Por: Tiago Carvalho
A curta-metragem “TARDO”, filmada em vários
locais do concelho de Idanha-a-Nova, conquistou o prémio de Melhor Filme no
festival Machicurtas, na Madeira, onde teve a sua estreia mundial.
Escrito e realizado por Carlos Calika, o filme
resulta de uma parceria entre as companhias de teatro Ajidanha, de
Idanha-a-Nova, e Teatro Amador de Pombal, que voltam a colaborar com o
realizador depois do sucesso alcançado com a curta-metragem “MONSTROS”,
distinguida com diversos prémios nacionais e internacionais em 2023.
Do género suspense/terror, esta curta-metragem
de época, ambientada numa aldeia isolada do interior de Portugal, “TARDO” conta
a história de uma comunidade aterrorizada por uma criatura que habita na
montanha.
O argumento foi inspirado no folclore português da região da Beira Baixa e o projeto nasceu da tese de doutoramento de Carlos Calika, em Media Artes na Universidade da Beira Interior, dedicada à tradição oral e à cultura imaterial transmitida entre gerações através da fala, incluindo contos, lendas, mitos, provérbios e cantigas, entre outras manifestações.
O concelho de Idanha-a-Nova assume um papel
central no filme, que foi rodado em Idanha-a-Nova, Idanha-a-Velha e Monsanto.
Além das paisagens e cenários, a produção integra diversos elementos culturais
locais, como o guarda-roupa tradicional, referências à boneca Marafona e uma
banda sonora onde o adufe, instrumento identitário do território, assume protagonismo.
A banda sonora esteve a cargo dos grupos Adufe
& Alguidar e Kodu Percussion Group, de Castelo Branco, reforçando a ligação
da obra ao património cultural da região.
Após a distinção alcançada no Machicurtas,
“TARDO” prossegue o seu percurso no circuito de festivais, tendo já sido
selecionado para o Gardunha Fest, no Fundão, onde será exibido no dia 29 de
agosto, e para o MOTELX, em Lisboa, onde concorrerá ao prémio de Melhor Curta
de Terror Portuguesa em setembro.
Esta produção constitui mais um exemplo do
potencial de Idanha-a-Nova como território de criação artística e
cinematográfica, valorizando simultaneamente a identidade cultural, as
tradições e o património material e imaterial da Beira Baixa junto de novos
públicos.
Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova



