sábado, 7 de novembro de 2026

“José Serge de Freitas, luso-francês, quer pedalar de Lisboa para Madeira: "Estou realmente começando do zero"


Por: Emanuel Guedes

Após chegar a Fátima a pé vindo dos Vosges em 2025, José Serge de Freitas está preparando uma nova aventura. O luso-francês de 47 anos, cujos pais são da Madeira, quer chegar à ilha a partir de Lisboa em um barco equipado com pedal, sem motor ou vela. Uma saída prevista para o verão de 2029, para a qual ele busca apoio.

Em julho de 2025, José Serge de Freitas chegou a Fátima após mais de quatro meses de caminhada e 1.906 quilômetros dos Vosges. Uma aventura que ele contou ao Luso Jornal, entre a reconstrução pessoal, o apoio à sobrinha e a homenagem aos portugueses que partiram em busca de uma vida melhor na França.

O homem que seus parentes chamam de Sérgio agora olha para o oceano. Sua ideia: retomar a caminhada em Fátima para chegar a Lisboa, depois continuar até a Madeira pedalando em um barco adaptado. O projeto ainda precisa ser construído, começando com a compra do barco e sua transformação. Ele nos explica o que o motiva a partir novamente e como imagina essa travessia solo.

 

O que você lembra da sua viagem a pé entre França e Portugal?

 

França-Portugal a pé me ajudou muito. Essa aventura estava ligada a três promessas. A primeira foi pessoal: eu estava passando por um divórcio, administrava um negócio que não podia mais manter e não estava indo muito bem. A segunda foi aumentar a conscientização sobre a situação da minha sobrinha, que sofre de convulsões epilépticas severas, e da associação Luna 40, da qual meu irmão é presidente. Eu queria que pudéssemos ajudá-lo e conhecer outras pessoas passando pela mesma situação. Por fim, queria prestar homenagem a todos os portugueses que deixaram Portugal para vir para a França na esperança de uma vida melhor.


 

Por que você quer chegar à Madeira pelo mar agora?

 

Meus pais são de Santa Cruz, Madeira. Comemorei meu aniversário de 18 anos lá e sempre disse que um dia eu voltaria sozinha. Já fiz os Vosges-Fátima a pé. Agora gostaria de deixar Fátima, onde vou rezar para pedir proteção, e depois caminhar até Lisboa. Depois continuarei para Madeira com um barco convertido para seguir em frente graças a um conjunto de pedais, sem motor ou vela.

 

Como seria esse barco?

 

Avistei um barco na Inglaterra, originalmente projetado para quatro pessoas e para remar para frente. A ideia seria instalar um sistema de pedais no centro, mantendo a possibilidade de remar para me ajudar nas correntes. Possui duas cabines: uma usada para dormir e outra para armazenar comida, água e equipamentos. Também planejo equipamentos de comunicação, GPS, sinalizadores de socorro e equipamentos de resgate. Eu estava procurando um barco que pudesse se endireitar se capotasse. Sei que essa travessia é perigosa.

 

Quando você espera partir e quanto tempo espera passar no mar?

 

A partida está programada para julho ou agosto de 2029. Isso me dá tempo para arrecadar fundos, comprar o barco, transformá-lo e encontrar patrocinadores. Não é só o barco que precisa ser financiado, também há todo o equipamento. Estimo que a travessia leve cerca de três semanas, mas as correntes serão uma grande dificuldade.

 

Você já tem experiência com vela?

 

Não, estou realmente começando do zero. Eu navegava um pouco quando era criança e mergulhava, mas não tenho muito conhecimento sobre o mar. Estou em contato com uma pessoa que tem muita experiência em viagens de pedal e que me aconselha bastante. Também quero tirar licenças de barco para adquirir conhecimento. Quero aprender o máximo que puder antes de ir embora.

 

Como você se prepara para se encontrar sozinho no oceano?

 

Eu assisto muitos vídeos de pessoas indo sozinhas. Sou alguém que não gosta de solidão. Durante o passeio a pé França-Portugal, conheci muita gente. Desta vez, será completamente diferente. A pessoa que me aconselha insiste muito na calma no mar, no fato de estar sem ninguém ao redor. Isso é algo para o qual preciso me preparar. Para o exame físico, pretendo andar de bicicleta e trabalhar as pernas.

 

Como você imagina a vida a bordo e o contato com seus entes queridos?

 

A organização ainda precisa ser preparada. Pretendo levar comida e água, com a ideia de fazer minhas refeições de manhã, meio-dia e noite, quando possível. Para dormir, você terá que ficar atento a outros barcos. Algumas noites podem ser complicadas. Descubro os meios de comunicação, especialmente por satélite. Não necessariamente poderei ligar para meus entes queridos quando quiser, mas quero ter o que preciso para alertar os serviços de emergência em caso de problema.

 

O que mais te preocupa nessa travessia?

 

Tenho dois grandes medos: orcas e correntes. Temo um encontro com uma orca que possa danificar o barco. Para as correntes, a pessoa que me acompanha na preparação me deu uma imagem: chegar à Madeira é como tentar alcançar uma árvore no meio do oceano. A ilha parece muito pequena nessa imensidade. Meu medo é pedalar sem conseguir me mover na direção certa.

 

Qual é o orçamento do projeto e como podemos apoiá-lo?

 

Estabeleci a meta do fundo em 30.000 euros. O barco que avistei já custa cerca de 15.000 euros. Depois, é preciso financiar sua transformação, os equipamentos, o treinamento e toda a organização, incluindo a marcha entre Fátima e Lisboa. Neste momento, o prêmio já chegou a 115 euros. Me disseram para não ter pressa, então estou indo com calma. Também estou procurando patrocinadores que possam ter o logo deles no barco. Cada apoio pode me ajudar a avançar com o projeto.

 

Você escolheu esta frase para apresentar sua aventura: "Sozinho no oceano... mas nunca sem você!" O que isso significa para você?

 

Vou ficar sozinho no oceano, mas se eu conseguir, será por causa dos meus patrocinadores, meus seguidores, minha família e amigos. Eu sei que há pessoas atrás de mim. Preciso do apoio deles, seja financeiro ou moral. Por isso escrevi esta frase: estarei sozinho a bordo, mas não vou conseguir fazer este projeto sozinho.

Uma arrecadação de fundos online foi lançada por José Serge de Freitas. Atualmente, o valor é de €115. Você pode apoiar AQUI: https://www.lepotcommun.fr/cagnotte/solidaire/portugal-madere-en-pedalo-ragvoy1w?fbclid=IwZnRzaAVOvzBleHRuA2FlbQIxMQBwZG9mBWZkaWQWURIlwRPwAkGCO1gFsoqb9l7fMMyXDXNydGMGYXBwX2lkCjY2Mjg1NjgzNzkAAR7CkdctTYgi-q40U9IV-svE63ZeHfj76cBrAe6AO-TD_vrdbrh3TiTQ1JndMA_aem_HcyjjrVdSg_7fK9aCuun-Q

Fonte: Luso Jornal (França)/Parceria

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

“ESTE SINGLES' DAY, A SEPHORA CONVIDA A AUTO-PRESENTEAR COM 25% DE DESCONTO”


Por: Nicole Santos Fernandes

Um convite ao amor-próprio e à descoberta de novos favoritos de beleza marca a celebração do Singles’ Day na Sephora de 6 a 11 de novembro, com uma campanha especial que dá resposta aos desejos que há muito fazem parte da wishlist

Descubra o flyer com todas as sugestões aqui: https://drive.google.com/drive/folders/1UDqtrQG8UDiiMlSXVqU76qbTsRk2ZU3L

MARIE – PR & Brand Consulting

“O Futuro da Sustentabilidade Hoteleira”


Hotéis do Porto procuram soluções para reduzir consumos e enfrentar os riscos climáticos

 

Por: Inês Fernandes

• A ECO-ONE abriu o encontro com o foco na pegada ambiental e na otimização de recursos e consumos no setor hoteleiro nacional

• Entre os participantes nesta mesaredonda estiveram representados o Grupo Altis, a Porto Business School, AHM – Mercan Properties, Highgate, Minor Hotels, Kodawari Residences, Vincci Ponte de Ferro, Grupo Hotusa e Cânhamo

A empresa ECO-ONE, líder europeia em sustentabilidade hoteleira e presente no mercado português com o apoio do fundo português 3XP Global, reuniu no Hotel Altis Porto com os principais líderes do setor hoteleiro, especialista em sustentabilidade ambiental e académicos no encontro “Porto 2030: Hotéis que potenciam um destino mais sustentável”. Qual o futuro do turismo, da hotelaria e da preservação do meio-ambiente foram os principais temas a debate onde marcaram presença representantes do Grupo Altis, a Porto Business School, AHM – Mercan Properties, Highgate, Minor Hotels, Kodawari Residences, Vincci Ponte de Ferro, Grupo Hotusa e Cânhamo.

Num contexto internacional em que os desafios para a sustentabilidade, o ambiente e a economia se tornam cada vez mais relevantes, e numa região de Portugal onde o turismo representa, neste momento entre 15% a 20% da economia local e mais de 100 mil postos de trabalho, a ECO-ONE procurou encontrar convergências e soluções para uma maior sustentabilidade setorial.Durante a sua intervenção, a ECO-ONE destacou  a importância de integrar os hotéis como ponto fundamental para o ecossistema da cidade e da economia local. Ao mesmo tempo, referiu a necessidade de considerar a sustentabilidade como ferramenta para o futuro da hotelaria, da gestão do risco face à imprevisibilidade das alterações climáticas, e como fator de diferenciação frente à instabilidade que se sente a nível internacional. Numa lógica de integração e trabalho conjunto entre os diferentes intervenientes no setor hoteleiro, a ECO-ONE destaca que  "reduzir a pegada ambiental, otimizar consumos, integrar a comunidade e proteger o património não são apenas gestos de responsabilidade social: são estratégias puras de gestão de risco e de sustentabilidade do próprio negócio".

Ao longo da tarde os diferentes intervenientes da mesa-redonda focaram o futuro do setor em três eixos centrais:

1. O Futuro da Hotelaria e a Adaptação ao Clima: com a gestão preventiva a tomar relevo contra os riscos e instabilidade climática atuais, com ondas de calor e precipitação intensa entre as principais ameaças, e onde as decisões prioritárias deverão estar focadas na preparação antecipada das diferentes unidades hoteleiras para os próximos anos.

2. Operacionalização Diária e Capacitação de Equipas: focando-se na análise e integração imediata de soluções práticas com resultados visíveis na eficiência energética, gestão de consumos e resíduos. Destacando-se a necessidade cada vez maior de monitorizar dados, tornando-os em ações imediatas na tomada de decisões. Os peritos a importância de monitorizar dados e de os converter em decisões rápidas**, que permitam aplicar mudanças com impacto real. Insistiram ainda na formação contínua das equipas e na valorização das pessoas, envolvendo também os hóspedes como agentes ativos da sustentabilidade, através da sensibilização.

3. Património, Natureza, biodiversidade e Materiais Sustentáveis: em que o debate se centrou na reabilitação de edifícios históricos em contexto urbano, na integração da biodiversidade e na aplicação de materiais de construção com baixo impacto ambiental, como as soluções apresentadas pela Cânhamor.

 

Ideia transversal

 

Para que a sustentabilidade seja correta e efetiva, dentro e fora dos hotéis, é preciso também mudar a visão e as crenças: só com essa mudança de mentalidade as medidas preventivas e a análise de dados se traduzem em transformações significativas.

 

Soluções práticas para o futuro da hotelaria, do turismo e da sustentabilidade ambiental

Ao longo do encontro foi, ainda, possível ficar a conhecer as soluções da ECO-ONE para a sustentabilidade hoteleira e compreender como a transição ecológica pode ser acessível, rentável e operacional, através dos pilares estratégicos da empresa. Por um lado o acesso a produtos ecológicos para aquisições mais sustentáveis ao longo da operação hoteleira, através da central de compras; a formação contínua das equipas com programas desenhados especificamente para capacitar os colaboradores na integração da sustentabilidade como parte fundamental da cultura organizacional;  por outro, o desenvolvimento de projetos como a plantação de árvores para compensar a emissão de dióxido de carbono ou a recolha de plásticos dos mares e oceanos, soluções inovadoras para a sustentabilidade e biodiversidade; e, por fim,  a promoção de uma maior economia circular, com um mercado de segunda mão de mobiliário hoteleiro.

"A transformação da hotelaria do Porto rumo a 2030 não é um destino distante, é uma construção que já começou. O ecossistema do Porto só será verdadeiramente sustentável se caminharmos juntos, partilhando boas práticas e capacitando as nossas equipas.” concluíram da ECO-ONE

O encerramento do evento decorreu com um momento de networking, proporcionando um espaço de partilha de experiências e de criação de parcerias entre os profissionais do setor. O encontro contou com o apoio do Hotel Altis Porto e o patrocínio da Cânhamor.

 

Sobre a ECO-ONE:

 

A ECO-ONE é uma empresa especializada em ajudar os hotéis a implementar a sustentabilidade, desenvolvendo a única plataforma existente para ligar o hotel com todas as soluções necessárias para implementar as melhorias através da eficiência energética, a economia circular, as compras sustentáveis ou a formação de colaboradores.

A ECO-ONE tem já anos de presença em Espanha e França e iniciou recentemente em Portugal a sua presença com o apoio do fundo luso 3XP Global.

Fonte: Newsline