sábado, 8 de agosto de 2026

“Café-Concerto no Foyer do Cineteatro S. João”


Dia 10 outubro | Cineteatro São João | M/6

 

Por: Joana Frutuoso

O Foyer do Cineteatro S. João recebe no dia 10 de outubro, sábado, pelas 21h30m, o Café-Concerto.

Venha desfrutar de uma noite especial no Foyer do Cineteatro S. João, onde a música ao vivo se alia a um ambiente intimista e acolhedor.

Dominique Ventura é cantor, compositor, escritor de canções, maestro e professor no Ensino Artístico Especializado no Conservatório de Música de Santarém. Desde criança que reside no Entroncamento e desde jovem que faz parte da cultura musical da região. 

Ricardo Costa é um músico compositor nascido no Entroncamento, que desde cedo se dedicou a esta arte. Foi finalista do programa Ídolos em 2010 e do programa The Voice em 2014. Conta também com participações na Masterclass da Antena 1 em 2017 e 2018. Hoje continua a compor e a atuar em vários palcos, eventos e bares pelo país.

Bilhetes a 10€ à venda no Posto de Turismo, Piscinas Municipais, Serviço de Águas da Câmara Municipal, em www.bol.pt, Worten, Fnac, CTT e na bilheteira do Cineteatro São João no dia do espetáculo uma hora antes (caso não esgotem anteriormente).

Na compra de um bilhete tem direito uma bebida gratuita.

Participação de Dominique Ventura e Ricardo Costa

Com Serviço de Bar a cargo de “Maria Bolos”

Fonte: Câmara Municipal Entroncamento

“Já começaram as obras de restauro ecológico e recuperação do rio Erges no âmbito do projeto LIFE Alnus Taejo”


Por: Nuno Morais Capelo

As obras de recuperação da conectividade fluvial do rio Erges, uma intervenção integrada no projeto LIFE Alnus Taejo, já se iniciaram, estando previsto que esta empreitada decorra ao longo de todo o período estival.

Esta ação representa um passo decisivo para os ecossistemas fluviais da bacia do Tejo, aplicando soluções que articulam engenharia, restauro ecológico e salvaguarda do património natural e cultural. O objetivo principal centra-se na melhoria do estado de conservação dos bosques aluviais e da biodiversidade associada.

Os trabalhos em curso consistem na remoção integral dos elementos desativados de dois antigos açudes obsoletos situados na envolvente do rio Erges, próximo da ponte romana de Segura. Estas estruturas interrompem atualmente o fluxo natural da água e criam barreiras à fauna. A eliminação destes obstáculos vai restabelecer o livre escoamento do rio, a circulação de sedimentos e a mobilidade das espécies aquáticas, beneficiando diretamente cerca de 70 quilómetros deste curso de água internacional e ligando-o com maior eficácia aos seus afluentes e ao próprio rio Tejo.

A relevância ecológica da intervenção é demonstrada pelos trabalhos de monitorização já realizados na zona. Durante as amostragens, a equipa do Serviço de Pesca da Junta da Extremadura identificou exemplares de verdemã-do-Alagón (Cobitis vettonica). Esta espécie endémica e classificada como ameaçada de extinção depende exclusivamente de habitats bem conservados e demonstra alta sensibilidade à fragmentação das linhas de água, o que valida a necessidade de restabelecer a continuidade do leito do rio.

Este projeto técnico resulta de um amplo consenso institucional e transfronteiriço entre Portugal e Espanha. O plano foi delineado após visitas técnicas e reuniões de trabalho que envolveram os parceiros do projeto, nomeadamente a Universidade de Évora, a Universidade Politécnica de Madrid e as empresas Ambienta e EcoSalix, a par de entidades oficiais de ambos os países. Entre os participantes contam-se a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, a União de Freguesias de Zebreira e Segura, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA – ARH do Tejo e Oeste), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Confederação Hidrográfica do Tejo, o Serviço de Pesca da Junta da Extremadura e a Direção-Geral da Água de Espanha.

A intervenção do rio Erges tem por objetivo assegurar o equilíbrio entre a reabilitação ambiental, as exigências de segurança decorrentes dos estudos de modelação hidráulica e a preservação da identidade local. Desta forma, os antigos moinhos históricos associados às barreiras manterão o seu valor patrimonial salvaguardado. O progresso ambiental da obra continuará a ser avaliado de forma contínua através de um protocolo de monitorização focado na qualidade da água, nos macroinvertebrados, nos macrófitos e na comunidade de peixes, comparando o estado do rio antes e após a conclusão dos trabalhos.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova