quarta-feira, 23 de setembro de 2026

“Alma do Vinho revela premiados do X Concurso de Vinhos de Alenquer”


A 8ª edição do festival Alma do Vinho congratulou todos os participantes e vencedores do X Concurso de Vinhos de Alenquer. Mais uma vez, a premiação que teve a parceria da Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa assumiu o objetivo da valorização e promoção dos vinhos produzidos no concelho, contribuindo para o reforço da sua notoriedade e para a dinamização do setor vitivinícola local, com a cerimónia a decorrer no maior festival de vinhos da região de Lisboa.

Com 71 vinhos a concurso, mereceram a distinção do júri certificado um total de 21 vinhos, distribuídos pelas categorias Leves, Tintos, Tintos Monovarietais, Brancos, Brancos Monovarietais, Rosés e Harmonização com a codorniz. Foram atribuídas 18 medalhas de Ouro, destacando-se outras três medalhas de Grande Ouro aos vinhos: Quinta de Vale Mourisco Doc (2021), Quinta da Marmeleira - Reserva (2020) e Félix Rocha Grande Escolha (2009).

Os vinhos de produtores de Alenquer distinguidos pelo júri composto por enólogos, sommeliers, jornalistas da especialidade e membros de organismos estatais ligados ao setor do vinho têm todos origem controlada (DOC Alenquer) ou são vinhos de indicação geográfica (IG Lisboa).

Os galardões foram entregues, no Fórum Romeira em Alenquer, pelo Presidente do Instituto da Vinha e do Vinho, Francisco Toscano Rico, o Presidente do Município de Alenquer, João Nicolau, e pela vereadora do Município, Cláudia Luís.

Consulte todos os vencedores aqui: https://www.alenquer.pt/noticias/alma-do-vinho-revela-premiados-do-x-concurso-de-vinhos-de-alenquer

Fonte: Câmara Municipal Alenquer

“Quem foram os primeiros habitantes de Alpiarça”


Por: Alexandre Sebastião

Conferência na Casa dos Patudos convida a descobrir uma história com centenas de milhares de anos

Carlos Ferreira e João Pedro Cunha Ribeiro apresentam, a 24 de setembro, a importância do património arqueológico de Alpiarça e o projeto de investigação que já realizou duas campanhas de trabalho de campo no concelho

Quem foram os primeiros habitantes do ocidente europeu e o que pode o território de Alpiarça revelar sobre as comunidades que aqui viveram há centenas de milhares de anos?

É a partir destas questões que, no próximo dia 24 de setembro, às 16h00, o Auditório da Casa dos Patudos recebe a conferência “Alpiarça e os primeiros habitantes de Portugal - Um património entre a memória do passado e os desafios do futuro”, integrada nas Jornadas Europeias do Património 2026.


A conferência contará com a participação de João Pedro Cunha Ribeiro, Professor Associado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigador da UNIARQ, e de Carlos Ferreira, arqueólogo e investigador da UNIARQ, que coordena o atual projeto em curso, apoiado pela prestigiosa fundação norte-americana Leakey Foundation.

João Pedro Cunha Ribeiro é também Vice-Presidente da Secção Especializada do Património Arquitetónico, Arqueológico e Imaterial do Conselho Nacional de Cultura e membro do Conselho Regional da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo, I.P.

Ao longo da sessão, os dois investigadores irão dar a conhecer o historial das investigações realizadas em Alpiarça ao longo do último século e a importância que estes trabalhos assumem para o conhecimento do Paleolítico Inferior no continente europeu.


A conferência permitirá também conhecer o projeto de investigação atualmente em curso, que já deu origem a duas campanhas de trabalho de campo, realizadas nos verões de 2025 e 2026. Este trabalho dá continuidade ao estudo do património arqueológico do concelho e permite aprofundar o conhecimento sobre as primeiras comunidades humanas que ocuparam este território.

A iniciativa constitui, assim, uma oportunidade para aproximar a investigação científica da comunidade e dar a conhecer um património que, apesar de remontar a centenas de milhares de anos, continua hoje a ser objeto de estudo e de novas descobertas.

A conferência está aberta a toda a comunidade, incluindo a comunidade escolar, reforçando uma das dimensões fundamentais das Jornadas Europeias do Património: conhecer, compreender e valorizar o património, tornando-o acessível e próximo das pessoas.

As Jornadas Europeias do Património 2026 decorrem entre 18 e 27 de setembro, este ano sob o mote “Reviver, resistir, reinventar”.

No dia 24 de setembro, o convite é para recuar centenas de milhares de anos e descobrir, na Casa dos Patudos, o que o território de Alpiarça nos pode revelar sobre os primeiros habitantes de Portugal.

24 de setembro de 2026 | 16h00

Auditório da Casa dos Patudos, Alpiarça

Entrada livre.

Fonte: Câmara Municipal Alpiarça

“Peças de Columbano Bordalo Pinheiro descobertas no Caramulo”


Em casa do fundador do Museu do Caramulo

 

Duas pilastras atribuídas a Columbano Bordalo Pinheiro foram recentemente descobertas na casa de Abel de Lacerda, fundador do Museu do Caramulo, e vão agora integrar a colecção de arte do Museu.

As peças foram encontradas há cerca de dois meses e apresentadas por Miguel de Lacerda, filho de Abel de Lacerda, numa descoberta que permite revelar mais uma parte do legado artístico deixado pelo co-fundador do Museu do Caramulo.

“Foi com enorme surpresa e grande entusiamo que, há cerca de dois meses, encontrámos um conjunto de duas pilastras atribuídas a Columbano Bordalo Pinheiro”, explica Madalena Reis, do Museu do Caramulo.

As pinturas presentes nas pilastras evocam “a ideia do baile, da dança e da festa”, sendo “muito natural que tenham pertencido a um salão de baile ou a um salão de festas, eventualmente a um palácio, como seria o palácio propriedade do Conde de Valenças”, acrescenta Madalena Reis.

As peças apresentam ainda uma proximidade estética com a obra do pintor italiano Giovanni Boldini, reforçando o interesse artístico e histórico desta descoberta.

“Volvidos 70 anos, continuamos a descobrir o legado de Abel de Lacerda e podemos partilhá-lo com o público e com os visitantes do Museu do Caramulo”, acrescenta Madalena Reis.

A descoberta está a despertar curiosidade na comunidade académica e vem reforçar a colecção de arte do Museu do Caramulo, que tem no legado de Abel de Lacerda uma das suas principais referências. Fundador do Museu, Abel de Lacerda foi adquirindo, ao longo do tempo, diversas obras de arte e peças de decoração, que integraram a sua residência e, posteriormente, o património do Museu.

Abel de Lacerda viveu nesta casa até 1957, ano da sua morte. A casa é da autoria do arquitecto Raul Lino, mas o projecto do jardim só viria a ser encomendado ao arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, na década de 1960, já sob a orientação da sua viúva, Madalena de Lacerda.

O Museu do Caramulo documentou a descoberta das peças e o vídeo pode ser visto abaixo.

Fonte: Museu do Caramulo