Por: Tiago Carvalho
A vontade dos Idanhenses sobre o Projeto Sophia
é clara: Idanha-a-Nova é contra e não está à venda. O Município emitiu um
parecer formalmente desfavorável à implementação desta central solar
fotovoltaica no dia 14 de novembro de 2025, após uma análise técnica rigorosa.
Nenhuma compensação financeira nos fará divergir do desejo dos nossos
munícipes. A recente reformulação do projeto “Sophia” não passa de uma ilusão
de cedência. A nossa terra tem dignidade e o património local não se negoceia.
Cientes de que progresso do nosso concelho se
faz com respeito pela população, Antes de tomarmos uma posição oficial, ouvimos
o Povo e todos os intervenientes num diálogo consistente e transparente. A
rejeição da parte do Município nasce desta auscultação real e democrática. As
recentes alterações ao projeto “Sophia” resultam diretamente da forte vontade
das populações que estão contra este investimento. Foi a indignação pública, a
barreira desta Câmara e as recomendações da Agência Portuguesa do Ambiente que
levou os promotores a modificações de última hora, reflexo de quem percebeu que
encontrou uma comunidade unida e intransigente.
Vem este enquadramento a propósito da
realização de uma sessão pública de esclarecimento que a empresa Lightsource bp
vai realizar, hoje, no Centro Cultural Raiano. A Câmara Municipal de
Idanha-a-Nova clarifica que esta sessão não obteve qualquer apoio do Município,
com exceção da cedência do espaço, e a premissa que impusemos, no sentido da
livre - e sem qualquer restrição - participação e presença de toda a comunidade
de Idanha-a-Nova que esteja interessada em participar.
Não obstante a conhecida posição pública da
Câmara de Idanha-a-Nova, que aqui reiteramos, os Serviços Municipais marcarão
presença na sessão de hoje, a fim de se inteirarem acerca da reformulação do
projeto por parte do promotor do projeto “Sophia”.
Mais se informa que o teor deste comunicado
será formalmente endereçado à empresa promotora do projeto.
Relembramos ainda que esta Câmara Municipal
defende uma transição energética justa, assente no equilíbrio e no respeito
pelas comunidades, reafirmando que Idanha-a-Nova não está à venda para
megaprojetos massivos. Propomos alternativas viáveis, como o aproveitamento de
áreas já artificializadas e degradadas. Incentivamos o autoconsumo e a criação
de comunidades energéticas de pequena escala, onde os benefícios ficam nas mãos
dos residentes e não de multinacionais.
Quanto ao anunciado abandono do “Projeto Beira”
não se trata de uma benesse ou um favor, mas sim a prova inequívoca de que o
projeto original era desmedido e insustentável. A desistência de uma parte não
torna o resto do projeto Sophia aceitável. Pelo contrário, mostra que a escala
destas instalações atropela a realidade local.
Idanha-a-Nova é o quarto maior concelho do país
em extensão, tem dignidade, tem história e tem uma alma coletiva que não se
negoceia nem se fragmenta em faturas de eletricidade “partilhadas”.
Recuar agora seria falhar com quem confia em
nós, com a herança dos nossos pais e com o futuro dos nossos filhos. Por isso,
manter-nos-emos firmes na defesa do território e da nossa identidade intocável.
Idanha-a-Nova tem voz. Idanha-a-Nova tem orgulho. Erguemos a nossa voz coletiva
com a força inabalável da nossa união.
IDANHA-A-NOVA NÃO ESTÁ À VENDA!
Pela nossa terra, pelas nossas raízes e pelo
nosso futuro!
O Município de Idanha-a-Nova
Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova






