quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

“March 711 de 1972 reforça coleção Fittipaldi no Museu do Caramulo”


O monolugar reúne protagonistas emblemáticos da história da F1

 

Fotos: Museu do Caramulo

Após um restauro de vários meses, o March 711 de 1972, de José Carlos Pace, chegou finalmente ao Museu do Caramulo, para integrar a "The Fittipaldi Collection".

Tudo começa com a história de Frank Williams, um jovem piloto com razoável sucesso em automóveis de turismo e na F3 que era, acima de tudo, um “self-made man”, que fez o seu caminho a comercializar carros de corrida e respectivos componentes, mas também como mecânico.

Em 1966 montou a sua pequena equipa, e comprou um Brabham para ser pilotado por Piers Courage. Os bons resultados foram surgindo e a equipa foi ficando mais séria. Até que, em 1971, adquiriu este March 711, chassis #711/3, que seria pilotado por Henri Pescarolo. A equipa dava então pelo nome de Frank Williams Racing Cars. Com poucos recursos e escassos patrocínios, a época de 1971 foi sofrível, com o melhor resultado a ser um quarto lugar em Silverstone.

No ano seguinte, a equipa assumia o nome Team Williams Motul e, graças ao suporte da marca de lubrificantes e também do novo patrocinador, a Politoys, foi possível adquirir um novo March 721 para Pescarolo, enquanto o seu 711, da época anterior, seria pilotado por José Carlos Pace, naquela que foi a sua primeira época na categoria rainha.


Pace venceu uma série de F3 britânica em 1970 e ascendeu à F2 com a equipa de Frank Williams no ano seguinte, numa época em que não fez um único ponto.

Apesar de já não ser um modelo novo em 1972, o March 711 ainda era suficientemente competitivo para um estreante na F1. O monolugar foi concebido pelos engenheiros Robin Herd (que além de ter trabalhado no desenvolvimento do Concorde, teve uma carreira brilhante ao serviço da McLaren e Brabham) e Geoff Ferris (que viria a trabalhar na Lotus F1, na Brabham e na Penske). Desenhado de raiz para se bater com os Lotus 72 e com os V12 da Matra, BRM e Ferrari, o March tirava o melhor partido possível do habitual Ford DFV, graças à qualidade da sua engenharia.

O chassis era monocoque, com suspensão dianteira inboard. Os radiadores estavam colocados nos flancos, num arranjo muito semelhante ao do Lotus 72, em cujo desenvolvimento Ferris tinha trabalhado com Maurice Philippe.

A característica mais marcante do March 711 era a asa dianteira elevada, que foi uma ideia de Frank Costin. Uma solução que se provava eficaz em qualificação ou sempre que o carro seguia sozinho, mas que provocava instabilidade quando se aproximava da traseira de um adversário.

O March 711 foi usado por três equipas distintas e vários pilotos como Ronnie Peterson, Andrea de Adamich, Àlex Soler-Roig, Nanni Galli, Mike Beuttler, Niki Lauda e Gene Mason.

O melhor resultado de Carlos Pace com o March foi um quinto lugar, que lhe valeu os primeiros três pontos no mundial. Seguiram-se duas épocas decepcionantes com a Surtees. Contudo, Pace viria a protagonizar uma época notável em 1975, aos comandos do Brabham BT44 do Martini Racing Team, incluindo a vitória em Interlagos, formando uma histórica “dobradinha” brasileira, com o amigo de juventude Emerson, em segundo lugar, no McLaren. É pelo afecto que Emerson sente pela memória do seu amigo e rival que o March passou a fazer parte desta colecção.

Segundo Emerson Fittipaldi, “Este March tem um enorme valor sentimental para mim. O primeiro kart em que corri foi-me emprestado pelo Moco [José Carlos Pace], de quem fui também mecânico. Depois de vencer o Mundial em 1972, liguei ao Frank Williams e manifestei o desejo de comprar o Williams March do Moco. Assim fizemos eu e o meu irmão Wilson adquirimos o carro, que desde então faz parte da nossa colecção. É, sem dúvida, um automóvel de grande significado pessoal.”

O March 711, chassis #711/3, junta-se assim aos restantes monolugares que compõem a “The Fittipaldi Collection”, após um minucioso trabalho de recuperação e restauro, realizado com o sustentado e contínuo apoio da oficina AMSport, do CINFU (Centro de Formação Profissional da Indústria de Fundição) e da empresa VANTITEC, dedicada à impressão 3D em metal e polímeros, e à maquinação CNC.

A “The Fittipaldi Collection” pode ser visitada em permanência no Museu do Caramulo, de Terça-feira a Domingo, nos horários habituais.

Fonte: Museu do Caramulo

“CLARINS REFORÇA O SEU COMPROMISSO COM O PLANETA 10 ANOS APÓS O ACORDO DE PARIS”


A marca líder em cuidados da pele aprofunda a sua estratégia de descarbonização e fortalece a transição para um modelo de impacto positivo

 

Por: Margarida Eça Pinheiro

Pioneira em cosmética responsável há 70 anos, no ano que celebra o décimo aniversário do Acordo de Paris, que uniu nações no combate às alterações climáticas, a Clarins reforça a aliança com a sustentabilidade, tornando a descarbonização um dos pilares centrais da sua estratégia de Responsabilidade Social Corporativa, no roadmap Clarins We Care 2030.

10 anos depois do Acordo de Paris, a empresa francesa de cosméticos apresenta progressos concretos que corroboram a determinação em acelerar a transição para um modelo de negócio de impacto positivo, reafirmando o seu papel ativo no esforço de mitigação das alterações climáticas e de limitação do aquecimento global.

A Clarins foi uma das primeiras marcas de beleza a calcular a sua pegada de carbono, em 2007, dando início a uma estratégia voluntária e rigorosa de descarbonização que abrange toda a sua cadeia de valor. Entre 2019 e 2024, conseguiu reduzir as suas emissões em 43%, nos scopes 1, 2 e 3, excluindo serviços financeiros – um percurso que foi validado pela Science Based Targets initiative (SBTi) em março de 2025. Esta validação reconhece ainda o investimento da marca numa trajetória de redução anual de 5% das emissões, com o objetivo de alcançar uma redução total de 30% até 2030.

O compromisso Clarins traduz-se também na utilização exclusiva de eletricidade proveniente de fontes renováveis em todos os sites do Grupo em França desde 2016 e, a nível global, em todas as filiais desde 2020. A logística é outro dos eixos prioritários desta estratégia, com menos de 2% do transporte de mercadorias a ser realizado por via aérea e uma aposta clara no transporte marítimo e terrestre – decisão solidificada em 2025 através de uma parceria com a Neoline, pioneira no transporte marítimo à vela, contribuindo para a redução da pegada carbónica das operações logísticas internacionais.

Paralelamente, a empresa familiar francesa tem vindo a implementar práticas de agricultura regenerativa nas suas duas propriedades agrícolas em França, com o objetivo de restaurar e enriquecer os solos, reforçar a biodiversidade e aumentar o armazenamento natural de carbono. Até 2030, a marca pretende produzir um terço das suas plantas segundo este modelo alinhado com o compromisso de zero desflorestação e com o programa Seeds of Beauty, que já permitiu a plantação de mais de um milhão de árvores em todo o mundo.

Em 2025, a Clarins foi distinguida com o selo B Corp™, uma certificação internacional que reconhece o desejo de conciliar o desempenho económico, o impacto social positivo e o respeito pelo ambiente, confirmando a solidez da sua estratégia climática e o seu empenho numa melhoria contínua. Esta distinção representa não apenas um reconhecimento, mas também um incentivo para continuar a elevar os seus padrões e ambições.

"O décimo aniversário do Acordo de Paris é um marco importante para todos os protagonistas da ação climática, e 2025 assinala também um marco fundamental na liderança responsável da Clarins. Estamos orgulhosos dos resultados já alcançados, da redução das emissões e do reconhecimento proporcionado pelo selo B Corp™. Mas não vamos ficar por aqui: precisamos de ir mais além. A descarbonização do nosso negócio é um grande desafio e estamos a encará-lo com os mais elevados padrões. O nosso percurso é ambicioso, rigoroso e vital, para as nossas equipas, os nossos clientes e, acima de tudo, para as gerações futuras.", assegura Virginie Courtin, Diretora-Geral do Grupo Clarins.

Guiada pelo propósito de “Tornar a vida mais bela e deixar o planeta mais bonito” e sustentada por um modelo familiar independente, a Clarins continuará a intensificar os seus esforços de descarbonização nos próximos anos, mobilizando toda a sua cadeia de valor e parceiros. Até 2030, a marca pretende alinhar todos os seus principais fornecedores com esta ambição, incentivando-os a medir e a reduzir as suas próprias emissões em todos os eixos, fortalecendo o papel da beleza como uma verdadeira força de impacto positivo.

Fonte: MARIE – PR & Brand Consulting