As infeções urinárias são muito comuns nas mulheres e podem causar ardor, urgência em urinar e desconforto. Saber reconhecer os sintomas, tratar corretamente e adotar hábitos preventivos é essencial para manter a saúde íntima e evitar recorrências.
Sabia que as infeções
urinárias estão entre as infeções bacterianas mais comuns em todo o mundo?
Apesar de não existirem muitos dados sobre a realidade portuguesa, um estudo
europeu revelou que 1 em cada 5 mulheres adultas terá pelo menos um episódio ao
longo da vida. E, nos EUA, estima-se que mais de metade das mulheres tenha tido
uma infeção urinária alguma vez, sendo que 1 em cada 3 já passou por isso antes
dos 24 anos. Ou seja: não está sozinha se já lidou com esta chatice.
O que é,
afinal, uma infeção urinária?
De forma simples, é quando
bactérias normalmente vindas do intestino chegam à bexiga e provocam
inflamação. A campeã destas infeções é a Escherichia coli, responsável por 70%
a 90% dos casos. O problema pode afetar apenas a bexiga (cistite), mas também pode
subir até aos rins (pielonefrite), o que exige mais cuidado.
A entrada
das bactérias no trato urinário pode ser favorecida por alguns fatores como:
Relações sexuais (sobretudo se
não urinar logo a seguir);
Uso de espermicidas ou
diafragma;
Higiene íntima feita de trás
para a frente (movendo bactérias para a uretra);
Ficar muito tempo sem urinar;
Alterações hormonais ou na
flora vaginal;
Roupa apertada ou tecidos
pouco respiráveis.
Sintomas
a que deves estar atenta
Antes de surgirem os sintomas,
as infeções urinárias começam geralmente com a entrada e multiplicação de
bactérias na bexiga, provocando inflamação e desconforto. É importante que
estejam atentas aos sinais de alerta mais comuns, como ardor ou dor ao urinar,
vontade frequente e urgente de ir à casa de banho mesmo que saia pouca urina,
urina turva ou com cheiro forte e dor na zona inferior da barriga.
Em situações mais graves, pode
surgir febre e dor lombar, o que pode indicar que a infeção chegou aos rins.
Nestes casos, não se deve adiar e é fundamental procurar ajuda médica de
imediato.
Como se
trata?
A cistite não complicada é
normalmente tratada com antibióticos específicos, prescritos após avaliação
médica. Em alguns casos, analgésicos ou anti-inflamatórios podem ajudar a
aliviar o desconforto. Não interrompa o tratamento antes do tempo, mesmo que os
sintomas melhorem é essencial para evitar resistências.
Nem
sempre é possível evitar uma infeção urinária, mas há hábitos que reduzem muito
o risco:
Beber mais líquidos,
especialmente água, para ajudar expelir as bactérias;
Não atrase a ida à casa de
banho quando sente vontade;
Limpar-se sempre de frente
para trás após urinar ou evacuar;
Urinar logo após a relação
sexual;
Evitar duches vaginais e
produtos agressivos na higiene íntima;
Optar por roupa interior de
algodão e evitar peças muito apertadas;
Reduzir ou evitar o uso de
espermicidas e diafragma, se tem infeções recorrentes.
E quanto
aos suplementos?
Alguns produtos com arando
vermelho e D-manose podem ajudar a prevenir, pois dificultam a adesão da E.
coli à bexiga. Há também probióticos e imunoprofilaxia que podem ser
recomendados em casos de infeções recorrentes, sempre com orientação médica.
Ninguém tem tempo para travar
guerras com a bexiga. Conhecer os sinais, tratar logo e apostar na prevenção é
meio caminho andado para manter as bactérias longe.
Já sabe: mais água, bons
hábitos e… xixi depois do sexo a bexiga vai agradecer.
Fonte: Sapo on-line Saúde

Nenhum comentário:
Postar um comentário