quinta-feira, 8 de outubro de 2026

“Apenas 8% dos pais considera procurar ajuda de um psicólogo para os filhos pelo uso excessivo de ecrãs”


Por: Inês Fernandes

• Apesar de preocupados com o uso excessivo de ecrãs, os pais não consideram que seja necessário procurar ajuda, apesar de cerca de 55% reconhecer alterações de humor nos menores quando perdem o acesso aos equipamentos

• Dia 10 de outubro celebra-se o Dia Mundial da Saúde Mental

• A literacia digital, a introdução progressiva de equipamentos e a supervisão estão entre as medidas que os pais mais apontam para combater a dependência dos ecrãs

Apenas 8,4% dos pais apresenta uma clara preocupação pelo uso excessivo de ecrãs dos seus filhos, sejam telemóveis, tablets ou consolas, são os dados que revela o mais recente Observatório Digital da SaveFamily, um retrato da dependência digital dos mais novos.

Apesar de não haver muitas divergências significativas nas diferentes faixas etárias, nem no género, os pais dos menores entre os 12 e os 14 anos de idade são os que, efetivamente, já consideraram a necessidade de recorrer à ajuda de um psicólogo para combater o uso excessivo dos ecrãs, com 11,3% a responder afirmativamente.

Ainda assim, o estudo da SaveFamily revela, também, que cerca de 55% identifica um aumento da irritabilidade e ansiedade dos mais novos quando não têm acesso ou lhes é retirado o equipamento. Nesta circunstância, são as faixas etárias mais baixas, entre os 5 e os 11 anos, em que os dados são mais preocupantes, com mais de 50% dos pais a identificarem comportamentos de alteração de humor.

Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Saúde Mental, os peritos da SaveFamily alertam que o uso excessivo de ecrãs em idades mais precoces pode ser preocupante, e que a saúde mental e digital dos pequenos deve ser considerada no momento de entregar um equipamento às crianças.

“A saúde mental é um dos principais focos do bem-estar de todos, sejam adultos ou menores. Contudo, somos conscientes que, no que diz respeito aos pequenos, a necessidade de haver uma maior atenção por parte dos adultos é uma necessidade constante. Numa sociedade hiperconectada, o uso dos ecrãs é um dos fatores fundamentais para o bem-estar dos menores, seja pelos conteúdos que consultam online, seja pela dependência digital seja, até mesmo, pela constante pressão em estar sempre conectados. É importante estar atentos a sinais de alerta, como a irritabilidade e ansiedade, mas é ainda mais fundamental tomar medidas que se adequem à idade das crianças e que recorram a soluções ajustadas às diferentes faixas etárias, mesmo que isso signifique atrasar a introdução de equipamentos como os telemóveis e procurar outras alternativas”, comenta Jorge Álvarez, CEO da SaveFamily.

Os dados revelados pelo Observatório Digital deixam a descoberto um dos principais impactos da tecnologia nos mais novos, não apenas a dependência digital, mas também um enorme impacto no desenvolvimento emocional e cognitivo dos mais novos. Ainda que os pais não vejam necessidade de consultar especialistas médicos para encontrar soluções, é importante manter-se alerta para sinais como a irritabilidade, ansiedade ou aborrecimento quando não tem equipamentos. Mas também encontrar outras soluções.

Entre as principais medidas, os peritos da SaveFamily deixam sugestões:

• Literacia digital: de acordo com a idade, ensinar aos mais pequenos quais os comportamentos mais adequados quando estão online, serem conscientes do tempo que estão conectados, assim como serem capazes de identificar sinais de alerta, são algumas das ferramentas que podem ser utilizadas por adultos e crianças para criarem uma verdadeira literacia face ao mundo digital em que vivem;

• Introdução progressiva de equipamentos: a idade é um fator fundamental a ter em conta quando se coloca um telemóvel na mão de uma criança. Ser capaz de identificar os melhores equipamentos para a idade é de extrema importância para que a tecnologia seja introduzida de forma progressiva e faseada na vida das crianças. Não é retirar-lhes o acesso à tecnologia, é encontrar a tecnologia que se adapta à sua idade, como sejam smartwatch para crianças dos 4 aos 7 anos ou relógios para adolescentes a partir dos 8, criados especificamente para cada faixa etária. relógios inteligentes criados especificamente para cada faixa etária.

• Supervisão parental: mais do que proibir, é controlar o uso dos equipamentos, seja em termos horários, seja no acesso a conteúdos, criando barreiras aos mais novos que os mantém seguros, ao mesmo tempo que progressivamente se lhes vai abrindo acessos de acordo com o crescimento. Uma medida que terá maior aceitação por parte dos mais novos se esta supervisão vier acompanhada de uma comunicação aberta com os pequenos, explicando o porquê do controlo, e os perigos dos diferentes conteúdos e equipamentos.

Ainda que muitos dos pais não considerem, desde já, necessário procurar ajuda profissional para combater a dependência digital, é importante refletir nas soluções que se podem encontrar já para mitigar alguns sintomas de dependência, mas também agir de forma preventiva para que a relação dos menores com a tecnologia não se torne um problema, mas sim uma colaboração que se adapta à idade e necessidades dos mais novos.

Acerca de SaveFamily

É a empresa de origem espanhola líder em smartwatches com GPS. Desde os seus escritórios centrais distribui os seus produtos em mais de 43 países.

Criada em 2017, uma equipa multidisciplinar composta por mais de 40 profissionais responde a mais de 500 mil famílias que formam parte da sua carteira de clientes.

Fonte: Newsline Agência de Comunicação

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