quarta-feira, 6 de maio de 2026

“Rota das Galhas 2026”


Dias 22 e 23 de maio de 2026

 

Por: Liliana Duarte/Francisco Alejandro López Núñez:

Atividade que combina cicloturismo com monitorização científica. Ao longo da rota EuroVelo 1, seguindo as secções 25 e 26 entre o Porto e Aveiro, num percurso mínimo de 89 km (Figura 1), será realizado o registo de galhas de Trichilogaster acaciaelongifoliae, um agente de controlo biológico utilizado na gestão da acácia-de-espigas, uma espécie invasora amplamente distribuída pelo litoral português.

Para esta monitorização, será necessário o uso de um dispositivo móvel com acesso à internet e GPS (por exemplo, um telemóvel Android ou iPhone), com as aplicações iNaturalist e Epicollect5 previamente instaladas. Em cada paragem, e com recurso às aplicações acima referidas, serão registados os pontos com presença de galhas de Trichilogaster acaciaelongifoliae, bem como outra informação relevante (Figura 2).


No final da atividade, os dados recolhidos serão carregados nas duas plataformas de ciência cidadã. Posteriormente, estes dados serão integrados no relatório bianual elaborado pelo grupo Invasoras.pt e submetido ao ICNF, com o objetivo de acompanhar o estabelecimento e a dispersão do primeiro agente de controlo biológico de plantas invasoras libertado em Portugal, em 2015.

Recorrendo a ciclovias e trilhos litorais, os participantes terão a oportunidade de, num ambiente descontraído e não competitivo, explorar e conhecer os valores naturais da faixa litoral entre o Porto e Aveiro, bem como as principais ameaças que a afetam. Adicionalmente, esta atividade poderá contribuir para o desenvolvimento local, promovendo o consumo de produtos regionais nas diferentes localidades visitadas. Para além do percurso, está ainda prevista a realização de várias ações de controlo de espécies invasoras no Pinhal de Ovar, bem como uma sessão de esclarecimento sobre o controlo biológico de plantas invasoras, em local a confirmar.


A atividade será divulgada através das redes sociais (Facebook e Instagram) do grupo Invasoras.pt, do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra, da Escola Agrária de Coimbra, da Associação +Pinhal e do grupo The Camarinha Project, com o objetivo de incentivar a participação do público. Em função das condições climatéricas e do número de participantes, as paragens, a duração das etapas e o percurso planeado poderão sofrer alterações. A organização do evento não se responsabiliza por qualquer incidente que possa ocorrer com cada participante. Cada participante é responsável por si próprio e pela sua segurança, devendo assegurar, a sua alimentação e hidratação, os meios de proteção e visibilidade necessários (capacete, luzes, refletores, seguro de responsabilidade civil, entre outros) e respeitar o Código da Estrada, evitando situações de risco para si e para os restantes utilizadores da via pública.


 

Antecedentes

 

Desde a sua libertação em 2015 por investigadores do Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra e da Escola Superior Agrária de Coimbra, o agente de controlo biológico     tem          sido monitorizado anualmente com o objetivo de avaliar o seu estabelecimento e dispersão ao longo do litoral português (Figura 3). Esta monitorização tem sido realizada recorrendo a métodos tradicionais, nomeadamente com deslocações de carro ao longo do litoral português (Figura 4).

Em 2025, surgiu a ideia de   combinar a prática desportiva com a monitorização     deste agente, aproveitando o facto de a sua distribuição ocorrer maioritariamente na faixa litoral. Esta região apresenta, de forma geral, condições favoráveis à prática de atividades como o cicloturismo, devido ao seu perfil relativamente plano, com baixa altitude acumulada, e à presença de rotas internacionais como a EuroVelo 1, que liga Faro a Caminha. 


Assim, em 2025, o percurso da EuroVelo 1 entre Aveiro e a Figueira da Foz foi realizado por dois membros da equipa do Invasoras.pt, sediada no Centro de Ecologia Funcional da Universidade de Coimbra e na Escola Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra. A iniciativa revelou resultados positivos, tanto ao nível científico como da sensibilização ambiental, incluindo várias atividades de educação ambiental realizadas em Mira com a colaboração da Câmara de Mira e da Associação Charcos & Companhia de Vagos, nomeadamente: remoção de chorão na Praia de Mira, sessão de esclarecimento sobre o controlo biológico de plantas invasoras e apresentação, em Vagos, do Manual de Gestão de Espécies Invasoras Lenhosas.

 

Objetivos

 

• Contribuir para o acompanhamento da distribuição do agente de controlo biológico, através da utilização de aplicações de ciência cidadã, como iNaturalist e Epicollect5

• Promover a ciência cidadã, integrando os dados recolhidos no relatório bianual sobre o estabelecimento e dispersão do agente de controlo biológico

• Incentivar o uso da bicicleta e a mobilidade sustentável, através de um percurso de baixa dificuldade, tirando partido das ciclovias e trilhos existentes

• Sensibilizar para o impacto das espécies invasoras e para a importância do controlo biológico

Inclui atividades já agendadas, como ações de controlo de acácias e de proteção da camarinha no Pinhal de Ovar, em colaboração com a Associação +Pinhal e o Grupo Camarinha Project, estando outras iniciativas em fase de planeamento.


 

Datas e Locais

 

Esta atividade está enquadrada na Semana sobre Espécies Invasoras, a qual é promovida pela Rede Portuguesa de Estudo e Gestão de Espécies Invasoras - Rede InvECO, pela plataforma INVASORAS.PT, pelos projectos LIFE COOP Cortaderia e LIFE INVASAQUA e pelo Grupo Especialista em Invasiones Biólogicas (Figura 5). A atividade terá lugar nos dias 22 e 23 de maio de 2026. O ponto de encontro para o início da atividade será no Cais da Ribeira de Gaia, junto à Ponte Luís I, pelas 9h30. A primeira etapa terminará ao final da tarde na Praia de Esmoriz. No dia 23, o ponto de encontro será no Parque Ambiental do Buçaquinho, terminando o percurso na estação de comboios de Aveiro, incluindo a travessia da Ria de Aveiro em ferry.

 

Participantes

 

Entre duas a quatro pessoas (promotoras da atividade e membros da equipa de investigação Invasoras.pt), bem como participantes adicionais.

Trata-se de uma atividade de dificuldade baixa, aberta ao público em geral >16 anos, permitindo a participação livre. Cada participante será responsável pela distância percorrida e pelas condições da sua participação.

 

Contactos:

E-mail: lnfran85@gmail.com

E-mail: lduarte@esac.pt

Link para inscrição: https://forms.gle/fETxi5eCW7Tk8q5X9

Pode seguir a atividade em:

Invasoras.pt:  https://invasoras.pt/

Facebook: https://www.facebook.com/photo/?fbid=1397887795699900&set=a.629730949182259

Instagram: https://www.instagram.com/p/DX_dPvZmtLc/?utm_source=ig_web_copy_link

Fonte: Plataforma de informação e ciência-cidadã sobre plantas invasoras em Portugal

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