domingo, 12 de julho de 2026

“Quando os olhos pedem socorro: os sinais silenciosos das doenças raras da visão”


Por: José Morais

As doenças raras já afetam cerca de 5% da população mundial, um universo de quase 300 milhões de pessoas. Entre elas, há um grupo particularmente desafiante: as distrofias hereditárias da retina, patologias genéticas que comprometem a visão de forma lenta, contínua e, muitas vezes, devastadora.

Estas doenças podem surgir apenas nos olhos ou manifestar-se em vários órgãos, mas têm um ponto em comum: são crónicas, progressivas e exigem vigilância apertada. Estima-se que uma em cada 4.000 pessoas viva com algum tipo de distrofia da retina números que desmontam a ideia de raridade absoluta.

 

Diagnóstico que tarda, impacto que cresce

 

O maior obstáculo para quem enfrenta estas patologias é, muitas vezes, descobrir que elas existem. A falta de informação leva muitos doentes a percorrerem um verdadeiro labirinto clínico: consultas sucessivas, diagnósticos inconclusivos e anos de incerteza.

A resposta costuma chegar apenas com um teste genético, mas quando o diagnóstico se atrasa, as consequências tornam-se reais.

Nas crianças, perde-se tempo precioso para estimular o desenvolvimento visual.

Nas famílias, instala-se a ansiedade e a instabilidade emocional.

Reconhecer os sinais cedo é, por isso, decisivo.

 

Sinais que não devem ser ignorados

 

A Unidade de Oftalmologia de Coimbra alerta para sintomas que exigem avaliação especializada.

Ausência de comportamento visual bebés que não fixam ou não seguem objetos.

Nistagmo movimentos involuntários dos olhos.

Cegueira noturna dificuldade acentuada em ambientes escuros.

Fotossensibilidade desconforto intenso perante luz.

Alterações na perceção das cores incapacidade de diferenciar tonalidades.

Campo visual reduzida visão que parece “encolher”.

Visão que não melhora com óculos sinal de que o problema não está na refração.

 

O papel decisivo da genética

 

Apesar de muitas distrofias não terem cura, saber exatamente qual é a doença muda tudo.

O diagnóstico genético permite:

Aconselhamento familiar adequado, reduzindo o risco de transmissão.

Acesso a ensaios clínicos e terapias inovadoras, como a terapia génica, que já oferece esperança a alguns doentes.

 

Reabilitação: recuperar autonomia e quebrar o estigma

 

Mesmo sem cura, há caminhos que devolvem independência:

Ajudas óticas para perto e longe.

Treino de mobilidade e orientação.

Aprendizagem de braille.

Uso de bengala desde cedo.

Estas ferramentas reduzem o impacto social da doença e ajudam a preservar a qualidade de vida.

 

O tempo é o maior inimigo

 

Nas doenças raras dos olhos, cada mês conta. Estar atento aos sinais e procurar avaliação especializada rapidamente pode evitar perdas irreversíveis e abrir portas a tratamentos que estão a evoluir a ritmo acelerado.

sábado, 11 de julho de 2026

“Em destaque Museu Oriente”


Recital de Piano

 

LAUREADOS SIPO 2025 E 2019

PRÉMIO ACIM/ANTENA2

Dia 24 Julho | Auditório | 19h | M/6 anos | Entrada gratuita

Com Lixin Zhang, Johnson Li e Muzi Zhao

Saber mais: https://www.foriente.pt/detalhe.php?id=7AEBFEA3-548A-4301-826E-46207720624E&area=espectaculos

 


Espectáculo

 

A MENINA GARÇA

ASSOCIAÇÃO SETÚBAL VOZ

Dia 26 Julho | 16h | Para famílias [bebés e crianças até 6 anos]

Ópera para bebés sobre conto japonês

Saber mais: https://us.list-manage.com/uWL5avJFfAM?e=e49bd26051&c2id=2dc647ae0f34e8578e90443550cd6919

Fonte: Fundação Oriente


sexta-feira, 10 de julho de 2026

“Coração da Amadora 2030”: Uma Visão Integrada para Transformar o Centro da Cidade num Espaço para as Pessoas”


A Câmara Municipal da Amadora aprovou o projeto “Coração da Amadora 2030”, um conceito estratégico que agrega diversas intervenções urbanas sob um objetivo comum: transformar o centro da cidade num espaço mais humano, acessível, verde e conectado.

Este plano não é apenas um conjunto isolado de obras, mas sim uma visão integrada que procura preparar a Amadora para os desafios da sustentabilidade e da qualidade de vida, reforçando a sua centralidade metropolitana até ao final da década.

Um Horizonte de Transformação

O projeto será executado em diversas fases, com o objetivo de minimizar o impacto na vida dos cidadãos enquanto se constrói a Amadora do futuro. O calendário de conclusão previsto e o detalhe de cada intervenção principal é o seguinte:

- Avenida Cardoso Lopes: Esta será a primeira fase do processo, focando-se na valorização deste eixo como ligação fundamental entre a estação ferroviária, os Paços do Concelho e o centro cívico. A requalificação inclui o alargamento de passeios para garantir acessibilidade universal e a reorganização do estacionamento para reduzir conflitos entre peões e veículos. A introdução de novas zonas verdes e de uma iluminação cénica mais nobre junto ao Largo dos Paços do Concelho transformará a avenida num espaço de permanência e referência urbana. O custo estimado desta fase é de 2,8 milhões de euros (+ IVA), ao qual se juntará ainda a requalificação da Esquadra da Mina (PSP da Amadora), que integra um investimento superior a 4 milhões de euros da autarquia, e que contempla também a esquadra da Reboleira. O projeto visa dotar a divisão policial de melhores condições operacionais e de comodidade para os agentes.

- Avenida Gago Coutinho e Avenida Santos Mattos: Esta etapa é a mais estruturante para a mobilidade, prevendo a criação de uma nova interface intermodal que aproximará os autocarros do comboio. O terminal rodoviário será relocalizado para a Avenida Gago Coutinho, eliminando a distância histórica que dificultava os transbordos e penalizava os utilizadores. A intervenção, orçada em 3,5 milhões de euros (+ IVA), criará percursos pedonais diretos e seguros, integrando-se na futura requalificação da própria Estação Ferroviária.

- Avenida D. Nuno Álvares Pereira: Uma intervenção focada na segurança e na dinamização da vivência urbana através do alargamento dos passeios para permitir a instalação de esplanadas e o apoio ao comércio local. O projeto aposta fortemente na arborização para melhorar o conforto térmico e na introdução de iluminação cromática e cénica, visando tornar a avenida mais atrativa e segura durante o período noturno. Esta fase tem um custo estimado de 3,2 milhões de euros (+ IVA).

- Rua Elias Garcia: A requalificação integral deste eixo comercial prioritário prevê a utilização de pavimentos confortáveis e novo mobiliário urbano inovador. Um dos pontos centrais será a transformação da Praça Padre Eduardo Ferreira do Amaral num espaço verde de proximidade e estadia. Adicionalmente, o projeto contempla a revitalização do Centro Comercial Babilónia, criando condições para reforçar a sua atratividade, valorizar o comércio existente e recuperar uma oferta comercial mais qualificada e diversificada. A intervenção deverá permitir a introdução de novas valências, melhorar a imagem e a funcionalidade do espaço, dinamizar a atividade económica local e devolver ao Babilónia um papel central na vivência urbana e comercial da cidade da Amadora O investimento previsto é de 1,1 milhões de euros (+ IVA).

Em suma, o “Coração da Amadora 2030” transcende a infraestrutura para criar um centro urbano que convida à vivência e não apenas à passagem. Ao equilibrar segurança, sustentabilidade e modernização, a cidade dá um passo decisivo para se afirmar como uma referência metropolitana, onde a tecnologia e o urbanismo servem o propósito maior de aproximar as pessoas e melhorar o seu ritmo de vida diário.

Enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Fonte: Câmara Municipal Amadora