Por: Tiago Carvalho
O Centro Cultural Raiano assinalou, no dia 2 de
fevereiro de 2026, o seu 29.º aniversário, consolidando o seu papel como um dos
pilares da estratégia cultural do Município de Idanha-a-Nova e peça fundamental
na distinção do concelho como Cidade Criativa da Música pela UNESCO.
Para celebrar quase três décadas de dedicação à cultura, artes e ao património, o Centro Cultural Raiano promoveu um evento dedicado à alma musical da região, onde a Viola Beiroa esteve no foco de todas as atenções. Em destaque esteve o lançamento do livro-disco “A Viola Beiroa: Tradição e Identidade da Beira Baixa”, uma obra que documenta a importância histórica e contemporânea deste instrumento icónico. As comemorações incluíram também a inauguração da exposição “Requintinha”, com ilustração de Ivone Ralha, e que se encontra patente na Sala de Exposições 2 do Centro Cultural Raiano.
No Auditório preenchido de público, subiu ao
palco o espetáculo “Violas EnCantadas & Convidados”, de José Barros,
Fernando Deghi e Ricardo Fonseca, e que contou com a participação das Adufeiras
de Idanha-a-Nova, assim como de Amélia Fonseca e Adosinda Xavier e Idalina
Gameiro. A estes juntaram-se também José Manuel Neto, Pedro Jóia, Rogério
Peixinho e Joana Negrão.
Numa intervenção que marcou as celebrações, a Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Elza Gonçalves, sublinhou que a data festiva não deve ser encarada para celebrar “paredes nem pedras”, mas sim as pessoas que dão alma ao edifício. “Este espaço não foi feito para separar, foi feito para acolher. Foi feito para o povo de Idanha ter por seu o que de melhor há no país”, afirmou a Presidente da Câmara, municipal, reforçando o caráter democrático e inclusivo da instituição.
A Presidente da Câmara Municipal de
Idanha-a-Nova destacou o percurso dos últimos 29 anos, lembrando que o Centro
Cultural Raiano é o resultado do trabalho de quem “nunca pediu licença para ser
quem é”. Num discurso focado na justiça social e na democratização da cultura,
a líder da Autarquia garantiu que, naquela casa, “não há elites, há vozes”.
“O Centro Cultural Raiano é povo organizado,
povo criador, povo livre. É a prova de que, quando o povo tem espaço, constrói
muito mais do que edifícios, constrói sentido. Que este castelo continue de
portas abertas, porque enquanto houver povo, haverá Centro Cultural Raiano”,
concluiu.
Inaugurado no dia 2 de fevereiro de 1997 pelo
então Presidente da República, Jorge Sampaio, o Centro Cultural Raiano nasceu
para ser um espaço de diálogo entre a Beira Baixa e o Mundo. Com uma
arquitetura granítica que remete para as fortificações da região, o edifício do
Centro Cultural Raiano é o principal equipamento cultural de Idanha-a-Nova.
Espaço polivalente, promove exposições, concertos, conferências e atividades de
salvaguarda do património imaterial, sendo o rosto visível de um concelho que respira
música e tradição.
Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova


