Por: Inês Fernandes
• Das gerações analógicas às
hiperconectadas, a tecnologia pode ser uma barreira, mas também uma ponte para
ligar pais, filhos e avós
• Partilhar experiências
offline e online contribuem para o aumento da literacia digital e para as
melhorias da saúde mental das crianças cada vez mais conectadas
• As necessidades dos mais
velhos unem-se às das crianças no desenvolvimento de equipamentos inteligentes
que criam pontes entre gerações
Com o desenvolvimento cada vez
mais rápido da tecnologia, a adaptação dos utilizadores tem que ser cada vez
mais célere, inteligente e dinâmico. E se para as gerações que nasceram numa
sociedade conectada adaptarem-se parece ser mais fácil do que para os boomers,
a capacidade de manter uma saúde mental mais equilibrada é uma vantagem que
apenas os que já viveram desconectados podem utilizar de forma mais fácil.
De acordo com os mais recentes
dados a percentagem de utilizadores da internet com mais de 65 anos em Portugal
chega quase aos 56%. Já no que diz respeito aos mais novos, entre os 9 e os 17
anos, os valores chegam aos 97%. E se entre os idosos os valores vão aumentando
ao longo das últimas décadas e são sinónimo de mais adaptação, no caso dos
pequenos, os números tornam-se preocupantes por revelarem uma clara tendência à
dependência digital. De facto, os dados do Observatório Digital da SaveFamily
revelam que 50% das crianças passam entre 2 a 4 horas conectados durante o fim
de semana e os tempos livres.
E se os padrões de utilização
diária dos dispositivos conectados são cada vez mais semelhantes, a partilha de
experiências entre as diferentes gerações pode ser uma ponte para um futuro
mais conectado, mas também mais equilibrado e onde a saúde mental online se
torna um problema do passado.
As gerações boomers e
millenials foram as últimas que puderam viver uma vida desconectada, mas foram
também os que cresceram e ajudaram a desenvolver a tecnologia. Já as gerações
X, Y e Alfa correspondem a uma faixa etária que já nasceu num mundo
hiperconectado e que com alguma dificuldade conseguem imaginar passar um dia
inteiro sem acesso à internet ou sem utilizar algum gadget tecnológico. A
partilha destas duas realidades pode criar estratégias que não apenas aproximam
mais as gerações, como promove a interajuda intergeracional para uma relação
mais saudável com a tecnologia.
“É comum nos últimos anos
falarmos muito dos malefícios que a tecnologia e a dependência digital criam
nas nossas crianças. Ao mesmo tempo, ouvimos muitos peritos referirem como as
gerações mais velhas se podem sentir isoladas num mundo tão tecnológico.”
refere Jorge Álvarez, CEO da SaveFamily. “Mas, acreditamos que a partilha de
experiências de duas gerações tão díspares nos permite encontrar estratégias
mais equilibradas no relacionamento com a tecnologia, criar ferramentas que
respondam adequadamente às necessidades de ambos e, acima de tudo, encontrar
soluções que permitam que os pequenos cresçam de forma equilibrada com a
tecnologia”.
Se por um lado a tecnologia
pode ajudar a criar e preservar cada vez mais memórias, pela facilidade de
aceder e guardar fotografias e vídeos, por outro lado, tentar capturar todos os
momentos pode ser uma forma de desconexão da realidade. A sensatez e nostalgia
dos avós pode, assim, ajudar os pequenos a estarem mais presentes e capturarem
apenas uma ou duas fotos, e não todo o momento. A importância de estar presente
e criar memórias na mente dos pequenos é algo que os idosos podem passar às
crianças, mas saber quais as melhores aplicações para editar vídeos ou
fotografias e com melhorar o armazenamento interno dos equipamentos é o domínio
dos mais novos que podem ensinar aos mais velhos.
Por outro lado, a tecnologia
aproxima as pessoas. E se muitas das crianças apenas podem estar com a família
mais alargada quando é nas férias e épocas festivas, a chamadas e vídeochamadas
que praticamente todos os equipamentos trazem, até os relógios inteligentes,
são uma forma de aproximar as gerações, construir memórias e encurtar
distâncias.
E numa outra dimensão, com os
equipamentos como os relógios inteligentes a trazerem cada vez mais ferramentas
semelhantes, apps que se conectam e entretenimento para todas as idades, é
possível mesmo longe partilhar momentos lúdicos que fazem lembrar as noites
passadas com jogos de tabuleiro em torno da mesa.
Partilha é a palavra de ordem
no momento em que a tecnologia se torna uma ponte que liga gerações, cria novos
hábitos e diminui a distância. Entre a desconexão total e a hiperconectividade,
o equilíbrio está nas mãos das diferentes gerações que conseguem, assim, criar
pontes para um futuro com a literacia e o bem-estar digital de todos em mente.
Acerca de SaveFamily
A SaveFamily é uma empresa
espanhola líder no desenvolvimento de smartwatches com GPS para crianças e
idosos. Desde 2017 trabalha para aproximar a tecnologia às famílias com
dispositivos pensados para melhorar a comunicação, a segurança e a autonomia
dos utilizadores.
A empresa está presente em
mais de 43 países e serve a mais de um milhão de famílias através de uma ampla
gama de dispositivos tecnológicos orientados para a segurança e o bem-estar.
Fonte: Newsline Agência de
Comunicação

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