de investigação ou grande reportagem.

Orlando Bernardino Gonçalves, um dos precursores do movimento neorrealista português, foi escritor e jornalista de imprensa escrita e de rádio, tendo sido inclusive Diretor do jornal Notícias da Amadora durante mais de trinta anos, atividade que sempre desenvolveu a par das suas intervenções cívicas e políticas na defesa dos direitos e deveres de uma cidadania plena, consciente e esclarecida, sustentada pelo enriquecimento intelectual.

Orlando Gonçalves foi agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade da Amadora em 1989, em 1993 o seu romance Enredos da Memória foi galardoado com o Prémio Literário Cidade da Amadora e em 1997 foi mais uma vez homenageado pela Câmara Municipal da Amadora, por ocasião das comemorações do 25 de Abril.

 

Listagem de prémios atribuídos

 

1ª Edição / 1998 – JORNALISMO

Júri: Judite Esteves Pinto (CMA), Alice Vieira (SPA), Gonçalo Pereira (SJ) Filhos da Clandestinidade de Ana Margarida de Carvalho

Menções Honrosas

Reportagem sobre a Albânia, de Bruno Miguel Martins Carvalho Escravos, o Segredo do País dos Mouros, de Paulo Moura

2ª Edição / 1999 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: António Moreira (CMA), Teresa Salema (APE), Matilde Rosa Araújo (SPA) Remorsos da lua, de Cristina Maria Ramalho Cruz

À procura de um livro, de Ágata Ramos Simões Menção Honrosa

A idade de Oiro, de Serafim Ferreira

 

3ª Edição / 2000 – JORNALISMO

Júri: António Moreira (CMA), Jorge Leitão Ramos (SPA), Gonçalo Pereira (SJ) Não foi atribuído

 

4ª Edição / 2001 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: Serafim Ferreira (CMA), José Correia Teles (APE), Rita Ferro (SPA) Cenas da vida de um minotauro, de José Viale Moutinho

 

5ª Edição / 2002 – JORNALISMO

Júri: (CMA), José Jorge Letria (SPA), (SJ) Não foi atribuído

6ª Edição / 2003 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: Rogério Rodrigues (CMA), José Correia Tavares (APE), Rosa Lobato Faria (SPA);

Vozes que uivam para a lua cheia, de António Ferreira

 

7ª Edição / 2004 – JORNALISMO

Júri: Diana Andringa (CMA), Alice Vieira (SPA) e Maria José Garrido (SJ) O Bispo maldito (artigo) de António José Vilela

8ª Edição / 2005 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: Carlos Pinto Coelho (CMA), Alice Vieira (SPA) e José Manuel Vasconcelos (APE) Um eterno retorno, de Rui Herbon

 

9ª Edição / 2006 – JORNALISMO

Júri: João Grego Esteves (CMA), Luís Filipe Costa (SPA) e Maria José Garrido (SJ) Doentes graves, africanos, depositados em pensões obscuras (artigo) de Ricardo Felner

 

10ª Edição / 2007 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: Rogério Rodrigues (CMA), José Correia Tavares (APE) e Manuel Freire (SPA) Melodia clandestina, de Goreti Figueiredo

 

11ª Edição / 2008 – JORNALISMO

Júri: João Garcia (CMA), Luís Filipe Costa (SPA), Luísa Tito Morais (SJ) Geração sextasy, (artigo) de Miguel Carvalho

 

12ª Edição / 2009 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: Rogério Rodrigues (CMA), José Correia Tavares (APE) e Luís Filipe Costa (SPA) Contos transcendentes, de Rui Valada

13ª Edição / 2010 – JORNALISMO

Júri: Rogério Rodrigues (CMA), Leonor Xavier (SPA) e Ana Goulard (SJ) A guerra do Sr. António, de Ricardo Rodrigues

 

14ª Edição / 2011 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: Manuel Simões (CMA), José Correia Tavares (APE) e José Fanha (SPA) Nos dois crepúsculos e ao meio-dia, de Cristina Lisboa

Menção Honrosa

Reminiscências da luz: histórias quebradas, de Cristina Maria da Silva Robalo Cordeiro

15ª Edição / 2012 – JORNALISMO

Júri: Eugénio Alves (CMA), Leonor Xavier (SPA) e Ana Goulard (SJ) Alice esperou 38 anos para matar o marido, de Sílvia Caneco

 

16ª Edição / 2013 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: Rogério Rodrigues (CMA), José Fanha (SPA) e José Correia Tavares (APE) Personae, de Ruy Tapioca

Menção Honrosa

Música para os manter na escola, de Carla Amaro

Brancas são as madrugadas: de olhos abertos com Isabel Meyrelles, de Susana Marques Fragmentos, de Margarida Fonseca Santos

17ª Edição / 2014 – JORNALISMO

Júri: João Grego Esteves (CMA), José Fanha (SPA) e Ana Goulart (SJ) Esplendores, de Joaquim Franco

Menções Honrosas

Em busca do Pai Tuga, de Catarina Gomes

Combate ao trabalho não declarado e à exploração de trabalhadores-apanha da azeitona sob investigação, de Bruna Soares

História de uma vida, história do País, de Susana Moreira

18ª Edição / 2015 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: Rogério Rodrigues (CMA), António Torrado (SPA) e José Correia Tavares (APE) Gramática da melancolia, de Nuno de Figueiredo

Menção Honrosa

Um sopro numa vela acende a escuridão, de Maria (pseud.de João Carlos Costa da Cruz)

19ª Edição / 2016 – JORNALISMO

Júri: Rogério Rodrigues (CMA), Tiago Torres da Silva (SPA) e Sofia Branco (SJ) Quem foi o filho que António deixou na guerra, de Catarina Gomes

Menção Honrosa

Fuga para a vida, reportagem da autoria de Lavínia Leal, Carla Quirino e Paula Meira, exibida no programa da RTP Linha da Frente, no Dia do Refugiado

20ª Edição / 2017 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: José Correia Tavares (CMA), Tiago Torres da Silva (SPA) e José Manuel Vasconcelos (APE) Não foi atribuído

21ª Edição / 2018 – JORNALISMO

Júri: Joaquim Franco (CMA), Leonor Xavier (SPA) e Sofia Branco (SJ) A vida que a chuva levou, de Joana Pereira Bastos

Menções Honrosas

Escravos do rio, reportagem da autoria de Raquel Moleiro, fotografia de Luís Barra Um país a arder pelas raízes, reportagem da autoria de Paulo Moura

22ª Edição / 2019 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: Carlos Vaz Marques (CMA), José Manuel Mendes (APE) e Tiago Torres da Silva (SPA) Alpendre a cinco vozes, de Orlando Duarte, pseud. de Antero Barbosa

23ª Edição / 2020 – JORNALISMO

Júri: Joana Bastos (CMA), Tiago Torres da Silva (SPA) e Sofia Branco (SJ) A história secreta de Amália, de Miguel Bruno Martins Carvalho Menção Honrosa

Português sem país, o filho de Alfama nascido na sela, reportagem da autoria de Nuno Guedes

24ª Edição / 2021 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: Antero Barbosa (CMA), José Manuel Mendes (APE) e José Fanha (SPA) Discreto cavalheiro, de Aurélio B. de Borges, pseud. de António Garcia Barreto.

25ª Edição / 2022 – JORNALISMO

Júri: Miguel Carlaho (CMA), Paulo Sérgio Santos (SPA) e João Miguel Rodrigues (SJ)

Por ti, Portugal, eu juro!” do coletivo Sofia da Palma Rodrigues, Diogo Cardoso, Luciana Maruta

26ª Edição / 2023 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: António Garcia Barreto (CMA), Isabel Medina (SPA) e José Manuel Mendes (APE) A Coccinella perfeita, de António da Costa Neves

27ª Edição / 2024 – JORNALISMO

Júri: Sofia Palma Rodrigues (CMA), Luís Filipe Simões (SJ) e Tiago Torres da Silva (SPA) Ao fim de 40 anos, Vicente não queria sair da prisão, de Ana Cristina Pereira

28ª Edição / 2025 – FICÇÃO NARRATIVA

Júri: António José Costa Neves (CMA), Gonçalo Pratas (SPA) e José Manuel Mendes (APE) Inspector Chavarino: caixa de cisne, de Ricardo Franco

29ª Edição / 2026 - JORNALISMO

Júri: Ana Cristina Pereira (CMA), Tiago Torres da Silva (SPA) e Susana Venceslau (SJ)

Barracas na área de Lisboa: o regresso de um problema que nunca desapareceu, de Teresa Serafim

Fonte: Câmara Municipal Amadora

“Projeto musical juvenil em espetáculo no Jardim dos Antónios”


Magenta atua em Idanha-a-Nova a 28 de agosto

 

Por: Tiago Carvalho

No dia 28 de agosto, a ‘Boy band’ Magenta, de Salvador Geraldes e Gonçalo Leitão, atua no Jardim dos Antónios, em Idanha-a-Nova, às 21h30.

Tendo participado num programa de talentos da televisão, os dois jovens criaram um projeto ao estilo de uma Boy Band, adequado às suas idades, estando a atingir enorme popularidade através da presença assídua nas rádios e televisões nacionais.

Além dos seus originais, lançados por uma produtora nacional, o grupo do concelho vizinho de Penamacor apresenta em concerto um vasto reportório pensado para todas as idades, num espetáculo que cruza a música e a dança numa experiência dinâmica.

Neste espetáculo em Idanha-a-Nova, o grupo promete transmitir, juntamente com o talento que lhe é reconhecido, muita energia e boa disposição na interação com o público. Construindo uma viagem artística marcada pela diversidade e pela conexão entre som e imagem, os Magenta criam uma experiência cativante, onde a música e a dança se encontram em palco para proporcionar um momento de entretenimento, partilha e celebração. Em palco, Salvador e Gonçalo são acompanhados pelo músico Eduardo Geraldes e pelas bailarinas Beatriz Pires, Luana Foito, Maria Luís e Mafalda Geraldes.


O espetáculo é de acesso gratuito e realiza-se no âmbito do projeto conjunto da Rede das Cidades Criativas UNESCO do Centro de Portugal, financiado pela União Europeia, através do FEDER, no âmbito dos instrumentos de Investimentos Territoriais Integrados (ITI).

A Rede das Cidades Criativas UNESCO do Centro de Portugal integra o Turismo Centro de Portugal (TCP) e os seis municípios da Região Centro reconhecidos como Cidades Criativas pela UNESCO: Caldas da Rainha (Artesanato e Artes Populares), Castelo Branco (Artesanato e Artes Populares), Covilhã (Design), Leiria (Música), Óbidos (Literatura) e, como não podia deixar de ser, Idanha-a-Nova – Cidade Criativa na área da Música, desde 2015.

Mais informações sobre o espetáculo e sobre a programação do Município de Idanha-a-Nova disponíveis em www.idanha.pt/agenda 

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova