A 5.ª edição da TRAÇA, projeto do Arquivo Municipal de Lisboa | Videoteca, realiza-se este ano em Campolide, nos dias 24 e 25 de outubro, com um programa dedicado aos filmes de família que inclui projeções, sessões comentadas, performances, uma exposição e atividades para todas as idades. A entrada é gratuita.
Sob o mote Paisagens Perdidas,
inspirado no projeto Lost Landscapes do artista e arquivista norte-americano
Rick Prelinger, a TRAÇA 2026 propõe uma reflexão sobre as transformações
urbanas através do cinema doméstico, amador e de arquivo.
Um dos destaques desta edição
da TRAÇA é precisamente a presença, pela primeira vez em Portugal, de Rick e
Megan Prelinger, dois dos mais reconhecidos arquivistas, historiadores e
cineastas da atualidade, cujo trabalho tem sido fundamental para a preservação
do património e da cultura efémera dos Estados Unidos. Rick Prelinger fundou,
em 1982, os Prelinger Archives, um dos mais importantes arquivos de filmes
amadores, educativos, industriais e publicitários. Mais tarde, em 2004, criou
com Megan Prelinger, a Prelinger Library, uma biblioteca de referência
especializada na história dos séculos XIX e XX.
Dando continuidade ao trabalho
iniciado há 11 anos, a TRAÇA centra-se agora nas memórias e nos arquivos
familiares de Campolide, um território de profundos contrastes. Marcado pelo
imponente Aqueduto das Águas Livres, pela mancha verde de Monsanto e por grandes
vias rodoviárias, o bairro distingue-se também pelo ecletismo das suas
comunidades e por um património histórico que atravessa diferentes épocas.
Além da sessão inédita com
Rick e Megan Prelinger, o programa traz uma performance de Ana Deus (Três
Tristes Tigres), exibições de filmes restaurados, passeios, “salas de estar”
instaladas nas ruas do bairro, uma exposição de fotografia realizada em
parceria com a Escola Artística António Arroio e a já habitual Tracinha, com
oficinas de cinema dirigidas ao público mais jovem.
Desde 2015, a TRAÇA recolhe,
estuda e divulga filmes de família, aproximando os lisboetas da história da
cidade através das suas memórias visuais. Em cada edição, a mostra adapta-se ao
território que a acolhe e, este ano, convida moradores e antigos habitantes de
Campolide a contribuir para este arquivo coletivo de memórias.
O programa completo será
divulgado em breve.
Fonte: Câmara Municipal Lisboa

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