segunda-feira, 17 de agosto de 2026

“Cultura/Filme rodado em Idanha-a-Nova conquista prémio na estreia mundial”


Por: Tiago Carvalho

A curta-metragem “TARDO”, filmada em vários locais do concelho de Idanha-a-Nova, conquistou o prémio de Melhor Filme no festival Machicurtas, na Madeira, onde teve a sua estreia mundial.

Escrito e realizado por Carlos Calika, o filme resulta de uma parceria entre as companhias de teatro Ajidanha, de Idanha-a-Nova, e Teatro Amador de Pombal, que voltam a colaborar com o realizador depois do sucesso alcançado com a curta-metragem “MONSTROS”, distinguida com diversos prémios nacionais e internacionais em 2023.

Do género suspense/terror, esta curta-metragem de época, ambientada numa aldeia isolada do interior de Portugal, “TARDO” conta a história de uma comunidade aterrorizada por uma criatura que habita na montanha.

O argumento foi inspirado no folclore português da região da Beira Baixa e o projeto nasceu da tese de doutoramento de Carlos Calika, em Media Artes na Universidade da Beira Interior, dedicada à tradição oral e à cultura imaterial transmitida entre gerações através da fala, incluindo contos, lendas, mitos, provérbios e cantigas, entre outras manifestações.


O concelho de Idanha-a-Nova assume um papel central no filme, que foi rodado em Idanha-a-Nova, Idanha-a-Velha e Monsanto. Além das paisagens e cenários, a produção integra diversos elementos culturais locais, como o guarda-roupa tradicional, referências à boneca Marafona e uma banda sonora onde o adufe, instrumento identitário do território, assume protagonismo.

A banda sonora esteve a cargo dos grupos Adufe & Alguidar e Kodu Percussion Group, de Castelo Branco, reforçando a ligação da obra ao património cultural da região.

Após a distinção alcançada no Machicurtas, “TARDO” prossegue o seu percurso no circuito de festivais, tendo já sido selecionado para o Gardunha Fest, no Fundão, onde será exibido no dia 29 de agosto, e para o MOTELX, em Lisboa, onde concorrerá ao prémio de Melhor Curta de Terror Portuguesa em setembro.

Esta produção constitui mais um exemplo do potencial de Idanha-a-Nova como território de criação artística e cinematográfica, valorizando simultaneamente a identidade cultural, as tradições e o património material e imaterial da Beira Baixa junto de novos públicos.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova

“12.ª edição do "Conversas na Rua" volta a transformar a Amadora numa galeria de Arte Urbana”


De 3 a 14 setembro

 

Entre os dias 3 e 14 de setembro, o Município da Amadora promove a 12.ª edição do Conversas na Rua, uma iniciativa integrada na programação do Amadora em Festa 2026 que, desde 2015, tem vindo a afirmar a cidade como um território de criação, inovação e valorização do espaço público através da Arte Urbana.

Ao longo de mais de uma década, o projeto tem vindo a consolidar-se como uma marca cultural distintiva da Amadora, contribuindo para a transformação da paisagem urbana, para a valorização do património edificado e para a aproximação da arte à comunidade.

Com um total de 74 intervenções artísticas já realizadas, assinadas por artistas nacionais e internacionais de referência nas áreas da pintura, muralismo, ilustração e graffiti, este projeto tem desempenhado um papel determinante na afirmação da Amadora como um dos principais polos de Arte Urbana em Portugal, contribuindo igualmente para a sua projeção cultural e turística.

Na edição de 2026, participam oito artistas de reconhecido mérito: Odeith, embaixador local do projeto, Godmess, Jacqueline de Montaigne, Jorge Charrua, Vasco Maio, Mafalda Gonçalves, Sofia Cleto e oMiguel, que irão criar novas obras em diversos pontos do concelho, ampliando um percurso artístico que convida à descoberta da cidade e à fruição do espaço público, reforçando a estratégia municipal de valorização dos diversos territórios da Amadora.

 

Calendarização das intervenções | 12.ª edição do projeto Conversas na Rua:

 

- Jacqueline de Montaigne | 3 a 14 setembro | Empena na Estrada da Falagueira, junto ao n.º 5B (freguesia da Falagueira-Venda Nova)

- Odeith | 3 a 10 setembro | Empena na Praceta da Regueira (freguesia da Falagueira-Venda Nova)

- Godmess | 3 a 14 setembro | Empena na Avenida de Pangim, n.º 34 (Reboleira, freguesia da Venteira)

- Jorge Charrua | 3 a 14 setembro | Empena na Rua Elias Garcia, n.º 149 (freguesia da Venteira)

- Miguel Monteiro (oMiguel) | 3 a 14 setembro | Muro na Rua 11 de Setembro de 1979 (freguesia da Venteira)

- Vasco Maio | 3 a 14 setembro | Muro na Av. Carlos César (Urbanização Vila Chã, freguesia de Mina d’Água)

- Sofia Cleto | 3 a 14 setembro | Muro na Rua Henrique Paiva Couceiro (freguesia da Falagueira-Venda Nova)

- Mafalda Gonçalves | 3 a 14 setembro | Muro no Parque da Liberdade (freguesia das Águas Livres)

Acompanhe as intervenções e descubra como a Arte Urbana continua a transformar a Amadora numa cidade mais criativa, vibrante e inspiradora.

Saiba mais sobre a Arte Urbana do concelho da Amadora em: Mapa Arte Urbana

Enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Fonte: Câmara Municipal Amadora

“Posição da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova contra o prolongamento da Central Nuclear de Almaraz até 2030”


Por: Tiago Carvalho

A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova vem, por este meio, manifestar publicamente a sua grande preocupação face a decisão do Governo espanhol de prolongar o funcionamento da Central Nuclear de Almaraz até 8 de junho de 2030.

A Autarquia considera que adiar encerramento de uma infraestrutura com mais de quatro décadas de atividade representa uma ameaça ambiental, económica e de segurança latente para toda a Beira Baixa, a Região e o País, e em particular, para o concelho de Idanha-a-Nova.

Localizada a escassos 100 quilómetros da fronteira portuguesa e dependente diretamente do Rio Tejo para a refrigeração dos seus reatores, a Central de Almaraz constitui um fator de risco inaceitável. Por isso, o Município de Idanha-a-Nova não pode pactuar com a manutenção de um modelo energético assente no risco nuclear.

Qualquer falha técnica ou acidente na central teria consequências catastróficas e irreversíveis para o caudal do Rio Tejo, destruindo os ecossistemas, contaminando os recursos hídricos vitais e desferindo um rude golpe na agricultura, no turismo e na qualidade de vida das populações que dependem diretamente desta bacia hidrográfica.

Face à gravidade desta decisão unilateral, a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova exige que o Governo de Portugal assuma uma posição firme, junto de Madrid e das instâncias da União Europeia. É urgente travar este prolongamento e fazer valer o princípio da precaução e os tratados internacionais de segurança ambiental transfronteiriça.

O município reafirma que o futuro da Península Ibérica deve ser desenhado exclusivamente com base nas energias renováveis e limpas, e não na extensão artificial da vida útil de reatores nucleares de segunda geração que já cumpriram o seu ciclo.

A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova continuará a articular esforços com os municípios vizinhos, organizações ambientalistas, com a Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa e movimentos de cidadãos para contestar esta medida por todas as vias institucionais e políticas disponíveis.

A segurança, o património natural e o futuro das nossas populações não são negociáveis.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova