terça-feira, 12 de maio de 2026

“Capital natural, Novas Políticas e Financiamento da Regeneração marcam o encerramento da 6.ª edição de webinars do Food4Sustainability”


Por: Mafalda Catana

O Food4Sustainability Academy, no âmbito do programa Grow, lança o último ciclo de webinars do ano, “Europe’s Nature Turn: Natural Capital s Regenerative Food”, que decorrerá nos dias 14, 21 e 28 de maio, das 16h00 às 17h30 (hora de Portugal).

Num momento em que os sistemas agroalimentares europeus enfrentam desafios crescentes relacionados com sustentabilidade, resiliência e competitividade, este ciclo final propõe uma reflexão sobre o papel do capital natural e da alimentação regenerativa na transição agrícola da Europa.

Ao longo de três sessões temáticas, o ciclo irá explorar a interseção entre política, financiamento e prática agrícola, destacando de que forma os novos enquadramentos europeus, os modelos de financiamento inovadores e as abordagens no terreno podem contribuir para sistemas alimentares mais sustentáveis e preparados para o futuro.

O ciclo inclui três sessões dedicadas às oportunidades e desafios da regeneração agrícola na Europa:

Brussels to Barngate:  EU Rules Reshaping Regenerative  Farming A sessão explora de que forma as políticas e regulamentações europeias estão a influenciar a agricultura regenerativa e a transformar as práticas agrícolas no terreno.

Counting  Nature:  Bringing Natural Capital into Farm  Accounts Esta sessão aborda a integração do capital natural na gestão agrícola, analisando como a biodiversidade, os serviços dos ecossistemas e os recursos naturais podem ser considerados na tomada de decisão e na valorização das explorações.

Paying for Regeneration: Credits, Metrics s New Funding Playbooks A sessão analisa novos mecanismos de financiamento para apoiar a regeneração, incluindo créditos, métricas e modelos que podem abrir novas fontes de rendimento para agricultores e empresas do setor agroalimentar.

O Food4Sustainability Academy convida investigadores, técnicos, agricultores, decisores, empresas e todos os interessados em sustentabilidade, inovação agrícola e sistemas alimentares regenerativos a participar neste ciclo formativo.

Para garantir o seu lugar, registe-se aqui: https://www.eventbrite.pt/e/webinar-cycle-5-europes-nature-turn-natural-capital-regenerative-food-tickets-1987522709928?aff=oddtdtcreator

Para mais informações, consulte o nosso website: https://www.food4sustainability.org/copy-of-4th-webinar-cycle-26

Fonte: Food4Sustainability

“Atividades no Museu da Amadora | Inscrições a decorrer”


Nos próximos dias, o Museu da Amadora promove atividades para toda a família.

Conheça-as de seguida:

- 20 maio | 15h00 às 16h30 | Casa Roque Gameiro

Visita orientada à Casa Roque Gameiro - uma das mais notáveis referências do património histórico e cultural do concelho da Amadora -, e à exposição temporária “Modelos Vivos da Lisboa Velha. Alfredo Roque Gameiro”

Custo: 2 €/pessoa | Gratuito para crianças e jovens até aos 17 anos

- 21 maio | 18h00 | Núcleo Museológico do Casal da Falagueira

Inauguração da Exposição "Padre Himalaya - Visionário e Inventor"

Entrada livre

Patente até 9 de maio de 2027

- 27 maio | 15h00 | Núcleo Museológico da Necrópole de Carenque

Visita orientada ao Núcleo Museológico da Necrópole de Carenque

Custo: 2€/pessoa | Gratuito para crianças e jovens até aos 17 anos

- 30 maio | 10h00 às 13h00 | Casa Roque Gameiro

Passeio de Literacia Botânica e Ecológica, com Fernanda Botelho

Atividade gratuita, com inscrição prévia

- 30 maio | 15h00 às 17h00 | Casa Roque Gameiro

Oficina de desenho em caderno a quatro mãos, com a ilustradora Rita Cortez Pinto

Atividade gratuita, com inscrição prévia

Mais informações e inscrições: museu@cm-amadora.pt ou 214 369 090

Núcleo Museológico do Casal da Falagueira

Parque Aventura, Beco do Poço, 2700-000 Amadora

Horário: Terça-feira a sábado, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00 | domingos, das 14h30 às 17h30 | Aberto aos feriados

Casa Roque Gameiro

Praceta 1.º de Dezembro, n.º 2, 2700-672 Amadora

Horário: Terça-feira a sábado, das 10h00 às 17h30 | domingos, das 14h30 às 17h30 | Aberto aos feriados

Núcleo Museológico da Necrópole de Carenque

Topo da Av. Luis de Sá

Horário: sábado, das 14h00 às 18h00 e domingo, das 09h00 às 14h00 (Verão) | sábado, das 13h00 às 17h00 e domingo, das 10h00 às 15h00 (Inverno)

Encerrado nos dias 24, 25 e 31 de dezembro e 1 de janeiro.

Enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Fonte: Câmara Municipal Amadora

“Um de cada quatro adolescentes distrai-se com o telemóvel e quase metade perde controlo do tempo”


Por: Ines Fernandes

● A hiper conectividade precoce redefine a infância: o acesso a dispositivos antecipa-se e intensifica-se desde idades cada vez mais jovens

● Peritos alertam para o impacto na saúde mental e o rendimento escolar perante uma utilização cada vez mais difícil de controlar

● O acesso a dispositivos conectados antecipa-se na infância: 90% dos menores já os utiliza e três de cada quatro adolescentes têm telemóvel antes dos 13 anos

A utilização de telemóvel entre menores é já um fenómeno estrutural que afeta o desenvolvimento emocional, social e educativo das crianças. Esta é uma das conclusões do último relatório sobre a infância e tecnologia da SaveFamily, que alerta que um de cada quatro adolescentes utiliza o telemóvel com o forma de escape para esquecer os problemas, ao mesmo tempo que quase metade reconhece ter perdido o controlo do tempo que passa em frente ao ecrã.

Os dados do relatório, reforçados por estudos internacionais e questionários realizados diretamente com famílias, desenham um cenário de hiper conectividade precoce na qual o acesso a dispositivos digitais se produz cada vez mais cedo e com menor supervisão. O relatório assinala que 25% dos adolescentes recorrem ao telemóvel para se desconectar da realidade e até 48% admite dificuldades para gerir o seu tempo de utilização.

 

81% das crianças passam, diariamente, horas com o telemóvel

 

Este padrão não é isolado, desenvolve-se numa transformação mais ampla onde o acesso à tecnologia já não começa na adolescência, mas sim na infância. Em Portugal, 25% das crianças entre os 10-11 anos dispõe já de um telemóvel, uma percentagem que chega aos 75% entre os 11 e os 14, e uma utilização quase universal acima dos 15.

Os peritos alertam que a exposição prolongada não apenas implica mais tempo de ecrã, mas também uma relação cada vez mais intensa com os ambientes digitais os menores conectados, mas também como estão desenhadas as plataformas para os reter. Estamos perante sistemas que fomentam uma utilização continuada e dificultam a desconexão”, assinala Jorge Álvarez, CEO da SaveFamily.

O relatório assinala que esta dinâmica está reforçada pela antecipação na idade de acesso ao primeiro telemóvel. Se há uma década se situava perto dos 13 ou 14 anos, hoje, um terço dos adolescentes portugueses já dispõem de um smartphone antes dos 13 anos. Nalguns casos, o contacto com dispositivos conectados começa ante antes dos 8 anos, consolidando o uso intensivo desde etapas muito precoces, contra as recomendações dos peritos.

 

Riscos na saúde mental das crianças

 

Esta exposição precoce tem implicações que vão mais além do ócio digital. O relatório da SaveFamily aponta para uma relação entre o uso intensivo das redes sociais e o declínio da saúde mental. Os adolescentes que passam mais de três horas por dia em plataformas digitais duplicam o risco de sofrer problemas psicológicos, enquanto 17% reconhece ter tentado reduzir a sua utilização sem o conseguir.

Em paralelo, emergem sinais do impacto no âmbito educativo e social. 11% dos jovens admite que o uso de telemóvel afeta negativamente o seu rendimento escolar, enquanto outros jovens asseguram que sofrem de problemas mentais tais como ansiedade associada à desconexão ou a necessidade constante de interação digital, reagindo, até, com agressividade quando se tenta privá-los do telemóvel.

“Estamos a ver como a tecnologia entra na vida dos menores sem uma progressão adaptada ao seu desenvolvimento. Isto gera uma sobre-exposição que pode ter efeitos cumulativos no seu bem-estar emocional, a sua capacidade de concentração e as suas relações sociais”, adverte Álvarez.

Em Portugal, 91% das casas com crianças conta com acesso à internet, o que reflete uma tendência de penetração elevada de tecnologia e antecipação na idade de utilização. O mesmo se passando em Espanha, por exemplo. Em ambos os países, o objetivo já não é o acesso, mas sim a gestão de uma conectividade que se normaliza logo na infância.

A esta realidade junta-se o papel da inteligência artificial, que amplifica os riscos ao personalizar conteúdos e acelerar a exposição a estímulos digitais. O relatório adverte que a combinação de acesso precoce, desenho persuasivo e sistemas algorítmicos gera dinâmicas de utilização continuada que afetam de forma cumulativa o desenvolvimento cognitivo dos menores.

“As tecnologias atuais não apenas oferecem conteúdo, mas também o adaptam constantemente ao utilizador, o que aumenta a sua capacidade de influência. No caso dos menores, isto exige um foco muito mais rigoroso em termos de proteção e acompanhamento”, explica o CEO da SaveFamily.

 

Uma tecnologia que influencia a mente das crianças

 

Neste contexto, os especialistas coincidem na necessidade de repensar o modelo atual de acesso digital. Mais além de limitar o tempo de utilização, a tendência atual procura atrasar a entrega do primeiro smartphone para fomentar alternativas supervisionadas e reforçar tanto a educação digital como os mecanismos de controlo.

Para combater esta ameaça, cada vez estão mais presentes alternativas tecnológicas que procuram introduzir uma transição mais progressiva para a vida digital. Entre elas, os smartwatches orientados a menores emergem como uma solução eficaz ao permitir atrasar a entrega do primeiro telemóvel sem renunciar a conectividade que procuram as famílias. Estes dispositivos oferecem funcionalidades limitadas e controladas como chamadas, geolocalização, IA adaptada a crianças, mensagens restritas ou, até, modo antibullying que facilitam um primeiro contacto com a tecnologia num ambiente seguro e com supervisão. Deste modo, favorecem uma imersão digital escalada, adaptada à idade e o grau de maturidade do menor, ao mesmo tempo que contribuem para reduzir a exposição precoce a redes sociais e conteúdos potencialmente aditivos.

Esta realidade reflete uma geração que cresce conectada desde a infância, com hábitos digitais intensivos e uma relação cada vez mais complexa com a tecnologia. Um cenário que, de acordo como relatório, requer respostas estruturais que vão mais além da responsabilidade individual e abordem o desenho do próprio ecossistema digital no qual crescem os menores.

 

Acerca de SaveFamily

 

É a empresa de origem espanhola líder em smartwatches com GPS. Desde os seus escritórios centrais distribui os seus produtos em mais de 26 países.

Criada em 2017, uma equipa multidisciplinar composta por mais de 40 profissionais responde a mais de 500 mil famílias que formam parte da sua

Fonte: Newsline Agência de Comunicação