Por: Tiago Carvalho
O município de
Idanha-a-Nova assinalou, este sábado, dia 25 de abril de 2026, o 52.º
aniversário da Revolução dos Cravos. As comemorações iniciaram-se com o hastear
da Bandeira Nacional, ao som do Hino Nacional interpretado pela Filarmónica
Idanhense, em frente aos Paços do Concelho.
Seguiu-se a sessão
solene da Assembleia Municipal na freguesia de Oledo, onde os grupos
municipais, a Presidente da Câmara Municipal, o Presidente da Assembleia
Municipal, bem como a população, usaram da palavra.
No seu discurso, a Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Elza Gonçalves, apelou à renovação constante da Liberdade e vincou o compromisso do concelho com a coesão social e o combate aos populismos.
Perante uma plateia
composta por autarcas, entidades locais e cidadãos, a edil sublinhou que
comemorar Abril em 2026 ultrapassa o “mero exercício de memória”, definindo-o
como uma reafirmação dos valores identitários de Idanha-a-Nova. “A Liberdade
não é uma herança estática. É um organismo vivo que exige vigilância diária”,
afirmou, alertando para o contexto de incerteza global e de polarização que põe
à prova as democracias contemporâneas.
Um dos pontos da intervenção de Elza Gonçalves foi o combate às derivas autoritárias. A Presidente defendeu que a verdadeira resistência não se faz com “retórica vazia”, mas sim com “a coragem de falar a verdade sem concessões” e através de uma proximidade real com os cidadãos, garantindo-lhes o direito a uma informação íntegra e transparente.
Dirigindo-se às novas
gerações, a autarca rejeitou a ideia da juventude como um “slogan político”
defendendo-a como uma “estratégia de vida” para o concelho. O objetivo, frisou,
é garantir que os jovens idanhenses encontrem na sua terra natal não apenas as
raízes, mas as condições necessárias para realizarem os seus projetos de vida
com qualidade e dignidade.
Elza Gonçalves deixou uma mensagem direta às mulheres e jovens do concelho, instando-as a não permitirem retrocessos nos direitos conquistados. “Não se deixem intimidar por vozes que, embora barulhentas, carecem de conteúdo e de humanismo”, declarou, assegurando que a sua própria força enquanto líder é alimentada pela determinação das mulheres de Idanha-a-Nova.
O Presidente da
Assembleia Municipal, João Pedro Roxo Rodrigues, destacou a importância do 25
Abril, do Interior e dos jovens. “Para concelhos como o nosso, do Interior e de
fronteira, Abril teve um significado particularmente profundo. Significou o
acesso à Educação e à Saúde, melhores infraestruturas, mais cultura, mais
valorização das freguesias e do movimento associado”. Frisou ainda que
“defender o Interior é também hoje, honrar o espírito de Abril”. “Quero dirigir
uma palavra especial às gerações mais jovens. Àqueles que não viveram o antes
de Abril. A Democracia que herdaram não está concluída. Precisa do vosso
pensamento crítico, da vossa participação e do vosso inconformismo. O futuro de
Idanha-a-Nova e do Interior precisa de vocês. Esta Assembleia Municipal deve
estar sempre aberta à vossa voz, às vossas causas e às vossas propostas”. “O 25
de Abril ensinou-nos que nada é irreversível. Nem a opressão, nem a conquista
da Liberdade. Por isso, Abril é memória. Mas é também exigência e compromisso com
o futuro”, concluiu.
Já o Presidente da
Junta de Freguesia de Oledo mostrou-se orgulhoso por receber a Assembleia
comemorativa do 25 de Abril. “É um gesto de descentralização que valoriza as
nossas gentes e as nossas freguesias, reforçando o laço que nos une a todos sob
a mesma identidade raiana”. “Sejam muito bem-vindos a Oledo. Sintam-se em vossa
casa, pois é para todos vós que as nossas portas estão sempre abertas”,
concluiu Nuno Capelo.
O programa incluiu
ainda um passeio temático pelo património histórico e natural de Oledo, que
reuniu vários participantes.
Fonte: Câmara Municipal
Idanha-a-Nova




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