sexta-feira, 13 de setembro de 2024

“Livros: Jornalista Ana Cristina Pereira vence 27.ª edição do Prémio Literário Orlando Gonçalves”


De 13 a 15 de setembro realiza-se a 9.ª edição da Festa do Livro, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, com várias atividades para todas as gerações como debates, workshops, bem como uma feira do livro, no âmbito das comemorações do 45.º aniversário do município da Amadora.

Integrada na programação da Festa do Livro, terá lugar no próximo dia 14 de setembro (sábado), pelas 11h30, a entrega do Prémio Literário Orlando Gonçalves, à jornalista Ana Cristina Pereira, vencedora da 27.ª edição deste Prémio, na modalidade de Jornalismo, com a reportagem “Ao fim de 40 anos, Vicente não queria sair da prisão “.

 

Sobre | obra premiada

O júri desta edição, constituído por Sofia Palma Rodrigues, em representação da Câmara Municipal da Amadora, Luís Filipe Simões, representante do Sindicato dos Jornalistas e Tiago Torres da Silva pela Sociedade Portuguesa de Autores, considerou que “a seriedade do trabalho apresentado, o facto de este resultar de uma investigação que se estendeu por um longo de período de tempo, a urgência e especificidade do assunto tratado, a relevância do tema e a qualidade da narrativa foram pontos fundamentais para a tomada de decisão.”

Além disso, “os jurados não querem deixar de dar os parabéns aos outros autores a concurso sublinhando que, num momento tão hostil ao jornalismo de investigação como aquele em que vivemos, ter lido um lote de artigos tão sérios e tão bem elaborados enche-nos de esperança no futuro da tão maltratada profissão de jornalista.”

 

Sobre | Ana Cristina Pereira

“Licenciada em Comunicação pela Universidade do Minho, sou repórter do Público desde 1999. Nessa qualidade, dedico-me a temas de direitos humanos e exclusão social, como pobreza, (des) igualdade de género, (des) protecção de crianças e jovens, envelhecimento, violência doméstica, reclusão, dependência, assuntos relacionados com população LGBT+, população cigana, população com deficiência, população migrante. Pratico um jornalismo empenhado na escuta dos grupos sociais mais vulneráveis. Isso levou-me a escrever o ensaio Todas as Vozes/All the Voices (2014), que co-assino com Mike Jempson. E a orientar oficinas sobre media e direitos humanos/ media e diversidade. Várias reportagens minhas foram premiadas. Algumas extravasaram o espaço do jornal e estão publicadas em livros. Sou autora dos livros Meninos de Ninguém (2009), Viagens Brancas (2011), Movimento Perpétuo (2016), Mulheres da minha ilha, mulheres do meu país (2022). Do meu trabalho de voluntariado resultaram os livros Desafios – Direitos das Mulheres na Guiné-Bissau (2012), que co-assino com Nelson Constantino Lopes, e Mulheres de São Tomé e Príncipe (2018), que co-assino com Dário Pequeno Paraíso. Dos projectos colectivos dessa natureza destaco o livro híbrido As Vozes do Silêncio – um grupo de sem-abrigo em busca de cidadania (2017). Estou a explorar outras formas de escutar grupos sociais silenciados. Escrevi duas peças de teatro-documental. A primeira, Onde o Frio se Demora, foi co-produzida pela Narrativensaio e pela Casa das Artes de Famalicão (2016) e a segunda, Agora é diferente, pela Feiticeiro do Norte (2019). Lancei no Público o podcast Dentro. Entre grades o mundo também muda (primeira temporada 2021/2022). Estou agora a aventurar-me no documentário. Estou a trabalhar num documentário animado sobre reclusão, com produção da Animais Avpl.”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                             Ana Cristina Pereira

Breve nota | Prémio Literário Orlando Gonçalves

O Prémio Literário Orlando Gonçalves foi instituído pela Câmara Municipal da Amadora em 1998, com o objetivo de, por um lado, homenagear a memória do escritor e jornalista Orlando Gonçalves e, por outro, incentivar a produção literária, contribuindo para a defesa e enriquecimento da língua portuguesa.

Este prémio destina-se a galardoar, anualmente e de forma alternada, uma obra de ficção narrativa e um trabalho jornalístico de investigação ou grande reportagem.

Orlando Bernardino Gonçalves, um dos precursores do movimento neorrealista português, foi escritor e jornalista de imprensa escrita e de rádio, tendo sido inclusive Diretor do jornal Notícias da Amadora durante mais de trinta anos, atividade que sempre desenvolveu a par das suas intervenções cívicas e políticas na defesa dos direitos e deveres de uma cidadania plena, consciente e esclarecida, sustentada pelo enriquecimento intelectual.

Orlando Gonçalves foi agraciado com a Medalha de Ouro da Cidade da Amadora em 1989, em 1993 o seu romance Enredos da Memória foi galardoado com o Prémio Literário Cidade da Amadora e em 1997 foi mais uma vez homenageado pela Câmara Municipal da Amadora, por ocasião das comemorações do 25 de Abril.

A Câmara Municipal da Amadora atribuirá à vencedora o prémio no valor de cinco mil euros.

Venha festejar a Cidade, o Livro e a Leitura!

Consulte aqui o programa da Festa do Livro: https://www.cm-amadora.pt/images/NOTICIAS/AMADORA_EM_FESTA_2018/2024/FESTA_LIVRO/festa_livro_programa2024.pdf

Mais informações sobre o Amadora em Festa 2024 em https://amadoraemfesta.pt/2024/

Fonte: Câmara Municipal Amadora

quinta-feira, 12 de setembro de 2024

“Caramulo Motorfestival uma viagem no tempo pela montanha mágica”



XX Edição contou com mais de 1400 veículos e 40 mil pessoas

 

O Caramulo Motorfestival justificou novamente o epíteto de maior festival motorizado em Portugal, atraindo mais de 40 mil pessoas à Serra do Caramulo para vibrar com a beleza dos clássicos e a adrenalina do desporto automóvel na Rampa Histórica Michelin, que este ano bateu mais uma vez o recorde de participações, com mais de 160 automóveis ao longo dos três dias do evento, e mais de mil subidas pela rampa acima.

Tal como é apanágio, o Caramulo Motorfestival trouxe até aos seus palcos um ilustre elenco de pilotos convidados, com destaque para a presença de Filipe Albuquerque e de Carlos Tavares, além de outros grandes nomes como Fernando Barrichello, Nuno Caetano, Tiago Monteiro, Rui Madeira, Nuno Rodrigues da Silva, Hugo Lopes, Fernando Peres, Pedro Salvador, Hamid Mossadegh, Hipólito Pires, Pedro Villas-Boas, Joaquim Rino, Mário Silva e Francisco Sande e Castro, entre muitos outros.


A XIX edição revestiu-se de momentos emocionantes e inesquecíveis, como a presença do Pagani Huayra Codalunga no Sábado, a passagem dos supersónicos F-16 na tarde de Domingo e, ainda, o alinhamento de quatro Bugatti Type 35 (a original Type 35B e os dois Baby do Museu do Caramulo, e o Pur Sang Bugatti 35 do piloto Pedro Filipe) em plena grelha de partida da Rampa Histórica Michelin, na celebração dos cem anos do modelo com mais vitórias de sempre em provas mundiais, um recorde que preserva até à actualidade. Para a posteridade ficam também as imagens vibrantes do Van Diemen RF81 – o mesmo com que Ayrton Senna fez a sua estreia oficial em monolugares em Inglaterra, em 1981 –, pilotado por Filipe Albuquerque e Carlos Tavares ao longo de várias subidas na Rampa Histórica Michelin, numa celebração emocionante da memória histórica do piloto brasileiro, que partiu há 30 anos.

Os grandes vencedores desta edição do Motorfestival foram Nuno Caetano na categoria Speedmasters (velocidade), no OSELLA PA21/S de 2014 (com o tempo 1:18.469), e a dupla Pedro Diogo - Margarida Diogo na categoria Chronomasters (regularidade), ao volante do Saab 9000 Turbo de 1985, mostrando que os desafios do traçado serpenteante de 2,8 quilómetros desenhado na Serra do Caramulo se superam a cada edição.


Como já é tradição, o evento contou com inúmeros passeios, encontros e concentrações de automóveis e motos, além da Feira de Automobilia by Speedflag, da Bikersville by Cartrack, do bp Air Show, da Pista TT by Jeep, do Retro Park, do Jeep Attack! e da Volta ao Museu em Bicicleta Antiga, destacando-se ainda as subidas de motos antigas e de competição e o já imperdível Show de Trial com os pilotos Filipe Paiva, José Sequeira e João Silva, num programa desenhado para toda a família.


O Caramulo Motorfestival assume-se cada vez mais como um palco para as novas tendências da mobilidade, e uma plataforma de lançamento para novos modelos por parte das marcas, tendo sido apresentados durante o festival os novos MG Cyberster, Fiat Topolino, KIA EV3 e Alfa Romeo Junior Veloce.

O programa contou ainda com as visitas ao Museu do Caramulo, incluindo a exposição "Uma Paixão sobre Rodas - Colecção André Villas-Boas", e ao Caramulo Experience Center, o espaço de eleição dedicado à paixão motorizada.


Outra das inovações desta edição do maior festival motorizado em Portugal foi a atribuição do Selo Verde da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting, num reforço contínuo do compromisso da organização do evento para deixar o maior impacto possível nos seus visitantes, com o menor impacto possível no planeta.

De acordo com a organização “Esta foi a melhor e maior edição de sempre, e onde batemos todos os recordes, desde a presença de mais de 1400 veículos históricos e desportivos no evento, ao número de visitantes que ficou bem acima dos 40 mil”. E acrescenta “Estamos já a trabalhar para 2025, com o objectivo de tornar a XX edição do Caramulo Motorfestival a maior e mais especial de sempre”.


O Caramulo Motorfestival é organizado pelo Museu do Caramulo, em parceria com o Automóvel Club de Portugal, e conta com o apoio da Aston Martin, Maserati, Porsche, Castrol, Alfa Romeo, Kia, Michelin, Strong Charon, Fidelidade, Câmara Municipal de Tondela, Turismo do Centro, Antena 1, RTP, Speedflag, Jornal dos Clássicos e banco BPI | Fundação la Caixa.

Fique a saber tudo sobre o Caramulo Motorfestival através do nosso site em www.caramulo-motorfestival.com e das redes sociais, no Facebook, no TikTok e no Instagram.

Fonte: Museu do Caramulo



quarta-feira, 11 de setembro de 2024

“Cultura: DIREÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA/DESCOLA 2024/2025 quer dar voz aos Jovens através do programa de atividades criativas para alunos e professores


Por: Cristina Matos Silva

O DESCOLA é um programa da Câmara Municipal de Lisboa – Direção Municipal de Cultura, contando com o envolvimento da Lisboa Cultura e da Direção Municipal do Ambiente, Estrutura Verde, Clima e Energia. Ao longo da sua atividade, tem trabalhado com um conjunto alargado de entidades, com o objetivo de estimular novas aprendizagens e experiências significativas com a comunidade escolar (professores e alunos), alertando ainda para a importância dos mediadores nos processos criativos que conduzem a novas formas de pensar e de agir dentro e fora da escola.  

Para a temporada de 2024/2025, estão previstas novas atividades, do pré-escolar ao secundário, pretendendo-se aprofundar uma série de questões relacionadas com a interculturalidade, a educação para a cidadania e a democratização cultural. As atividades disponibilizadas e as propostas de formação para os professores estão alinhadas com metodologias de aprendizagem não-formal, promotoras da participação, da criatividade, da reflexão, do espírito crítico, da colaboração e da vontade de arriscar. Uma programação desenvolvida para o ano letivo 2024/2025, com e para a comunidade escolar.

Na sequência do processo de auscultação de jovens “Mandar a quem manda” promovido pela Direção Municipal de Cultura, em parceria com o Plano Nacional das Artes (PNA), e que convocou, durante os meses de maio e junho, na Biblioteca Palácio Galveias e nos espaços Quinta Alegre e Avenidas que integram a rede municipal Um Teatro em Cada Bairro, a participação de um grupo alargado de jovens para a reflexão sobre a programação cultural da cidade, e cujas mensagens serão apresentadas já em outubro, no 1º Encontro de Jovens sobre Cidadania e Democracia Cultural.

Paralelamente, será ainda lançado um ciclo de conversas Ponto de Partida, de temáticas diversas e com diferentes convidados, com o objetivo de ampliar e multiplicar a reflexão e o debate sobre culturas, artes e cidadania.

Atualmente, trata-se de uma rede com mais de 40 equipamentos públicos, onde se incluem museus, teatros, arquivos e bibliotecas, e que se organizam em torno de algumas linhas comuns ao nível das metodologias de ação educativa.

Desde 2018, já foram realizadas 311 atividades, do pré-escolar ao 12º ano, disponibilizadas de acordo com as premissas do projeto, contando com o envolvimento de 1412 escolas e 65.350 alunos. Foram disponibilizados 35 recursos educativos digitais que funcionam como recursos complementares a matérias inscritas no currículo escolar, para serem utilizados dentro e fora da escola, e criados 13 projetos de continuidade, pelo período de 3 meses a 1 ano letivo, em parceria com uma escola ou equipamento cultural. Na área formativa, são de destacar: as 8 ações de formação para mediadores, baseadas em práticas criativas, as 12 ações de formação para professores, praticamente todas certificadas permitindo a progressão na carreira e a organização de 6 encontros de professores (entre 2021 e 2023).

Por último, o lançamento do sítio DESCOLA organizado na ótica do professor é uma ferramenta essencial de consulta e acesso aos conteúdos deste programa. 

Mais informação em: https://descola.com.pt/

Fonte: Câmara Municipal de Lisboa | Direção Municipal de Cultura