quinta-feira, 10 de setembro de 2026

“Peritos vinculam a queda no relatório PISA dos alunos portugueses ao abuso de ecrãs”


Por: Inês Fernandes

• A hiperconectividade, o acesso cada vez mais precoce ao telemóvel e a dificuldade em manter a atenção afectam o rendimento escolar

• 75% dos adolescentes portugueses têm um smartphone antes dos 13 anos de idade

Portugal recua 20 anos no relatório PISA. Os estudantes portugueses obtiveram os piores resultados desde 2000 em leitura e desde 2003 em matemática, ou seja, recuaram mais de 20 anos no rendimento escolar. Os alunos obtiveram 460 a matemática, 462 a leitura e 482 pontos em ciências, o único valor mais em linha com a média da OCDE.

O descalabro levou os peritos a analisarem as razões da deterioração educativa dos jovens, onde destacam a invasão massiva dos ecrãs na vida diária das crianças e adolescentes como um dos principais fatores que explicam estes resultados. Que papel desempenham os ecrãs? Os peritos esclarecem: podem provocar a perda de capacidade para manter a concentração, a diminuição da leitura por prazer e o tempo que os adolescentes dedicam aos dispositivos digitais.

O último relatório sobre a infância e tecnologia da SaveFamily assinala que 81% dos menores passam mais de uma hora por dia em frente aos ecrãs durante a semana, percentagem que supera os 90% durante os fins de semana. Além do mais, 75% dos adolescentes portugueses já dispõe de um smartphone antes mesmo dos 13 anos de idade.

“O problema não é apenas quanto tempo passam os menores conectados, mas também como estão desenhadas as plataformas para os reter. Estamos frente a sistemas que fomentam o uso continuado e dificulta a desconexão, o que tem a sua repercussão direta no rendimento escolar dos jovens”, assinala Jorge Álvarez, CEO da SaveFamily.

Um dos sintomas mais preocupantes está, precisamente, na leitura. A OCDE detesta mais dificuldades quando os estudantes enfrentam textos mais extensos. A OCDE situa o ponto crítico nas 400 palavras, quando começam a observar-se problemas para manter a atenção e processar a informação. O organismo relaciona este fenómeno com a leitura cada vez mais rápida num contexto marcado pelo consumo imediato característico das redes sociais. Além do mais, referem que onde o uso de ecrãs é menor, os resultados educativos tendem a ser melhores.

A esta perda de atenção junta-se a dificuldade dos próprios adolescentes para regular a sua relação com os dispositivos. De acordo com o relatório da SaveFamily, quase metade, 48%, reconhecem ter perdido o controlo do tempo que passam em frente a um ecrã e que um de cada quatro utiliza o telemóvel como forma de escape para esquecer os problemas. 17% assegura ter tentado reduzir a utilização sem o ter conseguido e 11% admite que o telefone afeta negativamente o seu rendimento escolar.

“Estamos a observar como a tecnologia entra na vida dos menores sem uma progressão adaptada ao seu desenvolvimento. Isto gera um excesso de exposição que pode ter efeitos devastadores no seu bem estar emocional, nas suas capacidades de concentração, nas suas relações sociais e, por isso, também no seu nível académico”, assinala Álvarez.

O problema também não se limita ao rendimento académico. Os adolescentes que passam mais de três horas diárias em plataformas digitais duplicam o risco de sofrer de problemas psicológicos, de acordo com os dados recolhidos pela SaveFamily. O relatório alerta, ainda, para a ansiedade associada à desconexão, necessidade constante de interação digital e, até, respostas agressivas quando se tenta retirar o telefone.

A isto junta-se uma nova capa: os algoritmos e a Inteligência Artificial permitem personalizar, continuamente, aquilo que cada utilizador vê. No caso dos menores, a combinação do acesso precoce e dos sistemas algorítmicos pode provocar que os jovens abusem excessivamente dos ecrãs sem serem sequer conscientes disso.

“As tecnologias atuais não apenas oferecem conteúdo, mas também adaptam-no constantemente ao utilizador, o que aumenta a sua capacidade de influência. Por isso, os peritos recomendamos que os menores tenham uma imersão digital escalada para reforçar a literacia digital e avançar para uma incorporação progressiva e supervisionada da tecnologia durante a infância”, explica o perito da SaveFamily.

O retrocesso educativo implícito no relatório PISA aponta também que a disciplinas nas aulas tem piorado, assim como os fatores sociais, escolares e familiares. Mas são os ecrãs e a expansão do smartphone o que gera mais preocupação entre os peritos que procuram uma fórmula para evitar que a hiperconectividade condicione a capacidade de ler, concentrar e aprender.

 

Acerca de SaveFamily

 

A SaveFamily é uma empresa espanhola líder no desenvolvimento de smartwatches com GPS para crianças e idosos. Desde 2017 trabalha para aproximar a tecnologia às famílias com dispositivos pensados para melhorar a comunicação, a segurança e a autonomia dos utilizadores.

A empresa está presente em mais de 43 países e serve a mais de um milhão de famílias através de uma ampla gama de dispositivos tecnológicos orientados para a segurança e o bem-estar.

Fonte: Newsline Agência de Comunicação

“Segura acolhe exposição itinerante sobre o futuro e o desenvolvimento do Centro Interior”


Por: Tiago Carvalho

A Associação Desportiva Recreativa e Cultural Segurense recebeu, dia 7 de setembro, a inauguração da exposição itinerante “Landscape Together - Fazer comunidades territoriais no Centro Interior”. O projeto foi desenvolvido pela Universidade de Coimbra, no âmbito da rede europeia Landscape Together e em articulação com o programa Experimenta Paisagem.

A mostra reúne propostas de arquitetura e estratégias territoriais elaboradas por estudantes dos Ateliers de Projeto ID e IID do Mestrado Integrado em Arquitetura da Universidade de Coimbra, refletindo o trabalho desenvolvido ao longo dos anos letivos de 2023/2024 e 2024/2025 para diferentes localidades da Rede Urbana Experimenta Paisagem.

No caso concreto de Segura, os trabalhos apresentados organizam-se em torno da estratégia “Segura, a Aldeia que Acolhe”, desenvolvida pelas estudantes Letícia da Fonseca, Madalena Encarnação e Maria Amaral. A proposta parte do reconhecimento da posição fronteiriça da aldeia, da sua relação com a Via da Estrela e da riqueza da paisagem envolvente para afirmar Segura como um lugar de acolhimento, capaz de transformar a passagem em permanência e a visita em experiência.


O plano estrutura-se em três projetos que traduzem a estratégia em diferentes escalas: um Albergue da Via da Estrela, destinado ao acolhimento de peregrinos e caminhantes; um Centro de Bem-Estar, que valoriza a tranquilidade da paisagem e promove novas formas de permanência; e um Núcleo de Produção Artesanal e de Sabores, dedicado à valorização dos recursos locais, da produção artesanal e da economia de proximidade. Em conjunto, estas propostas procuram apoiar a identidade da aldeia e criar novas oportunidades de desenvolvimento a partir dos seus próprios recursos.

A exposição propõe uma reflexão sobre a forma como as comunidades locais podem desempenhar um papel ativo na valorização dos seus territórios.

O Vice-Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Vítor Mascarenhas, esteve presente no evento em representação do Município. Durante a sua intervenção, o autarca sublinhou o alinhamento do projeto com as metas do concelho. “Este projeto espelha a visão estratégica deste Executivo Municipal, que escolhe olhar para o interior como um território de oportunidades”. “Assumimos Segura como um dos motores para a atratividade do concelho, dotado de um potencial turístico e cultural extraordinário”, disse Vítor Mascarenhas para quem “este trabalho conjunto demonstra que o investimento no nosso património e na valorização da paisagem” é uma das respostas políticas “para atrair novos públicos, gerar riqueza e afirmar Idanha-a-Nova como um destino de excelência à escala internacional”.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova

“Concertos de rua gratuitos assinalam o 47.º aniversário do Município da Amadora”


Amadora em Festa 2026 traz Rui Veloso, Sara Correia, Bia Caboz, Matias Damásio e Quinta do Bill ao Palco Cidade

 

No âmbito das comemorações do 47.º aniversário do Município da Amadora, o Amadora em Festa 2026 promove a partir de amanhã, 11 de setembro - feriado municipal e até 13 de setembro, concertos de rua gratuitos no Palco Cidade (Parque Central), com um programa que reúne diferentes gerações e géneros musicais.

A programação arranca amanhã (11 de setembro, feriado municipal), com dois concertos. Às 21h30, sobe ao palco Sara Correia, uma das vozes de referência da nova geração do fado, para um espetáculo marcado pela intensidade e pela emoção.

Pelas 23h15, é a vez de Rui Veloso, um dos nomes maiores da música portuguesa, apresentar um concerto que promete reunir várias gerações em torno de canções que fazem parte da memória coletiva.

No dia 12 de setembro (sábado), a noite começa às 21h30, com Bia Caboz, artista que cruza diferentes sonoridades e experiências num universo musical marcado pelas suas vivências.

Pelas 23h15, o Palco Cidade recebe Matias Damásio, que transforma sentimentos e experiências do quotidiano em canções de alcance universal, num espetáculo dirigido a um público transversal.

Os concertos de rua finalizam no domingo, 13 de setembro, onde, a partir das 18h00, a Quinta do Bill se apresenta na Amadora acompanhada pelos músicos da SFCIA – Sociedade Filarmónica Comércio e Indústria da Amadora, para um espetáculo que cruza a energia do folk e do rock.

Ao longo de três dias, o Amadora em Festa 2026 transforma o Parque Central num espaço de encontro, celebração e fruição cultural, proporcionando ao público o acesso gratuito a uma programação musical diversificada e dirigida a diferentes gerações.

 

Programa

 

11 de setembro | sexta-feira – Feriado Municipal

21h30 – Sara Correia

23h15 – Rui Veloso

12 de setembro | sábado

21h30 – Bia Caboz

23h15 – Matias Damásio

13 de setembro | domingo

18h00 – Quinta do Bill com participação da SFCIA

Local: Parque Central – Estátua José Afonso | Palco Cidade

Entrada: Gratuita

Desfrute da cidade. Celebre a Amadora!

Mais informações: amadoraemfesta.pt

Enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Fonte: Câmara Municipal Amadora