A Aliança Territorial Europeia (ATE) Norte da Extremadura e Beira Baixa alerta que a conclusão dos 72 quilómetros em falta do IC31, que ligará a A23 à fronteira das Termas de Monfortinho, é uma necessidade absoluta e urgente para quebrar o isolamento da zona raiana, fixar empresas, criar emprego e viabilizar um corredor turístico e logístico internacional de extrema relevância.
Com base nesta urgência, a plataforma exigiu
hoje, na Assembleia da República, um compromisso político para a construção da
ligação em falta de 72 quilómetros do IC31 que impede a continuidade da
“Autoestrada da Esperança”, a via direta entre as duas capitais ibéricas. A ATE
adverte que, sem esta infraestrutura rodoviária, o potencial económico dos
investimentos já realizados em ambos os países continuará bloqueado.
A comitiva da ATE, constituída por autarcas,
associações empresariais e movimentos sociais, concluiu, hoje, uma ronda de
audiências com os grupos parlamentares do Chega, do PS e do PSD. A Presidente
da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Elza Gonçalves, integrou o grupo e
apresentou aos deputados a exigência de um compromisso partidário firme para o
início definitivo das obras.
A autarca vincou o “caráter prioritário da
infraestrutura”, afirmando que “esta é uma luta justa, inteiramente apartidária
e movida exclusivamente pelo legítimo interesse e bem-estar das populações”.
Elza Gonçalves destacou que “a ligação rodoviária transfronteiriça assume uma
relevância vital para o futuro da região raiana”, funcionando como “um eixo de
coesão territorial fundamental para atrair investimentos, potenciar o turismo
ibérico e fixar os cidadãos através da criação de emprego”. De acordo com a Presidente
da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, “este corredor logístico internacional, a
nossa ‘Autoestrada da Esperança’, constitui uma exigência urgente que une os
dois países em torno do desenvolvimento comum”.
Os encontros na Assembleia da República sucedem
às reuniões já realizadas pela ATE com os diferentes grupos parlamentares no
Parlamento da Junta da Extremadura, em Mérida, Espanha. O plano de audiências
na capital portuguesa terá continuidade no próximo dia 11 de junho, data em que
a plataforma será recebida pelo PCP, estando em agendamento os encontros com as
restantes forças políticas com assento parlamentar.
A urgência desta infraestrutura estratégica
motivou recentemente uma manifestação, no passado dia 20, em Monfortinho. O
protesto reuniu cerca de mil cidadãos de ambos os países ibéricos, que uniram
vozes para exigir a concretização de um eixo rodoviário seguro, rápido e
moderno.
Neste âmbito, as exigências da ATE fixam prazos
e metas para os dois Governos, reclamando à Junta da Extremadura o início das
obras dos 20 quilómetros entre Moraleja e Monfortinho no final deste ano. Ao
Governo de Portugal é exigido o arranque dos 33 quilómetros da primeira fase do
IC31, entre Alcains/A23 e o cruzamento com a EN353/EN557, no início do segundo
semestre de 2027. A plataforma pretende ainda que a próxima Cimeira Ibérica
sirva para assinar o convénio de construção da nova ponte internacional sobre o
rio Erges, no concelho de Idanha-a-Nova.
Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova

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