segunda-feira, 6 de julho de 2026

“Esclerose Múltipla: Quando a Ciência Impõe Urgência e o Futuro Deixa de Esperar”


Por: José Morais

A Esclerose Múltipla (EM) vive hoje um ponto de viragem. A comunidade científica converge numa conclusão decisiva: iniciar terapêuticas de maior eficácia mais cedo pode reduzir surtos, atrasar a incapacidade e proteger funções que, uma vez perdidas, raramente regressam. Esta mudança de paradigma está a transformar a forma como se diagnostica, se trata e se planeia o futuro das pessoas com EM.

 

A nova visão sobre a doença

 

O que antes parecia uma ambição longínqua tornouse uma meta concreta: diagnosticar cedo, agir rápido e garantir que o conhecimento se traduz em decisões reais. Há quatro anos, no Dia Mundial da EM a SPEM e o Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla lançaram um debate que marcou o setor A Caminho das Curas da Esclerose Múltipla. A palavra que sintetizou esse encontro foi determinação: determinação para avançar, para não desistir de quem enfrenta formas mais agressivas da doença e para transformar esperança em ação.

Dessa reflexão nasceu, em Portugal, a ligação a uma agenda internacional que redefine o futuro da EM: Pathways to Cures. Esta estratégia global organiza o conceito de “cura” em três caminhos distintos: parar a doença, restaurar funções perdidas e prevenir o aparecimento da EM. Uma abordagem que reconhece que a cura não é igual para todos, mas que todos têm direito a ver a sua esperança convertida em prioridade científica.

 

STOP MS: quando “parar a doença” deixa de ser metáfora

 

Entre os três caminhos, o objetivo STOP MS parar a progressão da EM é aquele onde já se observam resultados concretos. O Roadmap internacional define este marco como um estado estável, sem nova atividade inflamatória, sem novas lesões e sem agravamento da qualidade de vida. Parar a doença é, portanto, um objetivo mensurável que exige diagnóstico precoce, monitorização rigorosa e decisão terapêutica atempada.

A evolução dos biomarcadores veio reforçar esta capacidade. Hoje, a monitorização não depende apenas da ressonância magnética: novos indicadores permitem redundância, maior precisão e uma gestão mais eficaz da doença, protegendo aquilo que mais importa função neurológica, autonomia e qualidade de vida.

 

Tratar mais cedo, tratar melhor

 

Vários países já abandonaram a lógica conservadora de “esperar para ver”. A evidência é clara: iniciar terapêuticas de maior eficácia mais cedo pode evitar surtos, atrasar a incapacidade e preservar projetos de vida. Isto não significa tratar todos da mesma forma, mas sim tratar cada pessoa de forma mais adequada.

A EM é heterogénea e profundamente individual. A decisão terapêutica deve ser partilhada entre a pessoa e o neurologista, ponderando risco, benefício, idade, atividade da doença, preferências e segurança. Mas prudência não é sinónimo de atraso e é aqui que Portugal precisa de avançar.

 

Uma Norma que já não acompanha a ciência

 

A Norma da DireçãoGeral da Saúde sobre terapêutica modificadora da EM, datada de 2012 e atualizada em 2015, já não reflete a evolução científica dos últimos anos. Mantém uma lógica rígida de primeira e segunda linha que empurra muitos doentes para uma postura reativa: primeiro esperar pela falha, depois mudar.

Na EM esperar pela falha pode significar, esperar por um surto, por novas lesões, por perda funcional. E isso tem custos humanos profundos.

Atualizar esta Norma não é um detalhe técnico. É um sinal clínico, político e ético. É dizer às pessoas com EM que Portugal não quer apenas gerir a doença quer travála. É alinhar o país com a ambição internacional do Pathways to Cures e transformar a voz dos doentes em mudança concreta no SNS.

 

O tratamento não é só o medicamento

 

Parar a EM exige muito mais do que terapêuticas eficazes. Sem acesso rápido a consultas, ressonâncias, enfermagem especializada, reabilitação, psicologia, urologia, apoio social e literacia em saúde, o potencial terapêutico fica incompleto. O caminho das curas é científico, mas também organizacional. Exige sistemas de saúde que medem resultados que importam às pessoas, e não apenas atos clínicos.

 

A pergunta que agora importa

 

Em 2022, perguntámos se seria possível curar a EM. Hoje, a questão é outra: estamos dispostos a aplicar tudo o que já sabemos que pode aproximar-nos desse objetivo?

A resposta da SPEM é inequívoca: sim. Com realismo, porque a cura plena ainda não chegou. Com esperança, porque os avanços são reais. E com determinação, porque cada ano perdido representa vidas mais limitadas e oportunidades que não voltam.

 

Um compromisso com a dignidade

 

Atualizar a Norma portuguesa é um passo estrutural. É reconhecer que parar a Esclerose Múltipla não é apenas um objetivo científico é um compromisso com a dignidade de milhares de pessoas.

“Centro Cultural Raiano recebe os filmes “Em Zona Cinzenta” e “Toy Story 5” em julho”


Por: Tiago Carvalho

O Centro Cultural Raiano, em Idanha-a-Nova, recebe este mês a exibição de mais duas grandes produções cinematográficas: “Em Zona Cinzenta” e “Toy Story 5”.

“Em Zona Cinzenta” é exibido no dia 18 de julho, às 21h30. Neste filme de ação, acompanhamos uma equipa secreta de operacionais de elite que vivem nas sombras do mundo, tão à vontade a exercer poder e influência como a manusear armas automáticas e explosivos. Quando um déspota implacável rouba uma fortuna de mil milhões de dólares, a equipa é enviada para a recuperar.

No domingo, 19 de julho, às 15h00, é exibido “Toy Story 5”, dobrado em português. Nesta nova aventura, os brinquedos Woody, Buzz Lightyear, Jessie e o resto do grupo enfrentam um desafio quando se deparam com Lilypad, um novo tablet que chega com ideias pouco convencionais sobre o que é melhor para a criança Bonnie. Será que a hora de brincar voltará a ser como antes?

A entrada é gratuita, embora limitada à lotação. Os bilhetes podem ser levantados na bilheteira do Centro Cultural Raiano uma hora antes do início do filme, não havendo reservas de bilhetes.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova

domingo, 5 de julho de 2026

“Cancro colorretal: os sinais silenciosos que podem salvar a sua vida”


Por: José Morais

Detetar o cancro colorretal cedo continua a ser um dos fatores mais determinantes para a sobrevivência. O problema? Muitos dos sintomas passam despercebidos ou são confundidos com situações comuns do dia a dia. Especialistas alertam que ignorar pequenos sinais pode atrasar o diagnóstico e comprometer o tratamento.

 

Sinais que exigem atenção imediata

 

Profissionais de saúde ouvidos pelo site Health explicam que vários sintomas associados ao cancro colorretal são frequentemente atribuídos a problemas benignos, como síndrome do intestino irritável ou hemorroidas. Essa confusão leva muitas pessoas a adiar exames essenciais.

 

A seguir, os cinco sinais que nunca devem ser desvalorizados.

 

Perda de peso inexplicável

 

Uma descida súbita na balança pode parecer positiva, mas não é sempre sinal de saúde. Especialistas sublinham que a perda de peso sem motivo aparente pode indicar alterações metabólicas associadas ao cancro. Muitas pessoas atribuem o fenómeno ao stress ou à falta de apetite e só procuram ajuda quando o quadro já é grave.

 

Fezes muito escuras

 

Alterações na cor das fezes podem revelar a presença de sangue proveniente do trato intestinal superior. É um sintoma comum, mas frequentemente ignorado ou confundido com efeitos da alimentação.

 

Sangue nas fezes

 

Apesar de ser muitas vezes associado a hemorroidas, o sangue sobretudo quando persistente é um dos sinais clássicos de cancro colorretal. A recomendação dos especialistas é clara: qualquer episódio deve ser avaliado por um médico.

 

Alterações no trânsito intestinal

 

Prisão de ventre, diarreia ou mudanças no formato das fezes podem indicar que um tumor está a interferir fisicamente com o cólon. Estes sintomas são facilmente confundidos com problemas gastrointestinais comuns, o que atrasa o diagnóstico.

 

Sintomas que surgem sobretudo à noite

 

Alguns doentes relatam que os sinais aparecem de forma súbita ou se agravam durante a noite. A irregularidade e imprevisibilidade dos sintomas também devem ser motivo de atenção.

 

Frutas que podem ajudar a reduzir o risco

 

A revista Parade reuniu opiniões de especialistas sobre alimentos que podem contribuir para a saúde intestinal e reduzir o risco de cancro colorretal. Eis as frutas destacadas.

 

Melancia

Rica em licopeno o mesmo antioxidante presente no tomate a melancia pode ter um papel importante na proteção celular.

 

Maçãs

O consumo regular está associado a uma redução de 25% no risco de cancro colorretal. As fibras e flavonoides ajudam a diminuir a inflamação.

 

Kiwi

Dois kiwis por dia podem melhorar o trânsito intestinal, reduzindo o tempo de contacto das fezes com a mucosa um fator que pode influenciar o risco de cancro.

 

Frutas cítricas

Laranjas, limões e toranjas são ricas em vitamina C e flavonoides, substâncias com forte ação antioxidante e anti-inflamatória.

 

Frutos vermelhos

Pequenos, mas poderosos: os polifenóis presentes nestas frutas estão associados à redução do risco de doenças inflamatórias e tumorais.