sábado, 14 de março de 2026

“Doença silenciosa que pode roubar a visão afeta milhões, sabe o que é Glaucoma?”


Por: José Morais

Todos os anos, milhares de pessoas perdem parte da visão sem perceber que estão a desenvolver uma doença ocular grave. O glaucoma, muitas vezes apelidado de “ladrão silencioso da visão”, evolui de forma discreta e pode provocar danos irreversíveis antes mesmo de surgir qualquer sinal evidente.

Na maioria dos casos, a doença progride lentamente e sem sintomas nas fases iniciais. Essa característica faz com que muitas pessoas só procurem ajuda médica quando a perda de visão já é significativa — um momento em que, infelizmente, os danos já não podem ser revertidos.

 

Uma ameaça global à saúde visual

 

O glaucoma é atualmente uma das principais causas de cegueira irreversível em todo o mundo. Estima-se que afete cerca de 80 milhões de pessoas, sendo que uma parte significativa desconhece que tem a doença.

Trata-se de uma patologia crónica que provoca danos progressivos no nervo ótico, estrutura essencial para a transmissão das imagens do olho para o cérebro. Sem tratamento adequado, a doença pode levar à perda gradual do campo visual e, em fases mais avançadas, à cegueira.

 

Semana Mundial alerta para a importância da prevenção

 

Durante o mês de março realiza-se a Semana Mundial do Glaucoma, uma campanha internacional dedicada à sensibilização da população para esta doença ocular. A iniciativa procura alertar não apenas os cidadãos, mas também os profissionais de saúde e decisores políticos para a importância do diagnóstico precoce e do acesso aos cuidados oftalmológicos.

A mensagem central é clara: a deteção atempada pode evitar a progressão da doença e preservar a visão durante muitos anos.

 

Quem tem maior risco?

 

Alguns fatores aumentam significativamente a probabilidade de desenvolver glaucoma. Entre os principais estão:

Histórico familiar da doença, que eleva consideravelmente o risco

Idade superior a 40 ou 50 anos, quando a incidência começa a aumentar

Pressão intraocular elevada, um dos indicadores mais importantes

Doenças como diabetes ou problemas cardiovasculares

Uso prolongado de certos medicamentos, como corticoides

A presença de um ou mais destes fatores torna ainda mais importante a realização de consultas regulares de Oftalmologia.

 

Sintomas surgem apenas em fases avançadas

 

Um dos grandes perigos do glaucoma é a ausência de sinais precoces. Quando os sintomas começam a surgir, a doença pode já estar numa fase avançada.

 

Entre as manifestações mais comuns encontram-se:

redução progressiva da visão periférica

dificuldade em perceber objetos laterais

sensação de “visão em túnel”

No entanto, esperar por estes sinais pode ser arriscado, pois a perda visual provocada pelo glaucoma é permanente.

 

Diagnóstico simples pode salvar a visão

 

Apesar da gravidade da doença, o diagnóstico pode ser feito através de exames relativamente simples realizados numa consulta de Oftalmologia. Entre os mais utilizados estão:

Tonometria, que mede a pressão dentro do olho

Campimetria, que avalia o campo visual

Análise do nervo ótico, para detetar alterações estruturais

Com base nestes exames, o especialista define o tratamento mais adequado. As opções terapêuticas incluem colírios para reduzir a pressão intraocular, tratamentos a laser ou, em alguns casos, cirurgia.

 

Vigilância ao longo da vida

 

O glaucoma não tem cura definitiva, mas pode ser controlado. Com acompanhamento médico regular e tratamento adequado, muitos doentes conseguem manter a visão estável durante décadas e preservar a autonomia no dia a dia.

Por essa razão, os especialistas sublinham a importância de incluir o exame ocular nas rotinas de saúde, especialmente após os 40 anos.

 

Prevenir continua a ser a melhor estratégia

 

Num contexto em que o glaucoma pode evoluir durante anos sem dar sinais evidentes, a prevenção torna-se a principal aliada da saúde visual. Uma simples consulta de rotina pode permitir identificar alterações precoces e iniciar tratamento antes que ocorram danos permanentes.

No caso desta doença silenciosa, esperar pelos sintomas pode significar perder algo insubstituível: a visão.

“Alpiarça promove seminário sobre resiliência climática e proteção civil”


Por: Alexandre Sebastião

 

Seminário “Resiliência Climática e Proteção Civil” afirma Alpiarça como espaço de reflexão e ação na adaptação às alterações climáticas.

O Município de Alpiarça promove, no próximo dia 18 de março de 2026, entre as 09h00 e as 17h00, no Auditório da Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, o Seminário subordinado ao tema “Resiliência Climática e Proteção Civil – Alpiarça na Vanguarda da Resiliência Climática”. O evento decorre no âmbito do projeto europeu Interreg Europe – RESUREXION, em colaboração com o Serviço Municipal de Proteção Civil de Alpiarça.

Esta iniciativa assume-se como um momento estratégico de reflexão, partilha de conhecimento e construção de soluções, reunindo especialistas, decisores políticos e técnicos para debater os desafios emergentes associados às alterações climáticas, à governação territorial, à antecipação de riscos e ao reforço da resiliência das comunidades, com especial destaque para territórios vulneráveis e em bacias hidrográficas sujeitas a fenómenos extremos.

A sessão de abertura, está marcada para as 09h30, contando com as intervenções da Presidente da Câmara Municipal de Alpiarça, Dr.ª Sónia Sanfona, do Presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, Dr. João Teixeira Leite (a confirmar), e da Sr.ª Ministra do Ambiente e da Energia, Professora Doutora Maria da Graça Carvalho.


O programa técnico integra um conjunto de painéis temáticos especializados, abordando áreas como a evolução dos modelos de proteção civil, energia e infraestruturas críticas, cyber-segurança, fenómenos climáticos extremos, gestão da água e clima, biodiversidade em meios fluviais e soluções baseadas na natureza para o reforço da resiliência climática.

Durante a tarde, o seminário dará destaque ao projeto europeu RESUREXION, com a dinamização de grupos de trabalho colaborativos orientados para a identificação de problemas e definição de soluções estratégicas para o futuro do território, seguindo-se um período de reflexão e debate sobre as conclusões alcançadas.

A realização deste seminário, reforça a afirmação do concelho de Alpiarça como um território ativo na promoção da resiliência climática, consolidando a sua aposta na antecipação de riscos, na capacitação institucional e na cooperação intermunicipal e europeia, contribuindo para a construção de comunidades mais preparadas, sustentáveis e seguras face a desafios climáticos futuros.

Fonte: Câmara Municipal Alpiarça