terça-feira, 17 de setembro de 2024

“Viagens: HelloSafe revela a sua classificação exclusiva dos países mais baratos do mundo para viajar”


Por: Alexandre Desoutter

Planear um orçamento é sempre um passo importante para qualquer viajante que se prepara para uma viagem ao estrangeiro. Num novo estudo publicado hoje, a HelloSafe revela o orçamento médio diário necessário para viajar para 136 países em todo o mundo - incluindo alojamento, alimentação e transporte. O estudo revela que:

•O Laos (com um orçamento de 12 euros por dia), o Cazaquistão (17 euros) e o Ruanda (19 euros) são os três países mais económicos dos 136 países comparados.

•Em contrapartida, as ilhas caribenhas de Barbados (311 euros), Antígua e Barbuda (291 euros) e São Cristóvão e Neves (256 euros) são os três destinos com os orçamentos de viagem mais elevados.

•Portugal é o 20º país mais caro da Europa para viajar, com um orçamento médio de 122 euros por dia

Para consultar o estudo completo: https://hellosafe.pt/seguro-viagem/paises-mais-baratos-para-viajar

 

Metodologia

Este orçamento inclui as despesas incorridas pelo viajante no país de destino, ou seja: despesas de alojamento, despesas de alimentação, despesas de transporte dentro do próprio país, despesas relativas a visitas e actividades turísticas no local. Por outro lado, este orçamento não inclui as despesas de transporte para o país de destino (normalmente, o custo de um bilhete de avião).

A metodologia completa pode ser consultada no final do estudo.

A equipe editorial da HelloSafe terá o prazer de responder a quaisquer perguntas que possa ter sobre esta publicação.

 

A HelloSafe é uma plataforma líder na comparação de produtos financeiros (seguros, crédito, investimentos) no Portugal. Além de sua linha editorial especializada em seguros e produtos financeiros, o HelloSafe oferece uma gama mais ampla de tópicos relacionados ao consumo global no Portugal e no mundo. Seu objetivo é decifrar certos assuntos complexos para os consumidores e fornecer a todos as informações mais recentes.

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

“CÂMARA MUNICIPAL AVANÇA COM CONSTITUIÇÃO DE ASSOCIAÇÃO PARA GESTÃO DO MEDICINA ULISBOA”


O executivo da Câmara Municipal de Torres Vedras, na reunião do passado dia 10 de setembro, aprovou o Plano Estratégico e Análise de Sustentabilidade do Medicina ULisboa - Campus de Torres Vedras, assim como o projeto de estatutos da Associação Campus de Saúde Dr. José Maria Antunes Júnior, que terá a sua sede no antigo hospital localizado no Barro.

Esta associação, cujos membros fundadores são o Município de Torres Vedras e a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, terá como objeto a gestão do campus de saúde que estará vocacionado para atividades de ensino, assistenciais e de investigação, de índole multidisciplinar e interdisciplinar. A associação terá ainda como fim a coordenação de atividades baseadas no conhecimento científico, promovendo processos de mudança tecnológica e a criação de agendas de investigação e inovação de curto e médio prazo, suscitadas pela identificação de necessidades e desafios no âmbito da saúde.

Nas principais valências desta associação destaca-se a prestação de cuidados de saúde primários, cuidados multidisciplinares e integrados a adultos com doenças crónicas, bem como cuidados na comunidade e ao domicílio; a oferta de formação graduada e pós-graduada para profissionais de saúde; e o desenvolvimento de trabalhos de investigação e recolha de dados na área das ciências biomédicas.

Recorde-se que o Medicina ULisboa - Campus de Torres Vedras, para além de prever a criação de centros de investigação clínica e tecnológica e de um centro de emergência e catástrofe, contempla ainda a criação de um centro académico clínico, pioneiro e modelar na Europa, na definição, aplicação e avaliação dos melhores formatos de prestação de cuidados de saúde à população, na área dos cuidados de saúde primários e de reabilitação.

A participação do Município na constituição da Associação Campus de Saúde Dr. José Maria Antunes Júnior será agora submetida à Assembleia Municipal para deliberação.

Fonte: Câmara Municipal Torres Vedras

domingo, 15 de setembro de 2024

“Saúde: Insuficiência cardíaca: Quase ninguém sabe o que é, mas mata mais que o cancro”


Por: Cândida Fonseca/médica

A mortalidade por insuficiência cardíaca pode atingir os 50% e, apesar da elevada morbilidade, é bem menos conhecida e temida pelo grande público do que o cancro, adverte a médica cardiologista Cândida Fonseca.

A insuficiência cardíaca é não apenas uma doença, mas uma síndrome - conjunto de sintomas com queixas que os doentes referem como cansaço e dificuldade respiratória (dispneia) desencadeados subitamente ou por esforços cada vez menores.

Dificuldade em dormir deitado necessitando várias almofadas, acordar subitamente com falta de ar, aumentar rapidamente de peso por inchaço (edema) dos membros inferiores e do abdómen são outros dos sintomas recorrentes.

Existem múltiplas causas e tipos de disfunção cardíaca capazes de desencadear quadros de insuficiência cardíaca e é frequentemente a derradeira fase da maioria das doenças cardiovasculares. Por as queixas serem inespecíficas, o diagnóstico é difícil. Os sintomas são frequentemente atribuídos a outras causas como a idade avançada, o excesso de peso, o sedentarismo, ou a outras doenças como a anemia ou a insuficiência renal que, não raramente, coexistem com a insuficiência cardíaca.

A insuficiência cardíaca pode também ser causada por doenças anteriores ou atuais que, por sua vez, provocaram lesões ou sobrecarregaram o coração.

Quadros clínicos de insuficiência cardíaca, frequentemente subvalorizados por doentes e médicos, são de diagnóstico e início do tratamento tardios, permitindo que a doença evolua, comprometendo a qualidade de vida e a sobrevida dos doentes, frisa a especialista.

É uma síndrome com elevada morbilidade e mortalidade, identificada como a principal causa de internamento hospitalar após os 65 anos na Europa e Estados Unidos. Os re-internamentos são extremamente frequentes, com inevitáveis consequências sócio-económicas para os cidadãos e para o sistema nacional de saúde.

A mortalidade por insuficiência cardíaca, nas suas fases mais evoluídas, atinge os 50% ao ano. Morrem mais doentes de insuficiência cardíaca do que de cancro da mama, do cólon ou da próstata individualmente; mais até do que de todas as neoplasias malignas em conjunto. Ainda que mais prevalecente, causando pior qualidade de vida e maior mortalidade, a insuficiência cardíaca é bem menos conhecida e temida pelo grande público do que o cancro.

A insuficiência cardíaca já afeta mais de 2% da população na Europa e nos Estados Unidos. A sua prevalência e mortalidade continuaram a aumentar nas últimas duas décadas, enquanto que a mortalidade global por doença cardiovascular tende a decrescer no mundo ocidental. Prevê-se que a prevalência da Insuficiência Cardíaca possa vir a crescer em cerca de 30% nos próximos anos, atingindo perto de meio milhão de indivíduos em 2030, caso não alteremos comportamentos e actuações.

Atualmente existem mais de 380.000 indivíduos adultos com insuficiência cardíaca sintomática em Portugal, comparando com os 260.000 existentes no fim do século passado.

As explicações são de Cândida Fonseca é Professora Auxiliar convidada da NOVA Medical School, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa, e Coordenadora do Programa de Manejo Integrado da Insuficiência Cardíaca do Hospital São Francisco Xavier, Lisboa.

Fonte: Lifestyle Sapo