segunda-feira, 9 de setembro de 2024

“Cultura: 9.ª edição da Festa do Livro”


Dias 13 a 15 setembro

 

De 13 a 15 de setembro realiza-se a 9.ª edição da Festa do Livro, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, com várias atividades para todas as gerações como debates, workshops, bem como uma feira do livro.

Entre as atividades destaca-se a já habitual Feira do Livro que irá estar em permanência no Auditório Rogério Rodrigues, onde poderão adquirir obras de todos os convidados que farão parte da Festa.

O primeiro dia, que inicia a 13 de setembro, foca-se na celebração dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, iniciando-se com uma Conversa com Ana Markl, autora de uma obra infantojuvenil sobre a memória da Revolução dos Cravos. A tarde segue ainda com uma Mesa de Debate sobre a Criatividade e Humor em Tempos de Censura, que contará com a presença de Rui Cardoso Martins e Rita Taborda Duarte, com moderação de Sara Figueiredo Costa, seguido de um apontamento musical a cargo de Miguel Berkeimer.

Dia 14 tem atividades ao longo de todo o dia. A Cerimónia de Entrega do Prémio Literário anual do Município (Prémio Literário Orlando Gonçalves) arranca o segundo dia de Festa às 11h30. Segue-se o Ateliê de Escrita Fantástica dinamizado pela autora M. G. Ferrey que acontece às 14h00 e antecede as duas mesas de debate que se irão realizar ao longo da tarde: Mesa de Debate sobre Literatura Jovem Adulto com Daniela Rebocho e Diogo Simões; e Literatura e Redes Sociais com Bruno Leão e Filipa Fonseca Silva. Este dia dedicado ao público mais jovem culmina com a segunda edição da Amadora YA Book Party, às 19h00, um momento de convívio para os jovens amantes da literatura, especialmente dos livros young adult, com atividades focadas na temática dos livros e universos associados, um espaço com música, comida e muita animação.

Para o último dia de Festa reservámos o habitual Ateliê de Banda Desenhada, dinamizado pela autora Joana Rosa. Da parte da tarde acontecerão novamente duas mesas de debate: Banda Desenhada com dois nomes de força na Banda Desenhada no feminino, nomeadamente Filipa Beleza e Joana Afonso; mesa de Literatura Lusófona Atual com os escritores brasileiros Rafael Gallo e Tatiana Salem Levy; e um episódio especial do podcast de Mariana Alvim, «Vale a Pena», gravado ao vivo e que terá como convidado Vítor Martins.

É ainda de destacar o «Jantar Mistério» às 20h00 no domingo dia 15, que este ano adotará um formato mais interativo, em que os participantes encarnarão personagens do livro de Mafalda Santos, dando-lhes vida ao contracenar com os restantes. Um jogo que será desempenhado pela própria autora, que nessa noite será também ela uma personagem.

Esta iniciativa integra o programa das comemorações do 45º Aniversário do Município da Amadora.

Mais informações sobre o Amadora em Festa 2024 em https://amadoraemfesta.pt/2024/

Venha festejar a Cidade, o Livro e a Leitura!

Consulte aqui o programa da Festa do Livro: https://www.cm-amadora.pt/images/NOTICIAS/AMADORA_EM_FESTA_2018/2024/FESTA_LIVRO/festa_livro_programa2024.pdf

Enquadrado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Fonte: Câmara Municipal Amadora

domingo, 8 de setembro de 2024

“Além-fronteiras: Livro oferecido por Napoleão III a D. Pedro V integra espólio da Biblioteca do Palácio de Mafra”


O Palácio Nacional de Mafra passa a ter nas suas coleções um importante livro oferecido pelo imperador Napoleão III ao rei D. Pedro V (1837-1861). Trata-se da obra “L’imitation de Jésus-Christ: texte latin / suivi de la traduction de P. Corneille”, da autoria de Tomás de Kempis, impressa em Paris pela Imprimerie Impériale [1855], com 872 páginas.

“Esta é uma das obras literárias mais relevantes para a cultura europeia da Idade Média, numa edição especial impressa por ocasião da primeira Exposição Universal de Paris” diz uma nota do Palácio Nacional de Mafra. Pertenceu a D. Pedro V, tendo permanecido em posse dos sucessivos monarcas portugueses até D. Manuel II.

Na página da leiloeira Cabral Moncada, de Lisboa, o livro aparece como tendo sido retirado de um leilão do começo de junho e vendido após o mesmo, onde surgia com uma base de licitação de 3.000 euros.

A publicação tem uma encadernação imperial em marroquim verde, decorada a ouro com ferros a balancé e, ao centro de ambos os planos, sobre um círculo dourado, contém uma placa de prata com as armas de Napoleão III. Numa das páginas registar-se “offert par l’Empereur des Français a Sa Majesté D. Pedro V, Roi du Portugal e des Algarves”.

O volume apresenta o n.º 28200, o eventual registo de entrada na Biblioteca Real, e ainda o carimbo com o monograma coroado DC (de Carlos I) e um símbolo de Manuel II, último rei de Portugal.

Datado do século XVIII, o Palácio Nacional de Mafra, mandado construir por João V, com a riqueza resultante do ouro vindo do Brasil, é um dos mais importantes monumentos representativos do barroco em Portugal.

Foi adquirido através da leiloeira Cabral Moncada, por proposta da Direção do Palácio Nacional de Mafra, justificada “pela sua raridade, proveniência, valor testemunhal e histórico”. Será agora depositada na Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra destinando-se, futuramente, a “valorizar o discurso expositivo relativo à personalidade de D. Pedro V, que se encontra estreitamente ligado à história do próprio edifício”.

Fonte: Luso Jornal (França)

“Além-fronteiras: Festival de arte contemporânea Sète-Lisboa vai cruzar artistas portugueses e franceses”


Um Festival Internacional de Arte contemporânea que vai estabelecer um intercâmbio entre artistas portugueses e franceses terá lugar em setembro e outubro deste ano nas cidades de Sète e Lisboa, unindo a cultura ao turismo.

Esta Bienal Internacional de Arte Contemporânea teve início em 2019, fruto de uma ideia nascida à mesa de um café entre três amigas, que iniciaram o projeto com uma colaboração entre a cidade de Sète e Los Angeles, razão por que ficou com o nome de Festival SLA.

As três fundadoras – Sophie Dulin, Pauline Boyé e Marie Taillan – levaram depois, em 2022, o festival até Palermo, e este ano chega a vez da cidade de Lisboa, para apresentar o melhor da criação artística francesa ao público português e vice-versa, numa colaboração entre artistas dos dois países que se espera lance raízes para futuras parcerias, disse Dominique Depriester, Diretora do Instituto Français du Portugal, em conferência de imprensa.

Segundo a responsável, este festival é um prolongamento da temporada cruzada Portugal-França, que decorreu em 2022, e contará com alguns dos artistas que participaram naquele evento.

A escolha da cidade francesa Sète, prende-se não só com o seu enorme património marítimo, mas com os imensos artistas – estima-se que cerca de 400 -, entre os quais Agnès Varda e Paul Valery, que escolheram a região para viver e desenvolver o seu trabalho nas mais diversas áreas, desde o teatro à dança, passando pela música, explicou Tiphaine Collet, Diretora do Gabinete de turismo intercomunitário.

 

“O SLA pretende dar voz a esta multiculturalidade artística”, salientou

 

Sète tem quatro museus e organiza mais de 15 festivais nacionais e internacionais, sendo nesta cidade que artistas portugueses vão ter oportunidade de trabalhar e fazer residências entre os dias 09 e 14 de setembro.

Pedro Barateiro, Inês Barros, Sara Bichão, Pedro Cabrita Reis, Vasco Costa, Manuela Marques, Felipe Oliveira Baptista e Márcio Vilela são os artistas portugueses que estarão a trabalhar com entidades artísticas de Sète naquele período.

De 15 a 19 de outubro será a vez de Lisboa abrir portas aos artistas franceses, acolhendo-os em atividades no Convento dos Capuchos, na Casa do Comum, na Galeria Rui Freire, na Ojo Gallery e na Galeria Salto, revelou uma das fundadoras do SLA, Marie Taillan.

Outros locais do festival em Lisboa vão ser os jardins da Fundação Calouste Gulbenkian e o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT).

No que respeita a residências, está previsto os artistas franceses Damien Fragnon e Agnès Fornells fazerem residências na Junqueira Residency e na Galeria Homa, respetivamente, enquanto Sara Bichão, Inês Barros e Julien Fargetton (que nasceu em Lyon mas vive em Lisboa) farão residências artísticas em Sète.

Segundo as fundadoras deste projeto, a razão de escolha de Lisboa para a edição deste ano do festival deve-se ao facto de esta cidade “ter uma energia criativa semelhante” à de Sète, ao programa de encontros possíveis, e à “generosidade dos habitantes, dos artistas e dos atores culturais”.

Sophie Dulin especificou que este é um festival multidisciplinar, que une artes visuais, performance, música, cinema, artes digitais, artes plásticas, escultura, instalações, entre outras, e que pretende reunir pessoas, conhecer e descobrir novas formas de trabalhar e misturar práticas e culturas artísticas.

Cada edição do Festival de Arte Contemporânea SLA tem um projeto prévio que reúne todos os artistas e que, neste caso, consistiu numa edição limitada de serigrafias, reunidas numa caixa, disse Pauline Boyé, outra das fundadoras da associação que dirige o certame.

“Resulta do diálogo entre os diferentes artistas. É um enorme trabalho que contempla a visão de conjunto de todas as obras e de todos os artistas e que, no fundo, são o coração do festival”, afirmou, adiantando que esta caixa “reúne algumas obras originais”.

Esta edição limitada de 100 caixas, concebida um ano antes do festival, tem como objetivo não apenas começar a estabelecer ligações entre os artistas e o curador do festival, Philippe Saulle, mas também despertar o interesse, comunicar e sobretudo obter o apoio de mecenas, que comprem este conjunto.

“Da venda, resultam os fundos que necessitamos para as residências e para o intercâmbio de artistas”, explicou Pauline Boyé.

Os promotores descrevem o festival como uma aventura artística não convencional, uma aventura humana de amizade, um ponto de encontro gratuito e aberto aos artistas, e uma oferta de arte contemporânea única para todos.

Além das três fundadoras e do curador, o projeto SLA conta ainda com dois cenógrafos, Mr&Mr (Alexis Lauthier e Pierre Talagrand), dois técnicos, Maël Mignot e Gregory Cadet, e 20 voluntários.

Fonte: Luso Jornal (França)