sábado, 11 de abril de 2026

“Em destaque Museu Oriente”


O MUSEU CONVIDA… TAILÂNDIA

 

Em abril, celebramos o Songkran, Ano Novo Tailandês. Junte-se a nós!

15 abril | ENTRADA E ACTIVIDADES GRATUITAS

11h30, 15h | Visita Ano Novo Budista | M/12 anos

18h | Apresentação | Peça Convidada

com Gonçalo Amaro [director, Museu Nacional de Etnologia]

18h30 | Visita Sabedoria do dia-a-dia na Tailândia

Com Sofia Campos Lopes [directora-adjunta, Museu do Oriente]

18h45 | Visita Pratas da Tailândia

Com Hugo Miguel Crespo

19h | Tatuagens Sak Yant | M/6 anos

Saber mais em: https://foriente.us10.list-manage.com/track/click?u=fba4d01980814d8d833da2ffa&id=4d9069f378&e=e49bd26051

Fonte: Fundação Oriente

“Glaucoma: a doença invisível que ameaça milhões e que pode ser travada a tempo”


Por: José Morais

O glaucoma continua a ser uma das doenças oculares mais traiçoeiras do nosso tempo. Avança em silêncio, sem dor e sem sinais evidentes, até que a perda de visão se torna irreversível. Em março, a Semana Mundial do Glaucoma volta a colocar o tema na agenda pública, lembrando que a prevenção continua a ser a arma mais eficaz contra este “inimigo invisível”.

 

Uma epidemia silenciosa que cresce no mundo

 

A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 80 milhões de pessoas vivam com glaucoma, muitas sem diagnóstico. A doença é hoje uma das principais causas de cegueira irreversível a nível global, e o número de casos deverá aumentar nas próximas décadas devido ao envelhecimento da população.

O grande desafio? A ausência de sintomas nas fases iniciais. A maioria dos doentes só procura ajuda quando já perdeu parte significativa da visão periférica perda essa que não pode ser recuperada.

 

Por que razão o glaucoma é tão perigoso

 

O glaucoma resulta, na maioria dos casos, do aumento da pressão intraocular, que danifica progressivamente o nervo ótico. O processo é lento, contínuo e, sobretudo, silencioso. Daí a designação frequentemente usada pelos especialistas: “o ladrão silencioso da visão”.

Quando os primeiros sinais surgem como a sensação de “visão em túnel” a doença já se encontra numa fase avançada. E, ao contrário de outras condições oftalmológicas, a visão perdida não volta.

 

Diagnóstico precoce: a diferença entre ver e deixar de ver

 

A boa notícia é que, quando detetado a tempo, o glaucoma pode ser controlado. Exames simples e rápidos permitem identificar alterações antes de surgirem sintomas:

Tonometria – mede a pressão intraocular

Campimetria – avalia o campo visual

Análise do nervo ótico – observa danos estruturais

Com base nestes resultados, o oftalmologista define o tratamento mais adequado, que pode incluir colírios, laser ou cirurgia. O objetivo é sempre o mesmo: travar a progressão da doença.

 

Quem está mais em risco

 

Alguns fatores aumentam significativamente a probabilidade de desenvolver glaucoma:

Histórico familiar ter pais ou irmãos com glaucoma é um dos principais fatores de risco

Idade superior a 40–50 anos

Pressão intraocular elevada

Miopia elevada, diabetes ou uso prolongado de corticoides

Origem africana, associada a maior predisposição genética

Para estes grupos, os especialistas recomendam consultas regulares, mesmo na ausência de sintomas.

 

Um problema de saúde pública que exige ação

 

A Semana Mundial do Glaucoma, assinalada este ano entre 9 e 15 de março, pretende reforçar a importância da prevenção e do acesso a cuidados oftalmológicos. Em muitos países, incluindo Portugal, o diagnóstico tardio continua a ser uma realidade, sobretudo entre populações mais envelhecidas ou com menor acesso a consultas de rotina.

Além do impacto na visão, o glaucoma tem consequências profundas na autonomia, mobilidade e qualidade de vida. A perda de visão periférica aumenta o risco de quedas, limita a condução e afeta a capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia.

 

A mensagem essencial: não espere pelos sintomas

 

O glaucoma é uma doença para a vida, mas não tem de ser uma sentença de cegueira. A chave está na vigilância regular.

 

Um exame de rotina pode salvar anos de visão

 

Se tem mais de 40 anos, histórico familiar ou fatores de risco, marque uma consulta de Oftalmologia. No glaucoma, agir cedo não é apenas importante é decisivo.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

“Acordo com APA e Fundo Ambiental garante 150 mil euros para reabilitação de património ambiental”


O Município de Alenquer vai beneficiar de um apoio financeiro no valor de 150 mil euros para a recuperação de danos provocados pelas intempéries registadas em janeiro e fevereiro de 2026 no âmbito de um contrato-programa celebrado com o Fundo Ambiental e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a 9 de abril. A cerimónia realizada em Azambuja contou com a presença da Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, do Presidente da Câmara Municipal de Alenquer, João Nicolau, e de 25 outros autarcas de concelhos afetados.

Este financiamento surge na sequência da situação de calamidade declarada pelo Governo devido às condições atmosféricas adversas, que afetaram várias regiões do país, incluindo o concelho de Alenquer, provocando inundações, deslizamentos de terra e danos significativos em infraestruturas e património ambiental, provocando constrangimentos vários às populações afetadas.

O contrato-programa agora estabelecido tem como principal objetivo apoiar intervenções de emergência, bem como a reabilitação de infraestruturas ambientais e a recuperação de áreas afetadas. As ações a desenvolver incluem projetos de reconstrução e requalificação do Rio Alenquer na zona da Requeixada, do Parque das Tílias, da Quinta da Gaia e da confluência do Rio com a Ribeira do Camarnal, com vista à reposição das condições de segurança e sustentabilidade do território.

Esta medida enquadra-se no pacote de apoios extraordinários criado pelo Governo para responder aos impactos das intempéries, que prevê uma dotação global de 35 milhões de euros para municípios afetados em todo o país.

Com este investimento, o Município de Alenquer reforça a sua capacidade de resposta a situações de emergência, promovendo a recuperação ambiental e a resiliência do território.

Fonte: Câmara Municipal Alenquer