sábado, 3 de janeiro de 2026

“Infeções urinárias sem tabus. O que são, como se previnem e como se tratam?”


As infeções urinárias são muito comuns nas mulheres e podem causar ardor, urgência em urinar e desconforto. Saber reconhecer os sintomas, tratar corretamente e adotar hábitos preventivos é essencial para manter a saúde íntima e evitar recorrências.

Sabia que as infeções urinárias estão entre as infeções bacterianas mais comuns em todo o mundo? Apesar de não existirem muitos dados sobre a realidade portuguesa, um estudo europeu revelou que 1 em cada 5 mulheres adultas terá pelo menos um episódio ao longo da vida. E, nos EUA, estima-se que mais de metade das mulheres tenha tido uma infeção urinária alguma vez, sendo que 1 em cada 3 já passou por isso antes dos 24 anos. Ou seja: não está sozinha se já lidou com esta chatice.

 

O que é, afinal, uma infeção urinária?

 

De forma simples, é quando bactérias normalmente vindas do intestino chegam à bexiga e provocam inflamação. A campeã destas infeções é a Escherichia coli, responsável por 70% a 90% dos casos. O problema pode afetar apenas a bexiga (cistite), mas também pode subir até aos rins (pielonefrite), o que exige mais cuidado.

 

A entrada das bactérias no trato urinário pode ser favorecida por alguns fatores como:

 

Relações sexuais (sobretudo se não urinar logo a seguir);

Uso de espermicidas ou diafragma;

Higiene íntima feita de trás para a frente (movendo bactérias para a uretra);

Ficar muito tempo sem urinar;

Alterações hormonais ou na flora vaginal;

Roupa apertada ou tecidos pouco respiráveis.

 

Sintomas a que deves estar atenta

 

Antes de surgirem os sintomas, as infeções urinárias começam geralmente com a entrada e multiplicação de bactérias na bexiga, provocando inflamação e desconforto. É importante que estejam atentas aos sinais de alerta mais comuns, como ardor ou dor ao urinar, vontade frequente e urgente de ir à casa de banho mesmo que saia pouca urina, urina turva ou com cheiro forte e dor na zona inferior da barriga.

Em situações mais graves, pode surgir febre e dor lombar, o que pode indicar que a infeção chegou aos rins. Nestes casos, não se deve adiar e é fundamental procurar ajuda médica de imediato.

 

Como se trata?

 

A cistite não complicada é normalmente tratada com antibióticos específicos, prescritos após avaliação médica. Em alguns casos, analgésicos ou anti-inflamatórios podem ajudar a aliviar o desconforto. Não interrompa o tratamento antes do tempo, mesmo que os sintomas melhorem é essencial para evitar resistências.

 

Nem sempre é possível evitar uma infeção urinária, mas há hábitos que reduzem muito o risco:

 

Beber mais líquidos, especialmente água, para ajudar expelir as bactérias;

Não atrase a ida à casa de banho quando sente vontade;

Limpar-se sempre de frente para trás após urinar ou evacuar;

Urinar logo após a relação sexual;

Evitar duches vaginais e produtos agressivos na higiene íntima;

Optar por roupa interior de algodão e evitar peças muito apertadas;

Reduzir ou evitar o uso de espermicidas e diafragma, se tem infeções recorrentes.

 

E quanto aos suplementos?

 

Alguns produtos com arando vermelho e D-manose podem ajudar a prevenir, pois dificultam a adesão da E. coli à bexiga. Há também probióticos e imunoprofilaxia que podem ser recomendados em casos de infeções recorrentes, sempre com orientação médica.

Ninguém tem tempo para travar guerras com a bexiga. Conhecer os sinais, tratar logo e apostar na prevenção é meio caminho andado para manter as bactérias longe.

Já sabe: mais água, bons hábitos e… xixi depois do sexo a bexiga vai agradecer.

Fonte: Sapo on-line Saúde

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