terça-feira, 28 de outubro de 2025

“Zita Seabra, João Soares, Sanches Osório e Almeida Sampaio recordam o 11 de março e os seus efeitos na Revolução”


“Golpe e contragolpe” é o tema da próxima sessão do ciclo “50 anos do 25 de novembro”, que terá lugar amanhã no Palácio da Independência, em Lisboa, tendo como foco o chamado 11 de março: tentativa de golpe militar contra o MFA, que, frustrando-se, foi respondida pela aceleração do processo revolucionário.

A sessão contará com a participação especial de Zita Seabra, João Soares, Coronel José Sanches Osório e Embaixador Luís de Almeida Sampaio, que partilharão testemunhos pessoais e conhecimentos próprios sobre o 11 de março e os seus efeitos políticos. (sinopse em anexo). Zita Seabra era, à data, membro do Partido Comunista Português; João Soares, militante socialista, acompanhava também de perto a ação do seu pai, Mário Soares, que liderou, pelo lado civil, os combates pela defesa da democracia em Portugal; José Sanches Osório, que fora do Movimento das Forças Armadas até ao 28 de Setembro, era o secretário-geral do Partido da Democracia Cristã, partido que seria suspenso por Sanches Osório ser acusado de ter apoiado a tentativa de golpe militar e ter-se exilado; e Luís de Almeida Sampaio, militante da Juventude Centrista, foi preso político com 17 anos, detido arbitrariamente pelo COPCON poucas semanas após o 11 de Março.

A jornalista Raquel Abecasis será a moderadora da sessão. No painel residente do ciclo, estreiam-se, nesta sessão, Maria João Avilez e José Luís Ramos Pinheiro, ao lado de José Ribeiro e Castro e Carlos Magno.

A sessão realiza-se na quarta-feira, dia 29 de outubro, às 15h30, no Palácio da Independência, em Lisboa.

Promovido pela Sociedade Histórica da Independência de Portugal, o ciclo com o subtítulo “Desvios, confrontos, percalços da Revolução e o triunfo da Democracia”, percorre as diferentes fases do processo revolucionário posterior ao 25 de Abril, desde julho de 1974 até ao 25 de novembro de 1975. A iniciativa, iniciada em 15 de outubro, decorre ao longo de sete encontros, até 26 de novembro e contará com convidados de reconhecido prestígio, selecionados pelo seu conhecimento e experiência nos períodos históricos em análise.

 

PALÁCIO DA INDEPENDÊNCIA - LARGO DE S. DOMINGOS, 11 - 1150-320 LISBOA

Tel. 21 342 83 36 - E-mail: ship.direccao@sociedadehistorica.pt

 

As sessões são públicas, mas de acesso por convite, devido às limitações da sala. Os convites podem ser solicitados através do email:

ship.direccao@sociedadehistorica.pt

Haverá transmissão online em directo, via streaming, nas seguintes plataformas:

Facebook: https://www.facebook.com/sociedadehistorica/

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UCdTGKJmqqoLG5Iha2hnNMJg

 

 

O calendário do Ciclo é o seguinte:

 

29.out.2025: Golpe e contragolpe

(objecto: 11 de março)

5.nov.2025: Legitimidade democrática

(objecto: 25.abr.75 | eleições constituintes)    

12.nov.2025: A fratura

(objecto: Verão Quente | mai.75 – ago.75)

19.nov.2025: A aceleração

(objecto: Verão Quente | ago.75 – nov.75)

26.nov.2025: Democracia e Liberdade

(objecto: 25 de novembro)

Fonte: Sociedade Histórica da Independência de Portugal

“Município de Idanha-a-Nova inaugura Centro Interpretativo das Trilobites”


Por: Tiago Carvalho

O Centro de Interpretação das Trilobites de Penha Garcia, que foi inaugurado no dia 25 de outubro, já pode ser visitado de terça-feira a domingo, das 9.30 às 17.30 horas, com entrada livre.

Valorizando o Parque Icnológico de Penha Garcia, um geomonumento integrado no Geopark Naturtejo, o Centro Interpretativo é uma estrutura de acolhimento dos turistas e visitantes, disponibilizando, desta forma, toda a informação sobre o património natural e geológico que pode ser visitado.

No novo Centro Interpretativo é possível aos visitantes apreciarem uma exposição integrada, com foco principal no período Paleozoico e nas espécies contemporâneas da época, nomeadamente as trilobites, e surge da necessidade de preservar os fósseis da aldeia e outros organismos da Era Paleozoico (500 a 450 milhões de anos), bem como de interpretar todo um conjunto de características geológicas naturais locais e do Geopark Naturtejo, geoparque mundial da UNESCO.

Na cerimónia de inauguração, o presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, reforçou a importância do novo equipamento para a valorização do concelho.


A construção do Centro de Interpretação das Trilobites é apresentada como “um reforço na diferenciação e competitividade da região”. Armindo Jacinto sublinhou também a valorização desta obra destacando ainda mais o “património natural único e de valor reconhecido internacionalmente”, que são as trilobites fossilizadas do Parque Icnológico de Penha Garcia.

O presidente da autarquia lembra que esta nova infraestrutura vai servir de “âncora estratégica na diferenciação e competitividade do concelho”, atraindo turistas e reforçando a oferta cultural e natural da região.

O Centro de Interpretação das Trilobites, localizado na área urbana de Penha Garcia, é visto por Armindo Jacinto como “uma estratégia mais ampla para o desenvolvimento e valorização de Idanha-a-Nova e suas freguesias”.

 

Horário de funcionamento:

 

De terça-feira a domingo, das 9.30 às 17.30 horas, com entrada livre.

Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova

“O museu na rua” regressa a 8 de novembro para uma viagem pela história”


Dos primórdios do automóvel ao limiar do século XXI

 

Fotos: Daniel Peres

A iniciativa “O Museu na Rua” está de regresso no próximo dia 8 de novembro ao Museu do Caramulo, convidando os visitantes a embarcar numa autêntica viagem no tempo pela história da paixão motorizada, num percurso que se estende desde os primórdios do automóvel até ao limiar do século XXI.

Entre os primeiros veículos a rodar estará o Oldsmobile Curved Dash de 1902, o pequeno automóvel que deu origem à produção em série nos Estados Unidos e que nasceu da aversão de Ransom Olds ao cheiro dos cavalos – um detalhe curioso que viria a mudar para sempre a história da locomoção. Segue-se o De Dion-Bouton AL de 1906, expressão do génio mecânico francês e testemunho vivo de uma era em que o automóvel ainda descobria o seu próprio caminho.

Da Segunda Guerra Mundial chegam dois protagonistas incontornáveis: o Willys-Overland MB ¼ Ton de 1944, provavelmente o veículo militar mais famoso de todos os tempos, símbolo da robustez e simplicidade que definiram o esforço aliado; e o Ford Universal Carrier de 1944, designação que abrange uma família de veículos blindados ligeiros sobre lagartas, utilizados em múltiplas frentes de combate, tanto para transporte como para apoio táctico.


A década de 50 traz consigo uma mescla de elegância e desempenho através de um conjunto eclético de veículos. A BSA Gold Star de 1952 representa o auge do motociclismo britânico, combinando leveza, potência e o prestígio desportivo que a tornaria lendária nas pistas e estradas. Do mesmo ano surge o Alba, raro exemplo de sofisticação automóvel concebido em Albergaria-a-Velha, símbolo do engenho português e de uma estética e elegância requintadas. De 1954, a Norton International 40 reafirma o domínio técnico da marca britânica, destacando-se pelo inovador quadro Featherbed, cuja estrutura acolhia o motor e a caixa de velocidades, proporcionando uma ciclística de referência e um comportamento excepcional em estrada e competição.

Já dos anos setenta, o Maserati Merak de 1973, apresentado no Salão de Paris um ano antes, surge como resposta directa da casa do tridente aos rivais Lamborghini Urraco e Ferrari Dino 308 GT4, combinando o estilo refinado de Giugiaro com a elegância e o desempenho típicos da marca italiana.

Por fim, o Alfa Romeo 75 1.8 Turbo de 1987 encerra a viagem com um capítulo especial: lançado em 1985 para celebrar o 75.º aniversário da marca, este modelo foi o último automóvel produzido exclusivamente pela Alfa Romeo antes da aquisição pelo grupo FIAT, simbolizando o fim de uma era de independência e paixão mecânica genuínas.

Como é já tradição, haverá ainda um automóvel surpresa, cuja identidade apenas será revelada no momento, prometendo manter viva a curiosidade e o encanto desta celebração da história automóvel.

Em paralelo, estarão patentes no Museu do Caramulo as exposições “The Fittipaldi Collection” e “A Segunda Guerra Mundial ao Vivo e a Cores”, oferecendo aos visitantes a oportunidade de ampliar, de forma viva e envolvente, a viagem pela história que esta iniciativa propõe.

O Museu na Rua conta com o apoio da Shell e inicia-se pelas 10h da manhã em frente ao museu, durando todo o dia. Para tirar partido desta experiência única e memorável, os visitantes necessitam apenas de adquirir um voucher, disponível na loja online do museu, ou comprado no próprio dia, cujo valor simbólico reverte na totalidade para a manutenção e conservação da colecção do Museu do Caramulo.

Fonte: Museu do Caramulo