segunda-feira, 28 de abril de 2025

“Ajidanha apresenta “Obrigado senhor Zé” a 2 de maio”


Por: Tiago Carvalho

No próximo dia 2 de maio, a Ajidanha apresentará, pelas 22h30, no Teatro Estúdio São Veiga, em Idanha-a-Nova, o espetáculo "Obrigado senhor Zé".

Esta apresentação destina-se em especial aos sócios e público em geral que ainda não pôde assistir a este espetáculo, mas também à diáspora idanhense e aos elementos do N.E.'92 - Núcleo de Estudantes da Escola Superior do ano de 1992, que se encontra todos para anos na vila de Idanha-a-Nova, no fim de semana da Romaria da Senhora do Almurtão.

O espetáculo terá preço livre.

As reservas poderão ser feitas para: ajidanha@gmail.com ou 938983960.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova

domingo, 27 de abril de 2025

“Cancro oral, um inimigo silencioso e oculto. Conhece os sintomas?”


Por: J.M.A

Foto: Freepik/Racool_studio

A 4 de fevereiro assinala-se, mundialmente, o Dia do Cancro. É importante reforçar a necessidade de se olhar para um carcinoma silencioso e oculto a que nem sempre damos a devida atenção: o cancro oral.

O cancro oral representa hoje 2,8% de todos os cancros diagnosticados a nível global, registando-se já, aproximadamente 300 mil casos por ano, com um aumento expressivo de 25% na última década. Em Portugal, estima-se que surjam cerca de 1600 novos casos anualmente, sendo um dos cinco tumores mais frequentes no sexo masculino. Este cenário é agravado pelo facto de quase um terço da população não visitar o médico dentista regularmente, dificultando o diagnóstico precoce e, consequentemente, as probabilidades de cura.

A doença pode afetar diversas áreas da boca, como lábios, céu da boca, língua e espaço sublingual, gengivas e bochechas. Relativamente aos sintomas, os iniciais podem ser subtis e indolores, tais como manchas brancas ou avermelhadas (leucoplasia e eritroplasia), úlceras persistentes (aftas que não cicatrizam em duas a três semanas), nódulos ou massas endurecidas. Com a progressão da doença surgem sinais mais preocupantes e dolorosos, como mobilidade dentária, perda de sensibilidade, dificuldade em engolir (disfagia), dor de ouvidos e aumento dos gânglios linfáticos.

Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, segundo o PIPCO – Projeto de Intervenção Precoce do Cancro Oral, a taxa de sobrevivência ao fim de cinco anos é de apenas 40%, o que espelha, uma vez mais, a urgência de se abordar este carcinoma.

 

Neste contexto, a Clínica Médis destaca algumas informações essenciais:

 

Fatores de risco: o tabagismo é o principal. Além deste, o consumo de álcool e uma exposição solar excessiva dos lábios podem levar ao surgimento de cancro oral.

 

Prevenção: as consultas regulares com o médico dentista permitem a identificação precoce de lesões suspeitas, aumentando significativamente as probabilidades de cura. É importante que o doente agende uma visita no caso de notar alguma alteração nas mucosas orais, que persista por mais de 15 dias, pois este pode ser um sinal de alerta.

 

Diagnóstico: observação clínica, seguido, caso necessário, de biópsia para exame histológico.

Tratamento: é planeado por uma equipa multidisciplinar e geralmente inclui cirurgia para remoção da lesão.

 

Recomendações:

 

Opte por uma dieta rica em frutas, vegetais e antioxidantes que promovam um sistema imunitário forte;

Visite o médico dentista pelo menos duas vezes por ano. O dentista desempenha um papel vital na prevenção, diagnóstico e encaminhamento para tratamento, sendo um aliado fundamental na luta contra esta tipologia de cancro.

Proteja os lábios da exposição solar.

Evite o consumo de álcool e o tabagismo.

O cancro oral é um carcinoma silencioso e oculto e os dados revelam a necessidade de continuar a sensibilizar a população para a importância do cuidado com a sua saúde oral. A adoção de hábitos saudáveis e a atenção aos sinais de alerta são fundamentais na prevenção deste tipo de cancro.

Fonte: Sapo on-line Saúde

sábado, 26 de abril de 2025

“Rosácea”


Por: Medical News Today/Mayo Clinic/Cleveland Clinic

 

O que é?

 

É uma condição inflamatória crónica comum da pele que afeta mais frequentemente a face. Sem tratamento vai piorando ao longo do tempo. Muitas vezes é confundida com acne, eczema ou alergias.

Parece ser mais comum entre mulheres de meia-idade de pele clara. Embora as causas não sejam totalmente compreendidas e não exista cura, existem várias formas de aliviar os seus sintomas

Caracteriza-se por vermelhidão, vasos dilatados e sensação de calor na região central da face. Com a evolução da doença podem aparecer inchaço e pústulas. Por vezes, chega a atingir os olhos. Numa fase inicial, surge por pequenos períodos, mas, com o tempo, a situação tende a tornar-se permanente. Tem uma incidência maior nos adultos entre os 30 e 50 anos e é mais frequente nas mulheres de pele clara.

 

Sintomas

 

Os sintomas variam de doente para doente, mas a maioria dos casos apresenta estes sintomas e sinais:

Rubor: a vermelhidão geralmente é persistente e localiza-se na região central da face. Pode ocorrer dilatação dos vasos cutâneos que se tornam visíveis e que se designam como telangiectasias.

Rosácea inflamatória: as lesões cutâneas podem tornar-se volumosas e duras como borbulhas, pápulas e pústulas. Estas lesões são dolorosas e contém frequentemente exsudado com pus.

Espessamento da pele do nariz (rinofima): com a progressão da doença, a pele que reveste o nariz torna-se espessada e deforma o nariz que se torna bulboso. Esta condição é mais frequente no homem.

Rosácea ocular: as pálpebras podem tornar-se vermelhas edemaciadas e os olhos secos e inflamados. Habitualmente precede o aparecimento das alterações cutâneas.

 

Causas

 

Não se sabe a sua causa, mas são conhecidos fatores desencadeantes ou de agravamento da patologia: ambientes quentes, lareiras, luz solar, frio e vento, bebidas quentes, bebidas alcoólicas e especiarias, bem como fatores emocionais.

 

Diagnóstico

 

Não há teste clínico específico para a rosácea. O exame da pele e o contexto do aparecimento das lesões, localização, tipo de lesões, associado à história clínica do doente, facilitam o diagnóstico.

O diagnóstico precoce e o tratamento imediato reduzem significativamente o risco de progressão da doença.

 

Tratamento

 

Há várias terapêuticas disponíveis, mas a sua prescrição depende da gravidade da doença. De momento, não há cura. A pele da pessoa com rosácea é extremamente sensível e há que ter cuidado na seleção dos produtos de higiene e cosméticos. A aplicação regular de protetores solares é também importante.

O tratamento com luz pulsada (IPL) é a melhor solução nos casos de vermelhidão e vasos dilatados. Quando há pústulas, as terapêuticas antimicrobianas e antiparasitárias são habitualmente eficazes. Por vezes, é ainda necessário recorrer a fármacos com isotretinoína.

 

Prevenção

 

Como a sua causa não é conhecida, a condição não pode ser evitada. Os fatores desencadeantes da rosácea devem ser evitados:

Exposição ao sol/vento

Stress emocional

Clima quente/frio

Excesso de exercício

Consumo de álcool

Banhos ou bebidas quentes

Fontes: Hospital Cuf