segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

“Município de Alenquer e Serviço de Proteção Civil sensibilizam condutores antes da quadra festiva”


A Câmara Municipal de Alenquer e o Serviço Municipal de Proteção Civil propiciaram mais uma ação de sensibilização à população antes da quadra festiva. Em três locais estrategicamente escolhidos no concelho, os condutores foram aconselhados a optar por uma condução defensiva, mas também apelando às boas práticas dentro de casa, para que o tempo passado em família seja recordado sempre pelas melhores razões.

Em Alenquer, Merceana e Abrigada, comitivas do Serviço Municipal da Proteção Civil, da Cruz Vermelha Portuguesa, da Guarda Nacional Republicana e das corporações de Bombeiros do concelho tiveram a companhia do vice-presidente autárquico, Tiago Pedro, na mensagem correta a passar aos populares. A presença dos diversos agentes da Proteção Civil foi bem tida em conta por quem ouviu uma comunicação importante neste rápido e eficaz momento de interação.

"Em vésperas de semana em que se cumpre o Natal, já se tornou tradição que o Município de Alenquer fizesse ações de sensibilização nos pontos de maior fluxo rodoviário do concelho de Alenquer. As pessoas também já se habituaram a isso, torna-se familiar. É importante fazer estas ações porque aproxima as autoridades municipais e da proteção civil do resto da comunidade. É uma oportunidade, de forma informal e calorosa, de passar uma mensagem e conseguir sensibilizar as pessoas, que habitualmente são sensíveis a esta temática. Nunca é demais insistir. Conseguimos falar com centenas de pessoas. Mesmo os veículos que passavam e com condutores com os quais não falámos, a simples presença das autoridades acaba por moderar a sua conduta", vincou Tiago Pedro.

O coordenador municipal da Proteção Civil, Tiago Espírito Santo, garantiu que o "objetivo foi cumprido". "Dentro daquelas que são as atribuições do Serviço Municipal de Proteção Civil, queremos aproximar todos os agentes em nome de uma causa comum que é a segurança rodoviária. Nesta altura registamos sempre um acréscimo de acidentes de viação em relação ao resto do ano civil. Por outro lado, alertamos as pessoas para o perigo das fontes de ignição, em particular o uso adequado das lareiras. Neste período, a estatística diz-nos que os incêndios urbanos aumentam bastante também", ressalvou.

O Município de Alenquer deseja a todos os munícipes e visitantes do concelho uma feliz quadra natalícia cumprida em segurança.

Fonte: Câmara Municipal Alenquer

domingo, 22 de dezembro de 2024

“Boas Festas…”


São os votos da equipa da Revista País Magazine, para familiares e amigos, ficam os votos de um “Santo e Feliz Natal” e ficam os votos de um” Prospero Ano Novo” …Boas Festas…

 

Bem-haja para todos.

“Nove em cada 10 sem doença cardiovascular tem pelo menos um fator de risco”


Por: Lusa

Nove em cada 10 pessoas sem doença cardiovascular conhecida que foram inquiridas num estudo apresentam pelo menos um dos oito fatores de risco, segundo os resultados que serão apresentados esta segunda-feira.

O estudo RADICAL (RAstreio DIgital do risco Cardiovascular), que recolheu informação de mais de 4.000 pessoas com idades entre os 40 e 69 anos e sem doença cardiovascular conhecida, concluiu que há uma elevada prevalência nesta população dos fatores de risco modificáveis, como a atividade física, sobrepeso, alimentação ou as horas de sono.

“São pessoas que aparentemente são saudáveis, ou seja, que não têm doença cardiovascular conhecida (…)”, sublinhou o cardiologista Helder Dores, lembrando a metodologia inovadora usada neste trabalho, que teve luz verde da comissão de ética da Nova Medical School.

Segundo explicou, habitualmente o cálculo do risco cardiovascular é feito em consulta, com perguntas aos utentes e usando tabelas que são a probabilidade de a pessoa vir a ter doença.

Neste caso, a inovação foi estratificar o risco à distância, por via digital, conseguindo alcançar mais gente, e o facto de o risco ser autorreportado, explicou o especialista, lembrando que esta opção, além de ajudar a própria pessoa a tomar consciência do seu risco, pode facilitar a deteção mais precoce.

Helder Dores acrescentou ainda que o estudo permitiu estratificar fatores de risco que não são tão estudados nesta franja da população – sem doença cardiovascular.

Destacou os dados recolhidos sobre a inatividade física, com uma prevalência de 33,7%, e as horas de sono, um fator nem sempre relacionado com o risco de doença cardiovascular.

“É muito relevante, embora esquecido, como fator risco cardiovascular”, afirmou o especialista, lembrando que, das pessoas que responderam, mais de metade (58,4%) dormiam menos de sete horas por noite.

O estudo insere-se no projeto Cardio da Vida, uma plataforma de literacia em saúde na área cardiovascular.

Quanto à prevenção, o especialista saudou a possibilidade de as doenças cardíacas poderem passar ser diagnosticadas nos centros de saúde a partir de janeiro de 2025.

Segundo um despacho publicado em Diário da República na semana passada, a partir de janeiro deixa de ser necessário o médico de família encaminhar o utente para o hospital para este tipo de diagnóstico, sendo-lhe permitida a prescrição de exames como “TAC Cardíaca” e “Ecocardiograma de sobrecarga com exercício”, entre outros.

A este respeito, Helder Dores lembrou que a prevenção cardiovascular “não é só um ato que diga respeito ao cardiologista” e que o facto de o doente, se for necessário, ser referenciado para a cardiologia já com exames "acelera o processo para eventuais tratamentos", o que considera fundamental.

“Em termos clínicos, como é óbvio, se detetarmos mas precocemente uma doença, (…) melhora o prognóstico com intervenções terapêuticas mais precoces, que podem ser implementadas imediatamente. Por outro lado, também se ganha tempo (…), com impacto clínico positivo para o doente”, sublinhou.

O cardiologista disse que “o ónus da saúde não é só dos profissionais de saúde”, sublinhando que cada um deve fazer a sua parte na prevenção da doença.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, com 18,6 milhões de mortes/ano. Em Portugal, as doenças do aparelho circulatório causam 35.000 óbitos por ano e são igualmente a primeira causa de morte.

Os oito fatores de risco para as doenças cardiovasculares são a alimentação, exercício físico, tabaco, horas de sono, peso, pressão arterial, níveis de glicose e de lípidos no sangue.

Fonte: TVI