Por: Marta Gomes Ferreira
Resultados de um programa de
investigação da Universidade de Cardiff indicam que brincar com bonecas Barbie
ajuda no desenvolvimento de competências sociais e emocionais, em diferentes
perfis de desenvolvimento infantil
Num contexto em que a inclusão
e o desenvolvimento emocional assumem um papel cada vez mais central na
educação das crianças, a Barbie afirma-se como parte deste caminho, sustentada
por novas evidências científicas que reforçam o impacto positivo do brincar. Um
estudo liderado pela Universidade de Cardiff conclui que brincar com bonecas
pode contribuir para o desenvolvimento de competências sociais e emocionais em
crianças, independentemente do seu perfil de neuro desenvolvimento.
As mais recentes conclusões
integram um programa de investigação desenvolvido ao longo de vários anos, em
parceria com a Barbie, que analisa os efeitos da brincadeira com bonecas no
desenvolvimento infantil. Os resultados indicam que este tipo de jogo simbólico
pode apoiar crianças com diferentes estilos de comunicação social, incluindo
aquelas que apresentam traços associados ao espetro do autismo, reforçando a
importância de experiências de brincadeira que refletem a diversidade das
vivências infantis.
A investigação, conduzida pela
Universidade de Cardiff em colaboração com a Barbie, recorreu a tecnologia
avançada de neuroimagem para observar a atividade cerebral das crianças durante
a brincadeira. O estudo incidiu sobre crianças entre os quatro e os oito anos,
incluindo participantes com diferentes níveis de traços associados ao autismo,
permitindo analisar o impacto da brincadeira em perfis de desenvolvimento
distintos. Os dados demonstram que brincar com bonecas Barbie está associado à
ativação de regiões específicas do cérebro envolvidas no processamento social e
emocional, padrão observado tanto em contextos de brincadeira individual como
em interação com outras pessoas.
De forma particularmente
relevante, os investigadores verificaram que este padrão de ativação foi
observado de forma consistente em crianças com diferentes perfis de
desenvolvimento. Os dados indicam que brincar com bonecas Barbie está associada
ao envolvimento de regiões cerebrais ligadas ao processamento social e
emocional, um efeito observado independentemente do perfil de neuro
desenvolvimento.
Esta abordagem inclusiva ao
desenvolvimento infantil reflete-se também na evolução da própria Barbie, que
tem vindo a consolidar o seu compromisso com a diversidade e a representação.
Através dos lançamentos mais recentes da linha Fashionistas, a marca introduziu
novas representações, como a Barbie com autismo, a Barbie cega e a Barbie com
diabetes tipo 1, reforçando a importância de criar brinquedos que promovam
identificação, empatia e compreensão. Cada uma destas bonecas foi desenvolvida
em colaboração com organizações especializadas e comunidades representativas,
garantindo uma abordagem informada, respeitosa e autêntica às diferentes
experiências que procuram refletir.
Como sublinha a Dra. Catherine
Jones, Diretora do Centro de Investigação do Autismo do País de Gales, também
envolvida no estudo, “É fundamental valorizar as diferentes formas como as
crianças experienciam o mundo. Ao aceitarmos a diversidade nas formas de
brincar, estamos a criar ambientes mais inclusivos que apoiam o desenvolvimento
de todas as crianças”.
Para além do impacto ao nível
cerebral, o estudo sustenta a ideia de que o brincar com bonecas oferece um
espaço seguro onde as crianças podem ensaiar situações sociais, experimentar
papéis e desenvolver a capacidade de compreender os outros. Esta perspetiva
está alinhada com a missão da Barbie de incentivar experiências de brincadeira
que vão além da vivência individual da criança, promovendo uma maior abertura
ao outro.
Para além do impacto ao nível
cerebral, o estudo sugere que o brincar com bonecas pode proporcionar um espaço
seguro onde as crianças ensaiam situações sociais, experimentam papéis e
desenvolvem a capacidade de compreender os outros. Esta perspetiva está
alinhada com a missão da Barbie de incentivar experiências de brincadeira que
vão além da vivência individual da criança, promovendo uma maior abertura ao
outro.
Este programa de investigação
dá continuidade a descobertas anteriores que já tinham demonstrado que a
brincadeira com bonecas Barbie ativa regiões do cérebro associadas ao
processamento social. Ao integrar crianças com diferentes estilos de
comunicação, incluindo aquelas com traços associados ao autismo, os resultados
reforçam a relevância do brincar enquanto ferramenta de desenvolvimento
inclusivo.
O estudo, intitulado Promoting
neurodiversity in doll play: Investigating neural and language correlates of
doll play in a neurodiverse sample, foi publicado no European Journal of
Neuroscience e integra uma colaboração contínua entre a Universidade de Cardiff
e a Barbie, dedicada à investigação dos benefícios do brincar.
Fonte: MARIE – PR & Brand
Consulting



