Por: Tiago Carvalho
Idanha-a-Nova assinala hoje, 23 de janeiro de
2026, oito séculos e duas décadas desde a sua primeira menção histórica. Na
reunião pública de Executivo, a Presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, propôs a
oficialização do dia no calendário solene do concelho. “A data de 23 de janeiro
representa, para nós, idanhenses, uma ocasião especial”, enfatizou Elza
Gonçalves, numa intervenção que decorreu na Sala de Sessões dos Paços do
Concelho.
Corria o ano de 1206 quando D. Sancho I, na Carta de Confirmação de Idanha-a-Velha à Ordem dos Templários, escreveu pela primeira vez o nome de Idanha-a-Nova. Este documento marcou o nascimento oficial de uma identidade que, desde então, se desdobrou em duas: a Velha e a Nova, unidas por uma continuidade histórica que moldou a tenacidade dos seus habitantes. “Um passado em busca de um futuro, para as gentes de um lugar onde a vida, ontem como hoje, exigiu esforço, dedicação e resiliência”, afirmou a Presidente da Câmara Municipal.
Ao completar 820 anos da primeira menção
histórica, o Município de Idanha-a-Nova pretende elevar esta data a um momento
central da vida da comunidade. O Executivo Municipal apresentou, desta forma,
uma proposta para que o dia 23 de janeiro seja assinalado anualmente com
momentos solenes, envolvendo ativamente os cidadãos e as instituições locais
nas celebrações.
As comemorações de dia 23 de janeiro espelham
os mais de oito séculos de história, promovendo anualmente “os laços que nos
unem no propósito comum que é o de lutar sempre por uma Idanha-a-Nova melhor,
honramos a memória do compromisso assumido pelos nossos antepassados e, ao
mesmo tempo, reiteramos o nosso compromisso perante as gerações de amanhã”,
concluiu a Presidente da Câmara Municipal.
Durante a sessão evocativa dos 820 anos da
primeira menção histórica de Idanha-a-Nova, onde atuaram as Adufeiras de
Idanha, foi projetado um vídeo com testemunhos da Presidente da Câmara de
Idanha-a-Nova, Elza Gonçalves, do Presidente da Assembleia Municipal de
Idanha-a-Nova, João Pedro Roxo Rodrigues, assim como do Padre Adelino Américo
Lourenço, e dos historiadores Adalgisa Patrícia Dias e António Catana. Na
escadaria de acesso à Sala de Sessões dos Paços do Concelho encontram-se
expostos pendões alusivos à carta regia, onde consta a primeira menção
histórica a Idanha-a-Nova.
Fonte: Câmara Municipal Idanha-a-Nova
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