segunda-feira, 13 de julho de 2026

“Idanha-a-Nova submete parecer desfavorável ao Programa Setorial das Zonas de Aceleração de Energias Renováveis”


O Município de Idanha-a-Nova formalizou a submissão de um parecer desfavorável na plataforma oficial do Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER). A autarquia manifesta oposição a alterações na transição energética que provoquem impactos ambientais permanentes e irreversíveis.

A possibilidade desta tomada de posição já tinha sido comunicada publicamente pela Presidente da Câmara Municipal, Elza Gonçalves, no dia 22 de junho de 2026, no Salão da Junta de Freguesia do Ladoeiro, durante a reunião de Câmara descentralizada aí realizada. A autarquia cumpre agora a intenção manifestada perante os munícipes através desta submissão formal.

A preservação da paisagem assume uma importância crucial para o concelho de Idanha-a-Nova, pelo que o Município contesta a degradação visual e a descaracterização morfológica decorrentes da instalação de megacentrais. Estas infraestruturas preveem um impacto cumulativo de 5 351 hectares, o que corresponde a cerca de 4% da área total do concelho, colidindo com o bem-estar das populações locais.

O Município idanhense sublinha a defesa da transição para fontes de energia limpa com base em modelos descentralizados de produção, no aproveitamento de zonas artificializadas, no incentivo ao autoconsumo e em comunidades energéticas de pequena escala. Estas opções asseguram que o conflito com a natureza e com as pessoas seja menor. Por isso mesmo, o Município de Idanha-a-Nova “rejeita a implementação de projetos de escala massiva que descaracterizem o património natural e comprometam o progresso local”, pode ler-se no parecer.

A Presidente da Câmara Municipal assume o propósito de “defender com intransigência a qualidade de vida dos Idanhenses e das gerações futuras”, recusando a premissa de que as metas de descarbonização nacional legitimem o sacrifício dos recursos endógenos do poder local.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova

domingo, 12 de julho de 2026

“Quando os olhos pedem socorro: os sinais silenciosos das doenças raras da visão”


Por: José Morais

As doenças raras já afetam cerca de 5% da população mundial, um universo de quase 300 milhões de pessoas. Entre elas, há um grupo particularmente desafiante: as distrofias hereditárias da retina, patologias genéticas que comprometem a visão de forma lenta, contínua e, muitas vezes, devastadora.

Estas doenças podem surgir apenas nos olhos ou manifestar-se em vários órgãos, mas têm um ponto em comum: são crónicas, progressivas e exigem vigilância apertada. Estima-se que uma em cada 4.000 pessoas viva com algum tipo de distrofia da retina números que desmontam a ideia de raridade absoluta.

 

Diagnóstico que tarda, impacto que cresce

 

O maior obstáculo para quem enfrenta estas patologias é, muitas vezes, descobrir que elas existem. A falta de informação leva muitos doentes a percorrerem um verdadeiro labirinto clínico: consultas sucessivas, diagnósticos inconclusivos e anos de incerteza.

A resposta costuma chegar apenas com um teste genético, mas quando o diagnóstico se atrasa, as consequências tornam-se reais.

Nas crianças, perde-se tempo precioso para estimular o desenvolvimento visual.

Nas famílias, instala-se a ansiedade e a instabilidade emocional.

Reconhecer os sinais cedo é, por isso, decisivo.

 

Sinais que não devem ser ignorados

 

A Unidade de Oftalmologia de Coimbra alerta para sintomas que exigem avaliação especializada.

Ausência de comportamento visual bebés que não fixam ou não seguem objetos.

Nistagmo movimentos involuntários dos olhos.

Cegueira noturna dificuldade acentuada em ambientes escuros.

Fotossensibilidade desconforto intenso perante luz.

Alterações na perceção das cores incapacidade de diferenciar tonalidades.

Campo visual reduzida visão que parece “encolher”.

Visão que não melhora com óculos sinal de que o problema não está na refração.

 

O papel decisivo da genética

 

Apesar de muitas distrofias não terem cura, saber exatamente qual é a doença muda tudo.

O diagnóstico genético permite:

Aconselhamento familiar adequado, reduzindo o risco de transmissão.

Acesso a ensaios clínicos e terapias inovadoras, como a terapia génica, que já oferece esperança a alguns doentes.

 

Reabilitação: recuperar autonomia e quebrar o estigma

 

Mesmo sem cura, há caminhos que devolvem independência:

Ajudas óticas para perto e longe.

Treino de mobilidade e orientação.

Aprendizagem de braille.

Uso de bengala desde cedo.

Estas ferramentas reduzem o impacto social da doença e ajudam a preservar a qualidade de vida.

 

O tempo é o maior inimigo

 

Nas doenças raras dos olhos, cada mês conta. Estar atento aos sinais e procurar avaliação especializada rapidamente pode evitar perdas irreversíveis e abrir portas a tratamentos que estão a evoluir a ritmo acelerado.

sábado, 11 de julho de 2026

“Em destaque Museu Oriente”


Recital de Piano

 

LAUREADOS SIPO 2025 E 2019

PRÉMIO ACIM/ANTENA2

Dia 24 Julho | Auditório | 19h | M/6 anos | Entrada gratuita

Com Lixin Zhang, Johnson Li e Muzi Zhao

Saber mais: https://www.foriente.pt/detalhe.php?id=7AEBFEA3-548A-4301-826E-46207720624E&area=espectaculos

 


Espectáculo

 

A MENINA GARÇA

ASSOCIAÇÃO SETÚBAL VOZ

Dia 26 Julho | 16h | Para famílias [bebés e crianças até 6 anos]

Ópera para bebés sobre conto japonês

Saber mais: https://us.list-manage.com/uWL5avJFfAM?e=e49bd26051&c2id=2dc647ae0f34e8578e90443550cd6919

Fonte: Fundação Oriente