domingo, 17 de maio de 2026

“Centro Cultural Raiano acolhe “Guardados 004 - As flores”


Por: Tiago Carvalho

Foto: Filipe Faria

O Centro Cultural Raiano recebe no próximo dia 31 de maio, às 17h00, a inauguração da exposição e o lançamento do livro “Guardados 004 - As flores”. O projeto artístico multidisciplinar é assinado por Filipe Faria e produzido pela Arte das Musas, contando com o apoio da Direção-Geral das Artes (DGARTES) e do Município de Idanha-a-Nova / UNESCO Creative City of Music.

A iniciativa cruza as linguagens do ensaio, da cianotipia e do som, propondo uma reflexão profunda sobre a memória, o tempo e o património afetivo. Sob o conceito de “guardado”, um objeto intencionalmente preservado para resistir ao esquecimento, Filipe Faria explora histórias coletivas e individuais através de registos visuais e sonoros. A edição impressa que acompanha a mostra conta ainda com um posfácio da autoria de Paulo Longo.

Com esta parceria, o Município de Idanha-a-Nova consolida o seu compromisso contínuo na promoção da criação artística contemporânea e na valorização da identidade cultural do território, potenciando o Centro Cultural Raiano como um espaço fulcral de dinamização e diálogo artístico na região.

A exposição ficará patente ao público de 31 de maio a 30 de julho de 2026, podendo ser visitada de terça-feira a domingo, das 9h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h00, no Centro Cultural Raiano. A entrada é gratuita.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova

sábado, 16 de maio de 2026

“A Epidemia Invisível: Como a Falta de Sono Está a Moldar a Saúde Pública”


Por: José Morais

A privação de sono tornou‑se um dos problemas de saúde mais subestimados da atualidade. Num mundo que funciona em modo acelerado, onde a produtividade é glorificada e a disponibilidade permanente é quase um requisito social, dormir deixou de ser uma prioridade para muitos. O resultado é um fenómeno silencioso, mas com impacto crescente na saúde pública.

 

Um comportamento essencial que continua a ser negligenciado

 

Dormir não é apenas um intervalo entre dias. É um processo biológico ativo, decisivo para o equilíbrio físico, cognitivo e emocional. Durante a noite, o organismo realiza tarefas fundamentais: consolida memórias, regula hormonas, repara tecidos e reorganiza sistemas internos. Ainda assim, o sono é frequentemente o primeiro elemento sacrificado quando o tempo parece escasso.

A ciência tem sido clara: noites mal dormidas estão associadas a maior risco de doenças cardiovasculares, obesidade, depressão, ansiedade e défices de atenção. A curto prazo, os efeitos são igualmente evidentes — irritabilidade, menor capacidade de concentração, impulsividade e escolhas menos saudáveis, desde a alimentação ao sedentarismo.

 

Rotinas modernas que sabotam o descanso

 

Grande parte do problema reside nos hábitos quotidianos. Horários irregulares, exposição prolongada a ecrãs, consumo elevado de cafeína e a incapacidade de “desligar” mentalmente criam um ambiente hostil ao descanso. A pressão constante para responder a mensagens, cumprir prazos e acompanhar o ritmo digital contribui para um ciclo de fadiga difícil de quebrar.

Especialistas defendem que pequenas mudanças podem ter efeitos significativos: estabelecer horários consistentes, reduzir estímulos eletrónicos antes de dormir, criar rituais de relaxamento e adotar estratégias de gestão de stress. São medidas simples, mas que exigem disciplina num contexto social que valoriza o oposto.

 

A mente que não adormece

 

Há ainda uma dimensão frequentemente ignorada: a psicológica. Preocupações persistentes, pensamentos acelerados e níveis elevados de ansiedade dificultam o adormecer e fragmentam o descanso. Em muitos casos, não é o corpo que resiste ao sono é a mente que não encontra espaço para abrandar.

Profissionais de saúde mental alertam que a higiene do sono deve incluir também práticas de regulação emocional, como técnicas de respiração, meditação ou escrita reflexiva ao final do dia.

 

Um desafio coletivo

 

No Dia Mundial do Sono, especialistas reforçam a necessidade de repensar a relação com o descanso. Dormir bem não é um luxo, nem um capricho. É um comportamento de saúde tão essencial quanto alimentar‑se ou praticar exercício físico.

Num tempo em que a sociedade exige mais, mais rápido e sempre, talvez o verdadeiro ato de resistência seja aprender a parar. A desacelerar. A descansar. Porque cuidar da saúde começa muitas vezes no momento em que fechamos os olhos.

“Em destaque Museu Oriente”


Dia 18 Maio | Entrada e visitas gratuitas

 

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS

 

Visitas com Língua Gestual Portuguesa, visitas acessíveis e muito mais, ao longo de todo o dia!

Junte-se a nós para a grande festa dos museus!

Salvo especificação, as actividades destinam-se a público M/16 anos [idade indicativa]

Saber mais em: https://www.foriente.pt/detalhe.php?id=A665C828-4BCD-4B82-B201-05A1B44970F1&area=servico-educativo

Fonte: Fundação Oriente