Por: Inês Fernandes
• Ansiedade, distração e baixo
rendimento: 53,3% dos menores sofre de stress quando se lhes limita o uso do
telemóvel e quase 38% das famílias alerta para o impacto escolar
• Menores hiper conectados
desde a infância: 70% dos menores até 10 anos já tem acesso ao smartphone
• Os relógios inteligentes
infantis aumentam em 40% como alternativa ao smartphone e como forma de atrasar
a introdução das redes sociais sem renunciar à tecnologia
Antes dos 10 anos de idade,
muitas crianças em Portugal já vivem conectados. De acordo com a OCDE, 70% das
crianças até aos 10 anos já têm um smartphone, um valor que chega aos 98% aos
15 anos. O resultado é uma infância cada vez mais conectada, com mais de 80%
das crianças a passar pelo menos uma hora por dia em frente aos ecrãs, e quase
20% a superar as cindo horas aos fins de semana. De acordo como Observatório de
Hábitos Digitais em Menores da SaveFamily, 53,3% dos menores sente stress ou
ansiedade quando se lhes limita o uso do telemóvel.
Esta realidade está a levar a
uma tendência internacional de restringir o acesso dos menores de 16 anos às
redes sociais e, esta semana, o Reino Unido deu já um passo em frente ao
confirmar que impedirá os menores desta idade a utilizar redes sociais como o
TikTok, Instagram, Facebook, Snapchat, Youtube ou X. A medida britânica,
impulsionada pelo Executivo de Keir Starmer, prevê sistemas obrigatórios de
verificação de idade e poderá complementar-se com limites de uso ou outras
restrições destinadas a proteger o bem-estar digital dos jovens. A proposta
conta com um elevado apoio social e junta-se a iniciativas semelhantes já
aplicadas na Austrália.
Famílias e docentes constatam
que o uso intensivo de redes sociais não é neutro no desenvolvimento infantil.
“Os números confirmam algo que vemos todos os dias: os menores acedem demasiado
cedo a ambientes para os que não estão emocionalmente preparados. Não se trata
apenas de quanto tempo passam conectados, mas de como e para que usam a
tecnologia”, assinala Jorge Álvarez, CEO de SaveFamily.
Impacto
académico negativo em 38% das crianças
Os efeitos começam a
refletir-se na saúde emocional e no ambiente educativo. Mais de 80% dos menores
passa pelo menos uma hora diária em frente a ecrãs durante a semana e quase um
de cada cinco supera as cinco horas nos fins de semana. Esta hiper conexão
traduz-se em dificuldades de concentração, irritabilidade e uma baixa
tolerância à frustração. No ambiente escolar, quase 38% das famílias alerta
para um impacto negativo no rendimento académico associado ao uso de telemóveis
e redes sociais.
“Quando o telemóvel e as redes
sociais entram em jogo, a atenção fragmenta-se e a aprendizagem ressente-se. O
problema não é a tecnologia em si, mas a falta de limites claros, educação e
literacia digital e uma introdução progressiva de acordo com a idade”, explica
Álvarez.
A decisão britânica reforça
uma corrente regulatória que ganha força em diferentes países. A Austrália já
aplica restrições para menores de 16 anos, enquanto a França e a Itália
endureceram as limitações no ambiente escolar. Em Portugal, o Governo já limitou
o uso de telemóveis em ambiente escolar e encontra-se em debate a possibilidade
de limitar o acesso às redes para menores de 16 anos. Agora, o Reino Unido
situa-se entre os países com medidas mais ambiciosas para reduzir a exposição
precoce dos menores a plataformas desenhadas para maximizar a atenção e a
interação constante.
Aumenta a
procura por smartwatches infantis
Perante esta realidade, muitas
famílias estão à procura de alternativas. A procura de relógios inteligentes
cresceu 40% nos últimos anos, impulsionada por pais que desejam atrasar a
entrega de smartphones sem renunciar à comunicação e à segurança. Estes dispositivos
permitem fazer chamadas controladas, geolocalização e funções de emergência,
mas limitam o acesso a redes sociais e à internet sem supervisão. Além do mais,
os novos modelos incorporam ferramentas educativas, inteligência artificial
adaptada a menores e modos específicos para evitar distrações durante as aulas.
Ao contrário do smartphone, os
relógios inteligentes infantis permitem supervisionar o tempo de utilização,
estabelecer limites diários e adaptar o acesso a conteúdos de acordo com a
idade do menor. “Os relógios inteligentes permitem uma imersão digital progressiva.
O menor familiariza-se com a tecnologia dentro de um ambiente controlado e
educativo, sem a pressão constante das redes sociais. A chave está em
acompanhar, não em substituir a educação por um ecrã”, afirma Álvarez.
Os peritos em psicologia
infantil concordam em que atrasar o acesso do smartphone traz benefícios
emocionais e sociais. Menos notificações favorecem a concentração, a
socialização presencial e a autonomia. Além do mais, ajudam a evitar que o
telemóvel se converta num regulador emocional. De acordo com os dados da
SaveFamily, mais de metade dos menores reconhece sentir ansiedade ou stress
quando se lhes limita o telefone, um sinal de dependência que preocupa os
especialistas.
A conclusão é clara: o acesso
precoce e sem limites às redes sociais apresenta riscos reais para o bem-estar
infantil. Por isso, além de regular, os peritos insistem na necessidade e
educar e de introduzir a tecnologia de forma gradual, adaptando-a a cada etapa
do desenvolvimento para que os menores possam construir uma relação saudável no
ambiente digital.
Acerca de
SaveFamily
É a empresa de origem
espanhola líder em smartwatches com GPS. Desde os seus escritórios centrais
distribui os seus produtos em mais de 26 países.
Criada em 2017, uma equipa
multidisciplinar composta por mais de 40 profissionais responde a mais de 500
mil famílias que formam parte da sua carteira de clientes.
Para mais informação de
imprensa ou entrevistas:
Fonte: Newsline Agência de
Comunicação

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