segunda-feira, 5 de agosto de 2024

“Desporto: Portugal eliminado pelo Brasil na primeira ronda de ténis de mesa em Paris2024”


Por: NFO // JP

Fonte: Lusa

A seleção portuguesa foi hoje eliminada na primeira ronda do torneio masculino de equipas de ténis de mesa dos Jogos Olímpicos Paris2024, ao perder com o Brasil, por 3-1.

No encontro de pares, Marcos Freitas (17.º do mundo) e Tiago Apolónia (65.º) perderam com os brasileiros Vítor Ishiy (85.º) e Guilherme Teodoro (122.º), por 3-2, com os parciais de 12-10, 11-9, 7-11, 8-11 e 12-10.

Hugo Calderano, número seis mundial e semifinalista do torneio individual, aumentou a vantagem do Brasil, ao vencer João Geraldo (70.º), por 3-0 (12-10, 11-5 e 11-7), com Marcos Freitas a reduzir, ao triunfar sobre Guilherme Teodoro, por 3-0 (11-7, 12-10 e 11-4).

No quarto encontro, Geraldo foi batido por Ishiy, por 3-2, pelos parciais de 14-12, 8-11, 8-11, 11-9 e 14-12, com Portugal a não conseguir repetir a presença nos quartos de final do torneio de equipas, o seu melhor desempenho em Jogos Olímpicos, conseguido em Londres2012.

“Saúde: 2º Congresso Mundial das Bio Regiões”


Idanha inspira a declaração de compromissos “Uma Saúde, Um Planeta”

 

Por: Tiago Carvalho

Uma declaração de compromissos inédita, subscrita por representantes de 23 países e regiões de todos os continentes, é o principal resultado do 2º Congresso Mundial das Bio Regiões, inserido no programa da XXIV Feira Raiana, em Idanha-a-Nova.

Durante três dias, 29 a 31 de julho, os oradores e os participantes debateram a temática “Uma Saúde, Um Planeta” para definir um conjunto de prioridades e compromissos no âmbito da sustentabilidade para os próximos cinco anos.

A declaração foi assinada em Idanha-a-Nova, atual detentora do prémio para Melhor Bio Região da Europa, e servirá de guia para promover o desenvolvimento da Rede Internacional de Bio Regiões em todo o mundo.

“Este é um movimento muito positivo em torno do futuro do Planeta. Reunimos em Idanha-a-Nova o mundo da sustentabilidade, numa troca de conhecimentos e de boas práticas entre Bio Regiões, com vista a continuarmos o bom desenvolvimento desta estratégia de sustentabilidade ambiental, social e económica”, afirmou Armindo Jacinto, presidente da Câmara de Idanha-a-Nova

Entre as conclusões do 2º Congresso Mundial das Bio Regiões estão a adoção de políticas de inclusão e empoderamento de jovens e mulheres; a necessidade de reivindicar a dignificação e valorização dos agricultores; a divulgação das melhores práticas agroalimentares; a consolidação de uma ligação mais saudável entre as populações urbanas e rurais; a importância da adaptação das estratégias às realidades locais e o seu envolvimento na definição de planos de ação.

Durante estes dias, enfatizou-se ainda o contributo do turismo sustentável para a dinamização da economia rural, de forma a impulsionar a inovação e a criação de emprego, atraindo mais jovens e investimento para as áreas rurais.

As prioridades e compromissos subscritos para os próximos cinco anos são os seguintes:

•Encorajar a criação de novas Bio Regiões com base nas linhas orientadoras, ferramentas e motorização da IN.N.E. R – International Network of Eco Regions (Rede Internacional de Bio Regiões);

•Promover um estilo de vida saudável que respeite a sustentabilidade ecológica, social e económica a longo-prazo, para assim “Reivindicar a Dignidade Humana”;

•Reforçar a partilha de conhecimentos e a cooperação, tendo em mente a capacitação e o desenvolvimento das competências de liderança dos stakeholders da cadeia de valor do sector alimentar, em especial das novas gerações;

•Desenvolver ferramentas de comunicação e informação para promover a incorporação de produtos biológicos nas cantinas públicas e escolares das Bio Regiões;

•Facilitar o diálogo entre os atores locais da cadeia de valor alimentar para fortalecer modelos de negócio baseados nos princípios de uma economia ecológica, na defesa das práticas do comércio justo e na promoção da sustentabilidade em toda a cadeia do prado ao prato;

•Construir laços entre as áreas rurais e urbanas que conduzam ao reconhecimento da importância do papel dos agricultores, não apenas enquanto produtores de alimentos, mas também como guardiões da saúde dos seres humanos e do Planeta;

•Atrair as novas gerações para o desenvolvimento de atividades relacionadas com a agricultura e a cadeia de valor alimentar. Nesse sentindo, identificar as necessidades das novas gerações e providenciar os incentivos e apoios, estruturas sociais e programas necessários para garantir a sua adesão.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova

“Desporto: Natação regressa de Paris sem os resultados pretendidos, mas a querer melhorar”


Por: DYRP

Fonte: Lusa

A comitiva portuguesa de natação que participou nos Jogos Olímpicos Paris2024 regressou hoje a Lisboa sem os resultados pretendidos, mas com vontade e ambição de repetir a experiência e melhorar no próximo ciclo olímpico.

Os nadadores Diogo Ribeiro, Camila Rebelo, João Costa e Miguel Nascimento tiveram o voo oriundo de Paris atrasado em uma hora e já chegaram depois da meia-noite à zona das chegadas, onde aguardavam alguns familiares e amigos a saudá-los pela prestação.

“Foi a primeira experiência e retiro muitas aprendizagens. Já sei com o que vou contar da próxima vez. Não são desculpas o que eu disse, foi só o que achei da experiência. Eu nunca quis que isso se tornasse desculpa, nunca o farei. Quando faço as coisas mal, eu sou o primeiro a admitir que correram mal. Desta vez as coisas não correram mal, mas habituei a bons resultados e medalhas”, disse Diogo Ribeiro, na chegada ao aeroporto.

O campeão mundial dos 50 e 100 metros mariposa – a primeira não é olímpica – ficou em 16.º nos 50 metros livres, alcançando as meias-finais, mas terminou em 20.º lugar nos 100 metros mariposa, a sua vertente de eleição, e pelo 28.º nos 100 metros livres.

“Não são as condições que se têm de adaptar a nós, somos nós que temos de adaptar às condições. Eu simplesmente fui apanhado desprevenido, assim como outros atletas. Não sou o único que tenho dito, ainda hoje o Thomas Ceccon foi apanhado a dormir na rua lá na Vila Olímpica, porque está muito calor e não há ar condicionado nos quartos. Não é dar desculpas, mas sim falar do que gostávamos que melhorassem. Se ninguém falar, as coisas não vão melhorar”, apontou o nadador do Benfica, de apenas 19 anos.

Diogo Ribeiro mostrou-se triste pelas críticas de que foi alvo, após as declarações que fez logo depois da sua despedida dos Jogos Olímpicos, mas agora quer estar tranquilo.

“Acima de tudo, temos de saber que fui o quarto melhor resultado português em Jogos Olímpicos, e foram apenas os meus primeiros. Quero estar sereno e tranquilo, vou ter agora as minhas férias, não sei de quanto tempo, descansar a cabeça e perceber logo quando voltarmos o que falhámos, para tentar reproduzir o mais possível no próximo ciclo olímpico e estar nos próximos Jogos mais forte do que nunca”, frisou o nadador.

Se Diogo Ribeiro considerou que não se sentiu competitivo na capital francesa, Camila Rebelo entende que foi positiva toda a experiência, depois do 19.º lugar alcançado nos 200 metros costas femininos, prova na qual arrebatou o cetro europeu ainda este ano.

“Acho que foi positivo com toda a experiência aprendida. Claro que a nossa prestação é muito importante nos Jogos Olímpicos, mas aprendi muito e vou voltar aos próximos Jogos com uma boa carga de competições”, disse, acrescentando: “Agora, é descansar o corpo e a mente, que estão a precisar. Depois, vou querer continuar a carreira dual”.

João Costa foi 32.º nos 100 metros costas e, apesar do resultado, salientou que a sua participação foi “histórica”, por ter sido a primeira, apontando para Los Angeles2028.

“Apesar de tudo, na minha cabeça foi uma participação histórica, porque foi a minha estreia em Jogos Olímpicos e vai ser sempre especial para mim. Posso dizer que sou olímpico e agora é continuar a trabalhar para mais”, afirmou, acrescentando: “Vão ser quatro anos longos, com muitas provas pelo meio. Um passo de cada vez, mas daqui a quatro anos vou querer estar lá [em Los Angeles, próximo local da competição], claro”.

Aos 29 anos, Miguel Nascimento cumpriu o sonho de competir nos Jogos Olímpicos e, apesar de não ter conseguido o resultado desejado, foi uma semana “muito emotiva”.

“Depois de tantos anos a trabalhar para este objetivo, está concluído. Não da maneira que a equipa desejava, mas agora é ver o que falhámos e tentar perceber o que temos de melhorar, para que não volte a acontecer”, atirou, assegurando que “queria mais” e que isso o deixa “um pouco com um amargo de boca”, precisando agora de descansar.