domingo, 3 de maio de 2026

“Teatro dos Aloés apresenta "A Morte e a Donzela"


De 22 a 24 maio

 

A companhia da Amadora Teatro dos Aloés apresenta no Cineteatro D. João V, a sua 72ª criação, a peça "A Morte e a Donzela", de Ariel Dorfman, com a encenação de Jorge Silva.

Com as interpretações dos atores Graciano Amorim, Nuno Nunes e Patrícia André, esta peça retrata "um País no período de transição para a democracia logo após o “fim” de uma feroz ditadura", onde se desenvolve "um debate político e psicológico sobre a moralidade, justiça e humanidade".

 

A peça estará em cena de 22 a 24 de maio.

 

Sessões:

22 e 23 maio (6.ª feira e sábado) | 21h00

24 maio (domingo) | 16h00

Classificação: M/16 anos

Duração: 120 min. c/ intervalo

Bilhetes: 10 € à venda na Ticketline e no local, 2 horas antes do início do espetáculo.

Reservas e informações: 933 471 330 ou geralteatrodosaloes@gmail.com

 

Sinopse | "A Morte e a Donzela"

 

Um País no período de transição para a democracia logo após o “fim” de uma feroz ditadura. Paulina Salas uma ex-ativista que foi sequestrada e torturada durante o regime militar e Gerardo Escobar, advogado proeminente e militante dos Direitos Humanos são um casal que, alguns anos após o fim da ditadura, ainda convive com os fantasmas da tortura da perda e do medo. Por uma sucessão de acasos, Paulina depara-se com Roberto Miranda, o homem que acredita ser o mais cruel dos seus torturadores a dormir em sua casa. Decide, então, julgá-lo por conta própria, sob os protestos de Gerardo. A partir daqui desenvolve-se um debate político e psicológico sobre a moralidade, justiça e humanidade. O que faríamos no lugar dela?

 

Ficha Técnica e Artística

 

Texto de Ariel Dorfman | Versão/Tradução: João Lourenço e Vera San Payo de Lemos | Encenação: Jorge Silva | Interpretação: Graciano Amorim, Nuno Nunes e Patrícia André | Cenografia: Rui Francisco | Desenho de Luz: Tasso Adamopoulos | Figurino: Maria Luiz | Adereços: Maria Luiz e Rui Francisco | Desenho de Som e Música: Francisco Nogueira | Fotografia: Luana Santos | Vídeo: Aurélio Vasques | Design Gráfico: João Rodrigues | Assistência de Encenação: Sofia Pinto | Assistente de Cenografia: Mafalda Gonçalves | Assessoria de Imprensa: Sofia Peralta | Operação Técnica: Catarina Côdea | Direção de Produção: Daniela Sampaio | Produção Executiva e Divulgação: Marco Trindade | Divulgação e Mediação de Público: Graciano Amorim e Patrícia André | Produção: Teatro dos Aloés 2026 – 72ª criação

O Teatro dos Aloés é uma companhia de Teatro residente na Amadora, que conta com mais de 25 anos de História.

Com a criação da sua 72ª peça, a programação do TdA caracteriza-se pela "heterogeneidade, incluindo autores clássicos e modernos, levando à cena tanto textos teatrais como adaptações de obras não teatrais e desenvolvendo pesquisa e investigação para a criação de textos inéditos".

https://teatrodosaloes.pt/

Cineteatro D. João V

Largo da Igreja, 5B/C/D - Águas Livres (Damaia) - 2720-295 Amadora

Telefone: +351 214 369 056

E-mail: cultura@cm-amadora.pt

GPS: 38.746029, -9.218823

Toda a programação e horários podem sofrer alterações sem aviso prévio

Enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Fonte: Câmara Municipal Amadora

sábado, 2 de maio de 2026

“108º aniversário da Batalha do Leie: uma homenagem solene à memória dos soldados portugueses”


Por: António Marrucho

Fotos: Luis S Gonçalves

Um fim de semana e tanto, 18 e 19 de abril! Vários municípios do Pas-de-Calais sediaram as cerimônias que marcaram o 108º aniversárioth aniversário da Batalha do Lys, um episódio importante da Primeira Guerra Mundial ocorrido em 9 de abril de 1918. Essas comemorações, marcadas pela emoção e meditação, reuniram autoridades civis e militares francesas e portuguesas, associações de veteranos, estudantes e cidadãos que vieram homenagear a memória dos combatentes pela liberdade caídos.

A primeira cerimônia foi realizada no cemitério militar português em Richebourg, um grande local de lembrança onde muitos soldados da Força Expedicionária Portuguesa (CEP) estão sepultados. A partir das 10h30, os porta-bandeiras e a guarda de honra tomaram seus lugares, antes da chegada das autoridades acompanhadas pelos chefes do estado-maior dos exércitos francês e português.


Após as honrarias militares, a cerimônia foi inaugurada com vários discursos, incluindo os do General Joaquim Chito Rodrigues, Presidente da Liga dos Veteranos de Portugal, do Prefeito de Richebourg Gauthier Patoux e do Ministro da Defesa português, Nuno Melo.

O destaque da manhã: a leitura de poemas por alunos das escolas Marcel Lejosne e Sacré-Coeur, ilustrando o desejo de transmitir o dever de lembrança às gerações mais jovens. A cerimônia continuou com uma cerimônia de deposição de coroas, com a presença de várias autoridades e associações franco-portuguesas.

Uma cerimônia religiosa, seguida de um minuto de silêncio e a execução dos hinos nacionais francês e português, encerrou essa primeira homenagem solene.


Após a assinatura do livro de visitas pelas autoridades presentes, uma placa em homenagem ao primeiro guarda do cemitério, João Gaspar, foi inaugurada pelo Ministro da Defesa de Portugal e pelos iniciadores dessa bela homenagem, José Carlos Durão e Sergio Durão, autores do livro "João Gaspar, o primeiro guardião do Cemitério de Richebourg".

 

La Couture: a memória compartilhada

 

Às 12h15, a comemoração continuou em frente ao memorial de guerra em La Couture. Os discursos das autoridades recordaram o compromisso dos soldados portugueses ao lado das forças aliadas e a importância de preservar essa memória comum.


Os alunos da escola Saint-Exupéry então interpretaram a canção "Grândola, Vila Morena", um forte símbolo de liberdade, trazendo uma dimensão intergeracional à cerimônia.

Como em Richebourg, uma deposição de coroas, seguida de um momento de meditação e hinos nacionais, pontuou a cerimônia, antes de convidar os participantes a continuar as homenagens em Arras, em particular em Notre-Dame de Lorette.

Um vinho de honra foi servido à população e aos participantes da cerimônia. Durante esse momento convivial, cinco personalidades receberam medalhas da Liga dos Combatentes em reconhecimento ao trabalho realizado no campo do dever de lembrança: um oficial português, Carlos Pereira, diretor do LusoJornal, Aurore Descamps Ronsin, presidente da Liga des Combattants de Lillers, pesquisador, António Marrucho, jornalista do LusoJornal, e Marc Demeure, neto de João Gaspar, membro da Comissão de Sepulturas da Grande Guerra e primeiro guardião do Cemitério Militar Português de Richebourg, condecoração póstuma.

 

As novidades simbólicas: Loreto, Anel da Memória, Campanário de Arras

 

Na tarde de sábado, 18 de abril, por iniciativa do Cônsul Honorário de Portugal nos Hauts-de-France, foi organizado um programa inovador e simbólico: uma cerimônia religiosa celebrada pelo Bispo das Forças Armadas Portuguesas, D. Sérgio Diniz, em Loreto, uma visita ao Anel da Memória onde estão inscritos 2.266 soldados portugueses que morreram entre o início da Primeira Guerra Mundial e o dia da libertação, 11 de novembro de 1918.


No final da tarde, o historiador e escritor Filipe Ribeiro de Meneses, irmão do embaixador português na França e neto de um oficial português da Primeira Guerra Mundial, proferiu uma conferência nos nobres salões do belo Campanário de Arras, cidade condecorada com a Ordem Portuguesa da Torre e Espada ao grau de Cavaleiro em 1935. Uma palestra muito bonita, com uma visão um pouco diferente da descrição usual da participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial, ele que escreveu "De Lisboa ao Lys" baseado no manuscrito de seu avô e em documentação inglesa.

 

Boulogne-sur-Mer e Ambleteuse: homenagem estendida

 

No dia seguinte, as comemorações continuaram em Boulogne-sur-Mer, depois em Ambleteuse, com uma homenagem especial prestada à Cruz Vermelha Portuguesa. Este último havia montado um hospital de campanha na comuna de Ambleteuse para cuidar dos doentes e feridos, sobreviventes da batalha.

Deve-se lembrar que, além do Cemitério de Reagrupamento Militar de Richebourg, com suas 1.831 lápides, 44 soldados e oficiais portugueses estão enterrados no Cemitério Leste de Boulogne-sur-Mer.

Discursos de autoridades eleitas locais, representantes do Estado e autoridades militares portuguesas recordaram o papel essencial do apoio médico nesse conflito mortal. As cerimônias eram pontuadas por deposição de coroas, momentos de meditação e homenagens musicais.

Vale mencionar a passagem das autoridades civis e militares pelo Cemitério Ambleteuse e sua cruz portuguesa, onde mais de 300 soldados portugueses foram enterrados antes de serem exumados e reenterrados em Richebourg.

Em Ambleteuse, a liberação de pombos, símbolo universal de paz, encerrou essa sequência comemorativa em uma atmosfera ao mesmo tempo solene e esperançosa.

Um Porto honorário foi realizado, com trocas de presentes seguidas de uma refeição convivial entre as autoridades civis e militares.

 

Um dever de memória viva

 

Deve-se notar que as cerimônias foram muito bem organizadas, resultado de múltiplas reuniões entre as autoridades francesas e portuguesas.

Por meio dessas cerimônias, França e Portugal reafirmam seu compromisso com uma memória compartilhada e valores comuns: liberdade, justiça e paz. Mais de um século após a Batalha do Lys, a memória desses combatentes permanece viva, transmitida especialmente às gerações mais jovens, que são as garantidoras desse dever de lembrança.

Essas comemorações são um lembrete poderoso de que a história europeia também foi construída sobre a solidariedade entre nações, e que o sacrifício desses soldados continua a lançar luz sobre o presente.

Fonte: Luso Jornal (França)/Parceria

sexta-feira, 1 de maio de 2026

“Em maio, há um Pirilampo especial que inspira os portugueses à solidariedade”


Campanha Pirilampo Mágico, de 8 de maio a 1 de junho

 

Por: Ana Pouseiro 

O famoso Pirilampo Mágico, aquele ser “muito lampeiro/que vive nos olhos da gente” imaginado por Maria Alberta Menéres, está de volta para mais uma campanha de solidariedade em prol dos direitos das pessoas com deficiência intelectual e/ou multideficiência.

De 8 de maio a 1 de junho, centenas de profissionais, voluntários e pessoas apoiadas pelas 84 organizações aderentes participarão, de norte a sul do país, em atividades de sensibilização e de apelo à solidariedade dos portugueses para com a causa da inclusão.

Como habitualmente, mantém-se no segredo dos deuses a cor do Pirilampo Mágico 2026, até ao momento da revelação na cerimónia de abertura da campanha. O suspense entusiasma os fãs, que enchem as redes sociais com os habituais palpites.

Durante a campanha nacional, espera-se vender cerca de meio milhão de exemplares da icónica mascote, que tem o valor de €2,50. As receitas revertem a favor das cooperativas de solidariedade social (CERCI) e de outras organizações que, por todo o país, prestam serviços de apoio a milhares de crianças, jovens e adultos com deficiência intelectual e/ou multideficiência e suas famílias.

O Pirilampo Mágico pode ser encontrado nas escolas, em bancas de rua, estabelecimentos autorizados e em ações de animação dinamizadas pelas organizações aderentes, em cada comunidade. E chega ainda mais longe, regiões autónomas incluídas, através da rede nacional de balcões do Banco Montepio, das lojas CTT e nas lojas Pingo Doce.

A decorrer desde 1987, a Campanha Pirilampo Mágico (CPM) é uma organização conjunta da FENACERCI - Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social, da Antena 1 e da RTP. Uma parceria que une estas instituições desde o primeiro momento, com o Pirilampo Mágico a marcar presença nos programas da Antena 1 e RTP como forma de sensibilização para uma das causas mais nobres de solidariedade do nosso país.

Igualmente fundamental para o sucesso da CPM é o envolvimento dos seus parceiros estratégicos. Uma vez mais, o Banco Montepio, o Pingo Doce e os CTT juntam-se a esta causa e apoiam a FENACERCI no seu objetivo de levar a luz transformadora do Pirilampo Mágico a todo o território nacional.

Fonte: FENACERCI