domingo, 2 de agosto de 2026

“ULisboa investe mais de 20 milhões de euros para criar uma das maiores infraestruturas digitais para Ciência e Inovação”


O projeto inclui a construção de dois novos datacenters nos campus de Oeiras e da Cidade Universitária, reforçando a capacidade de armazenamento e processamento da Universidade.

A Universidade de Lisboa (ULisboa) vai investir mais de 20 milhões de euros na criação de uma das maiores infraestruturas digitais do Ensino Superior português.

Desenvolvido em parceria entre o Instituto Superior Técnico, a Faculdade de Ciências, o Gulbenkian Institute for Molecular Medicine (GIMM) e a Reitoria da ULisboa, o projeto prevê a criação de uma infraestrutura distribuída, assente em dois novos datacenters: um no campus Oeiras do Instituto Superior Técnico, no Taguspark, e outro no campus da Faculdade de Ciências, na Cidade Universitária.

O investimento resulta da aprovação das candidaturas ULISBOA CORE – Computational Omics for Resilient Economies e ULISBOA CORE+ – Sovereign AI4Science Cloud for Bio-Digital Data, no âmbito do Programa Regional Lisboa 2030. Com conclusão prevista para outubro de 2028, os novos datacenters vão permitir aumentar significativamente a capacidade tecnológica atualmente disponível na instituição, ficando preparados para uma expansão substancial ao longo do tempo.

As novas infraestruturas irão suportar serviços avançados de inteligência artificial, computação avançada e armazenamento seguro de dados. A plataforma apoiará escolas, centros de investigação e laboratórios da instituição, dando resposta ao crescente volume de informação científica gerada em áreas como a saúde, a biotecnologia, a medicina de precisão, a investigação clínica, a descoberta de novos fármacos e a vigilância epidemiológica.

Um dos principais eixos do projeto é a criação e alojamento de uma cloud soberana, que permitirá armazenar e processar dados científicos em infraestruturas geridas pela própria Universidade. Concebida para cumprir elevados padrões de segurança, disponibilidade e governação de dados, esta solução será especialmente relevante para projetos que trabalham com informação sensível e de elevada complexidade.

A infraestrutura estará também ao serviço do Ecossistema de Inovação ULisboa, apoiando empresas, PME, startups, spin-offs e parceiros industriais. O objetivo é promover a transferência de conhecimento entre a academia e o tecido empresarial, acelerar o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas e reforçar a capacidade da Universidade para transformar investigação científica em inovação, novos produtos e serviços.

“Estes datacenters representam um passo decisivo para reforçar a capacidade científica e tecnológica da Universidade de Lisboa e para colocar a inteligência artificial, a computação avançada e a cloud soberana ao serviço da investigação, da inovação e da sociedade. Com este investimento, a ULisboa afirma-se como uma universidade preparada para responder aos grandes desafios da ciência, da saúde, da segurança e da economia digital”, afirma Luís Ferreira, Reitor da Universidade de Lisboa.

A execução do projeto decorrerá de forma faseada até outubro de 2028, incluindo a construção das infraestruturas, a implementação das tecnologias digitais e a certificação dos novos centros de dados. Com este investimento a Universidade de Lisboa reforça a sua aposta em inteligência artificial, nas tecnologias deeptech e na biotecnologia, procurando consolidar a sua posição como um dos principais polos de investigação e inovação do país.

Este projeto é financiado pelo Lisboa 2030, pelo Portugal 2030 e pela União Europeia. Os Fundos Europeus Mais Próximos de Si.

Fonte: Universidade Lisboa

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