sexta-feira, 23 de outubro de 2026

“Município de Penamacor mantém parecer desfavorável ao Parque Solar Sophia e exige equilíbrio na ocupação do território”


O Município de Penamacor mantém o parecer técnico desfavorável ao projeto do Parque Solar Sophia, após a análise da proposta reformulada submetida a consulta pública, por considerar que persistem questões fundamentais que comprometem o equilíbrio ambiental, paisagístico e territorial do concelho.

A decisão resulta de uma avaliação rigorosa dos elementos apresentados no âmbito do procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental, tendo em consideração não apenas as características individuais do empreendimento, mas também os efeitos cumulativos da crescente concentração de infraestruturas de produção de energia renovável no território.

A Câmara Municipal reconhece que a reformulação do projeto representa uma evolução positiva relativamente à proposta inicial, designadamente pela redução da área de implantação, pela exclusão de áreas integradas na Estrutura Ecológica Municipal, pela definição de um único corredor de ligação elétrica e pela diminuição da impermeabilização dos solos.

Estas alterações vão ao encontro de algumas das preocupações anteriormente manifestadas pela autarquia. Contudo, não resolvem a questão central: a dimensão da ocupação territorial e os impactes cumulativos que dela decorrem.

De acordo com os elementos analisados, encontram-se já comprometidos cerca de 553,89 hectares do concelho com projetos desta natureza. A estes acrescem aproximadamente 624,54 hectares correspondentes à atual proposta do Parque Solar Sophia, elevando para mais de 1.178 hectares a área total afeta a infraestruturas de produção de energia renovável.

Trata-se de uma pressão territorial significativa, cujas consequências ultrapassam a implantação física dos equipamentos, refletindo-se na transformação da paisagem, na fragmentação dos ecossistemas, na biodiversidade e nas possibilidades futuras de utilização e valorização do solo.

Perante esta realidade, o Município reafirma a sua posição quanto à necessidade de estabelecer um limite máximo de ocupação de 2% da área total do concelho por parques solares e infraestruturas energéticas de natureza semelhante.

Este referencial constitui, no entendimento da autarquia, uma condição essencial para assegurar uma distribuição territorial equilibrada destes investimentos, compatibilizando os objetivos nacionais de descarbonização com a preservação dos recursos naturais, da identidade paisagística e das perspetivas de desenvolvimento local.

O Município considera, igualmente, que a avaliação de novos empreendimentos não pode continuar a ser realizada de forma isolada, ignorando a presença de projetos existentes, licenciados ou já comprometidos para o mesmo território.

A concentração de infraestruturas desta dimensão exige uma abordagem integrada, capaz de avaliar os seus efeitos cumulativos e sinergéticos e de prevenir a artificialização progressiva de extensas áreas do concelho.

A transição energética não pode traduzir-se numa transformação irreversível do território sem uma avaliação global das suas consequências.

 

Compensações devem refletir a dimensão dos impactes

 

Outro aspeto determinante na posição assumida pelo Município prende-se com a insuficiência das contrapartidas e compensações previstas.

Embora reconheça uma maior abertura ao diálogo por parte do promotor, a Câmara Municipal entende que as medidas apresentadas continuam a não refletir, de forma proporcional, a dimensão do investimento, a extensão da área ocupada, a duração prevista da exploração e os condicionamentos que o empreendimento poderá impor ao desenvolvimento futuro do concelho.

Projetos desta natureza devem representar mais do que investimentos na produção de energia. Devem constituir oportunidades concretas de desenvolvimento para os territórios que os acolhem, através de benefícios estruturantes, duradouros e efetivamente sentidos pelas populações.

Para o Município de Penamacor, é indispensável assegurar que os encargos ambientais, paisagísticos e territoriais associados a estes empreendimentos sejam acompanhados por contrapartidas justas, capazes de contribuir para a dinamização da economia local, a criação de oportunidades, a fixação de população e o reforço da capacidade de investimento no concelho.

Não é aceitável que os benefícios económicos de investimentos desta dimensão sejam desproporcionais aos encargos suportados pelos territórios que os recebem.

Subsistem, ainda, reservas quanto à eficácia das medidas de integração paisagística, à avaliação dos efeitos sobre determinadas componentes ecológicas e às garantias de desativação das infraestruturas e de recuperação ambiental das áreas intervencionadas, findo o respetivo período de exploração.

 

Penamacor defende uma transição energética justa e territorialmente equilibrada

 

O Município de Penamacor reafirma o seu compromisso com a sustentabilidade ambiental, a descarbonização e a valorização das energias renováveis, reconhecendo o seu papel estratégico no futuro energético do país.

Todavia, entende que estes objetivos não podem ser prosseguidos à custa de uma concentração excessiva de infraestruturas em territórios que possuem valores naturais, paisagísticos e patrimoniais cuja preservação é determinante para o seu futuro.

A produção de energia limpa deve ser acompanhada por políticas de ordenamento responsáveis, por uma avaliação criteriosa da capacidade de acolhimento dos territórios e por mecanismos de repartição equitativa dos benefícios económicos gerados.

Penamacor não se opõe às energias renováveis. Defende, sim, que a transição energética seja ambientalmente responsável, territorialmente equilibrada e socialmente justa.

O concelho não pode ser encarado apenas como um espaço disponível para acolher grandes investimentos energéticos. É um território com identidade, com recursos, com comunidades e com legítimas aspirações de desenvolvimento que importa respeitar e proteger.

Neste sentido, o Município de Penamacor mantém o parecer técnico desfavorável ao Parque Solar Sophia, reafirmando a sua disponibilidade para o diálogo institucional e para a procura de soluções que conciliem os objetivos da política energética nacional com a defesa intransigente dos interesses do concelho e das suas populações.

O desenvolvimento sustentável exige equilíbrio. E esse equilíbrio não pode ser alcançado comprometendo o futuro dos territórios que contribuem para a transição energética do país.

O Presidente da Câmara Municipal de Penamacor

“12.ª Mostra de Cinema ESTC na Amadora”


De 26 a 30 outubro

 

De 26 a 30 de outubro, a Câmara Municipal da Amadora e a Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) voltam a apresentar a Mostra de Cinema ESTC na Amadora, que terá lugar em diferentes espaços culturais emblemáticos da cidade: Recreios da Amadora, Cineteatro D. João V e Grande Auditório da Escola Superior de Teatro e Cinema.

Ao longo da iniciativa serão apresentadas 25 curtas-metragens de ficção e documentário, produzidas no ano letivo 2025/2026, no âmbito da Licenciatura em Cinema da ESTC. As obras refletem a diversidade de olhares e abordagens artísticas dos estudantes, revelando percursos de aprendizagem e de experimentação cinematográfica.

Na 12ª edição da iniciativa destacam-se, uma vez mais, as sessões especialmente programadas para as comunidades escolares, designadamente as escolas do concelho da Amadora. Esta vertente, em parceria com o Plano Nacional de Cinema, visa promover o contacto das novas gerações com a arte cinematográfica. Estão igualmente previstas sessões para associações e o público em geral.

Todas as exibições contarão com a presença de estudantes de Cinema envolvidos na produção dos respetivos filmes, proporcionando ao público uma oportunidade única de partilha e de aproximação ao processo criativo cinematográfico.

A entrada é livre, limitada à lotação das salas.

A participação de grupos/turmas carece de inscrição prévia a realizar pelos dinamizadores/professores responsáveis.

A programação das sessões foi desenvolvida por estudantes finalistas da Licenciatura em Cinema, no âmbito da unidade curricular «Cinema e Comunidade» (2026/2027).

A parceria entre a Câmara Municipal da Amadora e a ESTC, com o apoio do Plano Nacional de Cinema, constitui um importante espaço de visibilidade e diálogo com a comunidade, a qual surge frequentemente representada nos filmes a projetar.

Mais informações: 12.ª Mostra de Cinema ESTC na Amadora | Escola Superior de Teatro e Cinema

Enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Fonte: Câmara Municipal Amadora

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

“Mais de 60% dos pais defende a proibição de telemóveis e redes sociais, e mais medidas de educação como estratégias contra a dependência digital”


Por: Inês Fernandes

• A SaveFamily falou diretamente com os pais no seu Observatório Digital

• O pai com crianças mais pequenas defende de forma mais significativa a necessidade de tomar medidas mais ativas para combater a dependência digital

A semana de 24 a 31 de Outubro é assinalada anualmente pela UNESCO como a Semana Global de Literacia Mediática e Informação, uma iniciativa que se foca cada vez mais na desinformação, mas onde a dependência digital dos menores e a incapacidade de acompanhar a rapidez da tecnologia e como esta afeta os mais novos ganham cada vez mais apoiantes.

O acesso dos mais novos à internet é realizado de forma cada vez mais precoce, mas os impactos são cada vez mais claros, com os pais a reportarem dificuldades de concentração, stress, ansiedade e decréscimo no rendimento escolar entre as principais consequências. Como forma de combater esta dependência, algumas medidas foram já tomadas em termos legislativos em todo o mundo. Muitos pais apoiam estas medidas, mas o mais recente Observatório Digital da SaveFamily revela, também, necessidade de tomar medidas mais pró-ativas, como são a educação digital dos mais novos.

De facto, 61,4% dos pais inquiridos revelaram que está é uma das medidas mais importantes, logo seguida da proibição de telemóveis em recintos escolares (68,2%) que já está implementada em Portugal, e a proibição de acesso a redes sociais (65,6%), em debate atualmente no país.


“Através do contacto direto com os pais, e no desenrolar destas iniciativas que pretendem ouvir as suas preocupações, vamos encontrando cada vez mais preocupações com esta dependência digital, mas também um reforço constante da necessidade de medidas mais eficientes. Em Portugal, a proibição dos telemóveis em recintos escolares é já uma realidade, assim como está aberto o debate para a proibição de acesso às redes sociais. Mas compreendemos cada vez mais que estas proibições não são suficientes, porque é importante também desenvolver uma perceção de que os mais novos irão, necessariamente, relacionar-se com a tecnologia. E neste sentido, estamos do lado dos pais para a necessidade de se desenvolverem verdadeiras medidas de educação e literacia digital para os mais novos”, refere Pedro Chaves Costa, diretor de vendas para Portugal. “Mais do que proibir, é dar aos pequenos as ferramentas necessárias para desenvolverem uma perspetiva mais crítica sobre a sua utilização da tecnologia, da forma como se relacionam com esta, assim como um olhar mais educado sobre os conteúdos que encontram online e com os quais interagem”, conclui.

A investigação da SaveFamily revela ainda que estas preocupações são mais significativas em idades mais pequenas, com os pais de crianças até aos 8 anos a defenderem de forma clara a proibição dos telemóveis (75,9%) e das redes sociais (70,1%), assim como ações de educação digital efetivas (71,3%), como medidas para um futuro em que a relação com a tecnologia e o mundo digital dos mais novos seja mais equilibrada.

 

Acerca de SaveFamily

 

É a empresa de origem espanhola líder em smartwatches com GPS. Desde os seus escritórios centrais distribui os seus produtos em mais de 43 países.

Criada em 2017, uma equipa multidisciplinar composta por mais de 40 profissionais responde a mais de 500 mil famílias que formam parte da sua carteira de clientes.

Fonte: Newsline Agência de Comunicação