quarta-feira, 23 de abril de 2025

“Festas de Abril em contagem decrescente para “Variações sobre Paredes”


É já no próximo domingo, dia 27, a partir das 19h, na Praça do Município, que celebramos Carlos Paredes. No concerto “Variações sobre Paredes”, sete músicos vão revisitar composições inesquecíveis do mestre da guitarra portuguesa. O alinhamento inclui, entre outros, temas como “Canto de Rua”, “Serenata do Tejo”, “Variações” (em Lá Menor e Ré Menor), “Despertares” e “Verdes Anos”.

Com direção artística de António Miguel Guimarães e direção musical de Pedro Jóia, o espetáculo contará com Joana Bagulho no cravo, João Paulo Esteves da Silva no piano, José Manuel Neto e Bruno Costa na guitarra portuguesa, Pedro Jóia na guitarra clássica e com a participação especial de Carlos Manuel Proença e Nuno Botelho na viola. Em simultâneo, o artista visual António Jorge Gonçalves desenhará, ao vivo, imagens que serão projetadas num grande ecrã. 

No 51.º aniversário do 25 de Abril e no centenário do nascimento de Carlos Paredes, a cidade de Lisboa presta, com este espetáculo, homenagem ao artista que lutou pela Liberdade e compôs sobre a sua gente.

 Fonte: Egeac

“Congresso do Desporto – 9 a 24 de maio no Médio Tejo”


Por: Guiomar Messias

Entroncamento recebe a 9 de maio a temática “Desporto & Associativismo, Bem-Estar e Qualidade de vida”

O Congresso do Desporto afirma-se nesta edição de 2025, como um ponto de encontro entre especialistas, profissionais e entusiastas de diversas áreas ligadas ao desporto. Promovido por um conjunto de 11 municípios da região do Médio Tejo, o evento procura estimular a partilha de conhecimento, experiências e boas práticas, reforçando o papel do desporto no desenvolvimento social, educativo e comunitário. Ao longo das edições, tem-se consolidado como uma iniciativa de referência, mobilizando agentes desportivos, técnicos, dirigentes e académicos num espaço de reflexão e inspiração.

O Entroncamento, recebe no dia 9 de maio, pelas 21h00 no Centro Cultural, a sessão de abertura do evento, seguida de um painel que irá abordar a temática “Desporto & Associativismo, Bem-Estar e Qualidade de Vida”.


Programa

O Associativismo Desportivo de Base Local

- Orador: José Branco

“A motivação que resulta…e não a que serve de desculpa”

- Orador: Tito Benjamim

MODERADORA: Vera Pedragosa

Notas Biográficas de oradores e moderadora em: https://congressododesporto.com/oradores-2025/

As inscrições são gratuitas e estão disponíveis em: https://congressododesporto.com/cdd-eventos/2025-congresso-entroncamento/

Mais informações em: https://congressododesporto.com/sobre-nos/

Fonte: Câmara Municipal Entroncamento

terça-feira, 22 de abril de 2025

“Exposição na Unesco em Paris comemora 500 anos do nascimento de Luís de Camões”


A Ministra portuguesa da Cultura, Dalila Rodrigues, inaugurou esta sexta-feira uma exposição na Unesco, em Paris, no âmbito do 500º aniversário do nascimento de Luís de Camões com o objetivo de o apresentar “em diferentes contextos” e atualizar as suas temáticas.

“A melhor forma de celebrar o grande poeta nacional é mostrar a universalidade da sua obra. Luís de Camões foi o homem da viagem e hoje nós assistimos a movimentos migratórios, a viagens, à intersecção entre culturas, também aos conflitos entre culturas e a obra de Camões, valorizando a sua perspetiva, responde ao contexto cultural do século XVI, mas mantém-se através desta revisitação”, disse Dalila Rodrigues à imprensa.


Segundo a Ministra, através da exposição “Onde terá segura a curta vida? Camões e a vida como viagem”, que reúne obras de autores nacionais e internacionais sobre “o lado universal da obra poética e épica do maior poeta português”, é possível fazer um paralelo entre a atualidade e as temáticas e vida do poeta, nomeadamente com “a dimensão da diáspora e da viagem”.

“Não posso deixar de reconhecer que esta exposição é, desde logo, uma espécie de homenagem à diáspora portuguesa e ao mundo que os portugueses colocaram entre si e os outros”, referiu, defendendo que é sempre possível “revisitar os temas da História e ter um novo olhar sobre eles”.


A exposição, com curadoria de Anísio Franco, Filipa Oliveira e Paulo Pires do Vale e arquitetura de Francisco Aires Mateus, estará aberta ao público entre os dias 14 e 18 de abril na sede da Unesco, em Paris.

Os curadores procuraram mostrar que as obras do poeta, que falam de viagens, partidas e chegadas, retratam “a vida do humano desde sempre até à contemporaneidade”, de acordo com Filipa Oliveira, curadora e Diretora do Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado.

“O que nós queríamos, quando pensámos nesta exposição sobre Camões, que era uma grande responsabilidade a forma como íamos tratar desta figura tão mítica da nossa cultura, era exatamente perceber qual é a relevância que ele tem para os dias de hoje”, disse à Lusa Filipa Oliveira.


Para Filipa Oliveira, “é uma enorme honra” estar na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), sublinhando que é um local simbólico para pensar sobre a contemporaneidade e questões de educação, da cultura, da paz e de migrações.

“O extraordinário dos grandes escritores (…) é precisamente serem uma fonte que está sempre a jorrar novidade, e é essa a sua grandeza. A cada época, ao olhar para trás, descobre-se coisas que outras épocas não tinham descoberto”, disse à Lusa Paulo Pires do Vale, curador, docente e comissário do Plano Nacional das Artes.

Os textos expostos no átrio da Unesco são acompanhados de trabalhos de artistas como Alberto Carneiro, Graça Castanheira, Horácio Frutuoso, José Almeida Pereira, Mário Linhares, Adrian Paci e Domingos Sequeira, numa exposição que pretende que o público se interesse pelo poeta de uma maneira diferente.

Também está exposta “a porta de uma casa que dizem em Moçambique, que foi onde viveu Camões”, uma obra da artista de origem moçambicana Ângela Ferreira, que aborda a questão pós-colonial, revelando assim a universalidade do poeta que “é do mundo inteiro”, segundo Paulo Pires do Vale.

Além disso, também existe uma sala onde é projetado um filme que remete para as migrações. Aqui pode ouvir-se o poeta Jorge de Sena a dar voz a poemas e ainda ver a fadista Carminho a cantar um soneto de Camões em homenagem a Amália Rodrigues, num momento filmado por Graça Castanheira.

Esta exposição, que “abre um conjunto de interrogações acerca de dados objetivos, mas também de dimensões da vida, do percurso biográfico e da obra de Camões” desconhecidos, constituirá um dos núcleos da “grande exposição dedicada a Luís de Camões”, a inaugurar no dia 10 de junho, na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa, segundo a Ministra da Cultura, Dalila Rodrigues.

“Fizemos uma antecipação, neste importantíssimo lugar, que é o Ségur Hall na Unesco, por forma a dar início a uma dimensão, simultaneamente nacional e internacional, do programa celebrativo”, acrescentou.

A Ministra da Cultura salientou ainda que além deste ciclo celebrativo de Camões, este ano são assinalados também os 500 anos da morte de Vasco da Gama, “o responsável pela dimensão universal, ao chegar à Índia, por via marítima e não por via terrestre”, facto que é louvado na obra “Os Lusíadas”.

Fonte: Luso Jornal (França)