sábado, 24 de outubro de 2026

"Em destaque Museu Oriente”


Oficina

 

VELA BOTÂNICA

PARA DIWALI ‎

Dia 8 Novembro | 10h

Saber mais em: https://www.foriente.pt/detalhe.php?id=80EB7476-CB6C-4707-B589-F6FA849CEEA9&area=servico-educativo

 

Oficina

UM SARI PARA CADA OCASIÃO?‎

Dia 8 Novembro | 15h

Saber mais em: https://www.foriente.pt/detalhe.php?id=247C0425-24B0-46BB-90EC-2F223333F8AE&area=servico-educativo

 


Visita Orientada

 

INVOCAR O SILÊNCIO

HARMONIA BIOCULTURAL NA INDONÉSIA

Dias 30 Outubro, 20 Novembro | 18h

Com Rui Oliveira Lopes e Sofia Campos Lopes

Saber mais em: https://www.foriente.pt/detalhe.php?id=0FEEC4BA-C501-47F8-A95D-81958DF6BDE7&area=servico-educativo

 


Curso

 

PLANTAS BÍBLICAS

Dia 21 Novembro | 14h

Com Luís Mendonça de Carvalho

Saber mais: https://us.list-manage.com/z_NB53eFY64?e=e49bd26051&c2id=2dc647ae0f34e8578e90443550cd6919

Fonte: Fundação Oriente

“A canadiana Molly Carlson torna-se a primeira mulher a saltar de um icebergue independente na Terra Nova”


A atleta da Red Bull Molly Carlson (Canadá) completou um mergulho para trás de aproximadamente 15 metros ao largo de Twillingate, Terra Nova, após meses de treino com o alpinista Will Gadd (Canadá).

TWILLINGATE, NL, 23 de outubro de 2026 /PRNewswire/ -- A atleta da Red Bull e saltadora de falésias Molly Carlson (Canadá) tornou-se a primeira mulher a mergulhar de um icebergue independente a 11 de junho de 2026. Molly Carlson completou um mergulho para trás de aproximadamente 15 metros ao largo da costa de Twillingate, Terra Nova, Canadá, como parte do projeto Red Bull Iceberg Dive. O mergulho foi o mais alto mergulho para trás de Carlson até à data.

Milhares de icebergs derivam do norte até à costa de Terra Nova todos os anos. A equipa de apoio ao mergulho Red Bull Iceberg, que incluía a Ocean Quest Adventures e a Crosby Marine Film Services, trouxe décadas de experiência em escalada no gelo, segurança marítima e mergulho em falésias. A equipa de apoio sublinhou que os icebergs podem rolar, desprender-se ou mover-se a qualquer momento e que os visitantes devem manter uma distância segura.

Carlson preparou-se durante vários meses com Will Gadd (Canadá), atleta da Red Bull e escalador de gelo com mais de 30 anos de experiência e títulos abrangendo a Taça do Mundo e os X Games de Inverno. Gadd deu a Carlson uma base em escalada no gelo em Canmore, Alberta. Seguiram-se testes de fato de neoprene e treino em água fria em Montréal, Quebec, base de Carlson. Gadd serviu como guia e mentor de Carlson durante toda a preparação e a tentativa.

Em Twillingate, a equipa navegou por ondas imprevisíveis do oceano, movimentos do iceberg e condições meteorológicas mutáveis. Carlson e Gadd subiram até ao pico do iceberg usando um sistema temporário de aparelhagem instalado por Gadd. Carlson realizou então o mergulho para trás do iceberg para a água.

"O Red Bull Iceberg Dive tem sido um sonho durante muito tempo, e é, de longe, a coisa mais louca e uma das mais assustadoras que já fiz. Coragem, no entanto, não é livrar-se do medo, mas não deixar que ele decida do que és capaz", disse Carlson.

A atleta da Red Bull Molly Carlson terminou em segundo lugar na Red Bull Cliff Diving World Series de 2026. O Icebergue Red Bull

O documentário Dive está disponível no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=vPUn6QzJzO4&t=2s 

Mais sobre > de media https://www.redbullcontentpool.com/international/CP-S-21531

Fonte: Red Bull

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

“Município de Penamacor mantém parecer desfavorável ao Parque Solar Sophia e exige equilíbrio na ocupação do território”


O Município de Penamacor mantém o parecer técnico desfavorável ao projeto do Parque Solar Sophia, após a análise da proposta reformulada submetida a consulta pública, por considerar que persistem questões fundamentais que comprometem o equilíbrio ambiental, paisagístico e territorial do concelho.

A decisão resulta de uma avaliação rigorosa dos elementos apresentados no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, tendo em consideração não apenas as características individuais do empreendimento, mas também os efeitos cumulativos da crescente concentração de infraestruturas de produção de energia renovável no território.

A Câmara Municipal reconhece que a reformulação do projeto representa uma evolução positiva relativamente à proposta inicial, designadamente pela redução da área de implantação, pela exclusão de áreas integradas na Estrutura Ecológica Municipal, pela definição de um único corredor de ligação elétrica e pela diminuição da impermeabilização dos solos.

Estas alterações vão ao encontro de algumas das preocupações anteriormente manifestadas pela autarquia. Contudo, não resolvem a questão central: a dimensão da ocupação territorial e os impactes cumulativos que dela decorrem.

De acordo com os elementos analisados, encontram-se já comprometidos cerca de 553,89 hectares do concelho com projetos desta natureza. A estes acrescem aproximadamente 624,54 hectares correspondentes à atual proposta do Parque Solar Sophia, elevando para mais de 1.178 hectares a área total afeta a infraestruturas de produção de energia renovável.

Trata-se de uma pressão territorial significativa, cujas consequências ultrapassam a implantação física dos equipamentos, refletindo-se na transformação da paisagem, na fragmentação dos ecossistemas, na biodiversidade e nas possibilidades futuras de utilização e valorização do solo.

Perante esta realidade, o Município reafirma a sua posição quanto à necessidade de estabelecer um limite máximo de ocupação de 2% da área total do concelho por parques solares e infraestruturas energéticas de natureza semelhante.

Este referencial constitui, no entendimento da autarquia, uma condição essencial para assegurar uma distribuição territorial equilibrada destes investimentos, compatibilizando os objetivos nacionais de descarbonização com a preservação dos recursos naturais, da identidade paisagística e das perspetivas de desenvolvimento local.

O Município considera, igualmente, que a avaliação de novos empreendimentos não pode continuar a ser realizada de forma isolada, ignorando a presença de projetos existentes, licenciados ou já comprometidos para o mesmo território.

A concentração de infraestruturas desta dimensão exige uma abordagem integrada, capaz de avaliar os seus efeitos cumulativos e sinergéticos e de prevenir a artificialização progressiva de extensas áreas do concelho.

A transição energética não pode traduzir-se numa transformação irreversível do território sem uma avaliação global das suas consequências.

 

Compensações devem refletir a dimensão dos impactes

 

Outro aspeto determinante na posição assumida pelo Município prende-se com a insuficiência das contrapartidas e compensações previstas.

Embora reconheça uma maior abertura ao diálogo por parte do promotor, a Câmara Municipal entende que as medidas apresentadas continuam a não refletir, de forma proporcional, a dimensão do investimento, a extensão da área ocupada, a duração prevista da exploração e os condicionamentos que o empreendimento poderá impor ao desenvolvimento futuro do concelho.

Projetos desta natureza devem representar mais do que investimentos na produção de energia. Devem constituir oportunidades concretas de desenvolvimento para os territórios que os acolhem, através de benefícios estruturantes, duradouros e efetivamente sentidos pelas populações.

Para o Município de Penamacor, é indispensável assegurar que os encargos ambientais, paisagísticos e territoriais associados a estes empreendimentos sejam acompanhados por contrapartidas justas, capazes de contribuir para a dinamização da economia local, a criação de oportunidades, a fixação de população e o reforço da capacidade de investimento no concelho.

Não é aceitável que os benefícios económicos de investimentos desta dimensão sejam desproporcionais aos encargos suportados pelos territórios que os recebem.

Subsistem, ainda, reservas quanto à eficácia das medidas de integração paisagística, à avaliação dos efeitos sobre determinadas componentes ecológicas e às garantias de desativação das infraestruturas e de recuperação ambiental das áreas intervencionadas, findo o respetivo período de exploração.

 

Penamacor defende uma transição energética justa e territorialmente equilibrada

 

O Município de Penamacor reafirma o seu compromisso com a sustentabilidade ambiental, a descarbonização e a valorização das energias renováveis, reconhecendo o seu papel estratégico no futuro energético do país.

Todavia, entende que estes objetivos não podem ser prosseguidos à custa de uma concentração excessiva de infraestruturas em territórios que possuem valores naturais, paisagísticos e patrimoniais cuja preservação é determinante para o seu futuro.

A produção de energia limpa deve ser acompanhada por políticas de ordenamento responsáveis, por uma avaliação criteriosa da capacidade de acolhimento dos territórios e por mecanismos de repartição equitativa dos benefícios económicos gerados.

Penamacor não se opõe às energias renováveis. Defende, sim, que a transição energética seja ambientalmente responsável, territorialmente equilibrada e socialmente justa.

O concelho não pode ser encarado apenas como um espaço disponível para acolher grandes investimentos energéticos. É um território com identidade, com recursos, com comunidades e com legítimas aspirações de desenvolvimento que importa respeitar e proteger.

Neste sentido, o Município de Penamacor mantém o parecer técnico desfavorável ao Parque Solar Sophia, reafirmando a sua disponibilidade para o diálogo institucional e para a procura de soluções que conciliem os objetivos da política energética nacional com a defesa intransigente dos interesses do concelho e das suas populações.

O desenvolvimento sustentável exige equilíbrio. E esse equilíbrio não pode ser alcançado comprometendo o futuro dos territórios que contribuem para a transição energética do país.

O Presidente da Câmara Municipal de Penamacor