terça-feira, 8 de outubro de 2024

“Comunidades: Equipa da RTP veio a Paris para gravar programas sobre a Comunidade portuguesa”


Por: Carlos Pereira

Uma equipa da RTP esteve em Paris, e gravou, na Sala Eça de Queirós do Consulado Geral de Portugal, alguns dos próximos episódios dos programas “Decisão Nacional”, coordenado e apresentado por Rosário Lira, e do programa “Palavra aos Diretores” coordenado por Luís Costa e cuja apresentação está a cargo de José Manuel Portugal.

Estes dois programas iniciaram precisamente em outubro de 2015, estão a caminho dos 10 anos e “correspondem a uma nova fase da vida da RTP internacional. São programas que se consolidaram ao longo dos anos, como é evidente” disse ao Luso Jornal Luís Costa, Diretor da RTP internacional.

Durante três dias a sala mais conhecida do Consulado Geral de Portugal em Paris foi transformada num estúdio de televisão e por ali passaram vários convidados dos respetivos programas.

“A ideia de estarmos aqui em Paris é, de certo modo, estarmos um pouco mais próximo das Comunidades portuguesas e ter uma noção da realidade da Comunidade portuguesa em três aspetos que queremos destacar que é o associativismo, a participação política e a aprendizagem da língua portuguesa” explica Rosário Lira. “Porque, na verdade, conseguimos ter aqui interlocutores que muitas vezes, estando no estúdio em Lisboa, não é possível ter”.

Rosário Lira quis “mostrar às Comunidades portuguesas de outros países, quais são as necessidades, o desenvolvimento, em que ponto é que estamos, relativamente à Comunidade portuguesa aqui em Paris”.

O Embaixador José Augusto Duarte, a Cônsul Geral Mónica Lisboa, a Coordenadora do ensino português Isabel Sebastião, o Presidente da associação Cívica Paulo Marques, Emília Ribeiro da CCPF, Zita Salgado da ACEP, Cipriano Rodrigues da Associação Cultural Portuguesa de Pontault-Combault, o professor universitário José Manuel da Costa Esteves e a Conselheira municipal de Saint Germain-en-Laye Rosa André, foram os convidados de Rosário Lira.

“O programa tem, no fundo dois objetivos: por um lado dar a conhecer aquilo que as Comunidades fazem, um pouco por todo mundo, e por outro lado, mostrar aspetos que em Portugal possam ter relevância para quem vive no estrangeiro e dar também a conhecer esses aspectos” diz a jornalista ao Luso Jornal. “Falámos das questões do aparelho de Estado, seja ao nível da educação, da juventude, do trabalho, da habitação, dos registos jurídicos, enfim, uma série de questões que têm a ver com a vida em Portugal, que têm impacto nas Comunidades portuguesas. Sabemos que as legislações estão sempre a mudar e, portanto, é esse Portugal que nós cremos dar em permanência às Comunidades portuguesas”.

Quanto ao programa “Palavra aos Diretores”, Luís Costa explica que “se trata, na sua matriz, de uma revista de imprensa da diáspora portuguesa, dos órgãos de comunicação social espalhados pelo mundo, sejam rádios, televisões locais ou jornais, mas também sites internet”.

José Manuel Portugal diz que quer “dar a conhecer” os órgãos de comunicação social da diáspora. “Nós sabemos que há jornais, há rádios, sites internet e há até televisões, em português ou bilíngues e até trilíngues, espalhados um pouco por todo o mundo”.

Pelo programa vão passar, nas próximas semanas, a rádio Alfa, Antena Portuguesa de Tours, Altitude de Clermont-Ferrand e Arc en Ciel de Orléans, para além do LusoJornal e das revistas Lusopresse e Ponto.pt, e ainda Raul Reis, atual Presidente da Plataforma dos órgãos de comunicação portugueses no mundo.

“Damos voz a estes órgãos de comunicação social que se publicam na diáspora e que fazem uma ligação muito importante com toda a diáspora espalhada pelo mundo” diz José Manuel Portugal interrogado pelo LusoJornal.

Luís Costa afirma que quer estar presente em países “com referências fortes das Comunidades portuguesas” e lembrou que no ano passado organizou este tipo de iniciativas nos Estados Unidos “e estamos este ano em França, e em Paris concretamente, porque de facto, a presença da Comunidade portuguesa aqui é fortíssima e é essa lógica de proximidade que procuramos ter, semanalmente, nos programas que fazemos a partir de Lisboa e do Porto. Desta vez reforçámos esse sentido de proximidade, indo in loco a esses locais emblemáticas da nossa diáspora e fazendo os programas a partir daí. Foi essa missão que viemos cumprir, alegremente, a Paris”

Luís Costa aproveitou para anunciar também uma “novidade” que é a difusão, no início do próximo ano, de uma série documental sobre a Comunidade portuguesa de França.

Fonte: Luso Jornal (França)

“Comunidades: Pinhel e Sernancelhe vão homenagear emigrantes na Festa das Vindimas de Paris”


Os municípios de Pinhel e Sernancelhe vão trazer o melhor da sua gastronomia e vinhos à Festa das Vindimas de Paris, entre 11 e 13 de outubro, quando vão também homenagear os seus emigrantes em dois eventos paralelos.

“A França, grande país da gastronomia e dos vinhos tem-se revelado muito recetivo a acolher ainda mais gastronomia e vinhos de qualidade de Portugal. Podermos marcar presença de novo, com o que de melhor se faz em Portugal é motivo de grande orgulho e emoção para mim”, disse a organizadora luso-francesa Ana Sofia de Oliveira.

De acordo com o comunicado de imprensa enviado à Lusa, após quatro anos de ausência devido à pandemia, Portugal regressa a uma das mais importantes celebrações da gastronomia e do vinho da Europa em três expositores no ‘Percurso do Gosto’ em Montmartre, contando novamente com a presença da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.

“Depois desta ausência prolongada, teríamos gostado de regressar com um espaço de Portugal ainda maior, mas a procura que este evento tem é tanta, que já nos sentimos felizes por ter conseguido esta presença”, acrescentou Ana Sofia de Oliveira, referindo o objetivo de crescer em 2025 para “voltar aos nove espaços, no mínimo”.

A ‘Fête des Vendanges’, que existe desde 1934, é organizada pelo 18º bairro da capital francesa e conta com provas, degustações, venda de produtos e realização de negócios para os mais de 500 mil visitantes.

Em 2017, Ana Sofia de Oliveira, cocriadora da marca My Genuine Portugal, desafiou os municípios participantes a “levarem o melhor da gastronomia e vinhos das suas regiões, mostrando o quão genuínos os produtos eram, com potencial enorme para o mercado francês, e mais especialmente parisiense”.

Seguiram-se três edições em “grande escala”, em que os franceses manifestaram uma “adesão entusiasmada à presença portuguesa” e em que os portugueses residentes em Paris aproveitaram o evento para “matar saudades” de Portugal, segundo o comunicado.

 

Eventos com as Comunidades

 

Durante o evento, Sernancelhe dará destaque também à castanha Martaínha, conhecida pela sua versatilidade, e à promoção do seu território, mas também realizará o 1º Convívio de Emigrantes, para homenagear os emigrantes do concelho residentes em Paris, no dia 12 de outubro, na sede da Rádio Alfa, em Créteil.

O evento, que já conta com mais de 350 inscritos, pretende “acentuar a proximidade” com os emigrantes, “evidenciar a sua importância para o desenvolvimento do concelho e reforçar a identidade sernancelhense”.

Também no dia 12 de outubro, o município de Pinhel organiza um jantar com a sua comunidade no restaurante La Closerie, em Claye Souilly. “Queremos que este seja um momento de proximidade e convívio com aqueles que, apesar de estarem fora, não esquecem a sua terra natal, como se verifica ano após ano, nomeadamente durante o mês de agosto, quando regressam a Pinhel, e dão uma nova vida às aldeias do concelho”, salientou o município.

Para Ana Sofia de Oliveira, “Portugal continua a estar na moda em França”, representando 3,1% das viagens dos franceses para fora do seu país, com o principal destino a ser a Grande Lisboa.

Em 2023, entraram em Portugal 3,2 milhões de turistas franceses, o que revela um crescimento de 150% em 10 anos, com a França a posicionar-se em 4º lugar no mercado turístico da procura externa que tem como destino Portugal.

Fonte: Luso Jornal (França)

“Conferências: Alenquer presente em Conferência Europeia com adesão ao Geoparque Oeste prevista para 2025”


O centro cultural Hljómahöll acolheu a 17ª edição da Conferência Europeia de Geoparques entre 2 e 4 de outubro, com Alenquer presente. O Município fez-se representar pelo Presidente Pedro Folgado (também como figura cimeira da Comunidade Intermunicipal do Oeste) e pelo vereador Paulo Franco em Reiquianesbaer, na Islândia, num momento em que este território prepara a entrada definitiva no Geoparque Oeste, prevista para 2025.

O fórum alargado que contou 400 congressistas, em representação de 100 geoparques de 28 países, debateu as iniciativas tidas na Europa e que poderão ter repercussão, por exemplo, em Portugal. O turismo, a diversidade nos geoparques, o espírito de comunidade, entre outros foram temas aflorados a que se acrescentaram workshops e visitas técnicas que enriqueceram as capacidades e conhecimentos dos participantes, na sua grande parte responsáveis por geoparques por toda a Europa. Um geoparque ou parque geológico é não mais que uma área circunscrita que agrega um relevante interesse paleontológico e geomorfológico e com um potencial científico a destacar.

Na Islândia, a comitiva alenquerense visitou também o Geoparque Mundial da UNESCO de Katla, o primeiro geoparque islandês a abrir ao público e conhecido pelas cascatas e pelo perigoso vulcão com o mesmo nome.

"O Município de Alenquer esteve presente nesta conferência onde o Geoparque do Oeste recebeu o certificado como novo membro dos Geoparques Mundiais da UNESCO. É mais um passo para reforçar o papel do Município de Alenquer na valorização do seu território na rede de Geoparques da UNESCO", explicou Paulo Franco, vereador do Município de Alenquer, que integra a Associação Geoparque Oeste.


Para Miguel Reis Silva, coordenador executivo do Geoparque Oeste, "a participação nesta conferência permitiu divulgar as boas práticas de um território que pretende ser uma referência na Rede Europeia e Mundial de Geoparques". "Foi também um marco importante para esta estratégia de desenvolvimento regional que acabou por ver formalmente reconhecida a sua entrada na Rede Global de Geoparques Mundiais (GGN) da UNESCO", explicou, depois de ver o Geoparque Oeste receber um diploma.

Já o presidente da Associação Geoparque Oeste, João Serra, disse acreditar que "a participação nesta conferência será lembrada para sempre". "A partir daqui, passaremos a ser efetivamente um território membro efetivo da Rede Global de Geoparques Mundiais, da UNESCO. Esta chancela é a prova de que os territórios que integram o Geoparque Oeste são efetivamente especiais e têm algo de diferente e de único que tem e deve ser preservado por todos, mas também divulgado e promovido. Por outro lado, este reconhecimento acarreta uma responsabilidade acrescida a todos os atores autárquicos que terão de demonstrar todos os dias porque temos esta chancela UNESCO", frisou o responsável em território islandês.

Em 2025, o Município de Alenquer submeterá oficialmente a candidatura ao Geoparque Oeste do qual já fazem parte Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Peniche e Torres Vedras. Criado em 2017, este passou a ser reconhecido como Geoparque Mundial da UNESCO em março último, integrando um lote que congrega 200 territórios por todo o planeta que têm este reconhecimento. O Geoparque Oeste conta uma área total de 1.154 quilómetros quadrados, 72 quilómetros de costa no Oceano Atlântico e mais de 30 espaços museológicos e centros de interpretação.

Fonte: Câmara Municipal Alenquer