sábado, 16 de maio de 2026

“A Epidemia Invisível: Como a Falta de Sono Está a Moldar a Saúde Pública”


Por: José Morais

A privação de sono tornou‑se um dos problemas de saúde mais subestimados da atualidade. Num mundo que funciona em modo acelerado, onde a produtividade é glorificada e a disponibilidade permanente é quase um requisito social, dormir deixou de ser uma prioridade para muitos. O resultado é um fenómeno silencioso, mas com impacto crescente na saúde pública.

 

Um comportamento essencial que continua a ser negligenciado

 

Dormir não é apenas um intervalo entre dias. É um processo biológico ativo, decisivo para o equilíbrio físico, cognitivo e emocional. Durante a noite, o organismo realiza tarefas fundamentais: consolida memórias, regula hormonas, repara tecidos e reorganiza sistemas internos. Ainda assim, o sono é frequentemente o primeiro elemento sacrificado quando o tempo parece escasso.

A ciência tem sido clara: noites mal dormidas estão associadas a maior risco de doenças cardiovasculares, obesidade, depressão, ansiedade e défices de atenção. A curto prazo, os efeitos são igualmente evidentes — irritabilidade, menor capacidade de concentração, impulsividade e escolhas menos saudáveis, desde a alimentação ao sedentarismo.

 

Rotinas modernas que sabotam o descanso

 

Grande parte do problema reside nos hábitos quotidianos. Horários irregulares, exposição prolongada a ecrãs, consumo elevado de cafeína e a incapacidade de “desligar” mentalmente criam um ambiente hostil ao descanso. A pressão constante para responder a mensagens, cumprir prazos e acompanhar o ritmo digital contribui para um ciclo de fadiga difícil de quebrar.

Especialistas defendem que pequenas mudanças podem ter efeitos significativos: estabelecer horários consistentes, reduzir estímulos eletrónicos antes de dormir, criar rituais de relaxamento e adotar estratégias de gestão de stress. São medidas simples, mas que exigem disciplina num contexto social que valoriza o oposto.

 

A mente que não adormece

 

Há ainda uma dimensão frequentemente ignorada: a psicológica. Preocupações persistentes, pensamentos acelerados e níveis elevados de ansiedade dificultam o adormecer e fragmentam o descanso. Em muitos casos, não é o corpo que resiste ao sono é a mente que não encontra espaço para abrandar.

Profissionais de saúde mental alertam que a higiene do sono deve incluir também práticas de regulação emocional, como técnicas de respiração, meditação ou escrita reflexiva ao final do dia.

 

Um desafio coletivo

 

No Dia Mundial do Sono, especialistas reforçam a necessidade de repensar a relação com o descanso. Dormir bem não é um luxo, nem um capricho. É um comportamento de saúde tão essencial quanto alimentar‑se ou praticar exercício físico.

Num tempo em que a sociedade exige mais, mais rápido e sempre, talvez o verdadeiro ato de resistência seja aprender a parar. A desacelerar. A descansar. Porque cuidar da saúde começa muitas vezes no momento em que fechamos os olhos.

“Em destaque Museu Oriente”


Dia 18 Maio | Entrada e visitas gratuitas

 

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

 

Visitas com Língua Gestual Portuguesa, visitas acessíveis e muito mais, ao longo de todo o dia!

Junte-se a nós para a grande festa dos museus!

Salvo especificação, as actividades destinam-se a público M/16 anos [idade indicativa]

Saber mais em: https://www.foriente.pt/detalhe.php?id=A665C828-4BCD-4B82-B201-05A1B44970F1&area=servico-educativo

Fonte: Fundação Oriente

sexta-feira, 15 de maio de 2026

“Cultura Idanha-a-Velha celebra património com festa e apresentação de projeto inovador”


Por: Tiago Carvalho

A Aldeia Histórica de Idanha-a-Velha acolhe, no próximo dia 23 de maio, a iniciativa “Festa na Aldeia”, que assinala a conclusão do projeto “iDanha – novos links, novas leituras históricas criativas”, desenvolvido no âmbito do Programa Promove.

Ao longo do dia, será apresentado ao público o resultado deste projeto dedicado à valorização do património local, com destaque para o lançamento de uma app e a exibição de um documentário sobre a história e singularidade de Idanha-a-Velha, classificada como Monumento Nacional.


 

O programa integra diversos momentos abertos à comunidade e visitantes, incluindo:

 

• Cerimónia de apresentação da app iDanha;

• Degustações de gastronomia local;

• Workshops temáticos (borrachões e azeite);

• Exibição do documentário “iDanha – Aldeia Histórica, Cidade Antiga”;

• Peça de teatro de rua “Ecos do Tempo”, apresentada pela Ajidanha;

• Jantar temático inspirado na época romana (mediante reserva).


A iniciativa pretende promover o património cultural e imaterial da aldeia, envolvendo a comunidade local e incentivando novas formas de interpretação histórica através de ferramentas digitais e dinâmicas criativas.

É um projeto apoiado pelo Programa Promove da Fundação “la Caixa”, em colaboração com o BPI e com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Conta com a parceria do Município de Idanha-a-Nova, entre outras entidades.

A participação em algumas atividades está sujeita a inscrição prévia, através do email lafiv.direcao@gmail.com.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova