Dia 9 e 10 de janeiro, às 21:30h.
Estará em cena 9, 10 de
janeiro, 13, 14 de fevereiro e 4 de março, às 21:30h.
Por: Inês Costa
Maria do Céu Guerra e o
Maestro António Vitorino d'Almeida apresentam um recital imperdível para piano
e voz que nos traz a ouvir o nosso maior poeta, Luís de Camões, num diálogo
poético com autores que o interpelam e desafiam, incitando o público a amar
Camões e a compreender porquê através da música e das palavras.
É nos poemas líricos, nas
Canções e sobretudo nos Sonetos que o nosso poeta se confessa em aventuras
autobiográficas, cruzamo-los aqui com obras de poetas e escritores nossos
contemporâneos como Herberto Hélder, Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, João
Pedro Grabato Dias, Ana Hatherly, José Saramago, Jorge de Sousa Braga, Miguel
Torga, Manuel Alegre, Eugénio de Andrade, Alexandre O’Neill, Luís Filipe Castro
Mendes, António Franco Alexandre, António Barahona, Fernando Assis Pacheco,
António Ramos Rosa, Al Berto, Ernesto Mello e Castro, cujos textos interpelam a
obra de Camões seja em tom de elogio, revolta ou desabafo.
Um espectáculo único
apresentado em cinco sessões, em que Maria do Céu Guerra, acompanhada por todo
o elenco d’A Barraca, faz dialogar o Sec XVI e o Sec XX através do que de
melhor tem a poesia portuguesa.
Sinopse
Em Deitemos Água Pouca em
Muito Fogo A Barraca aborda uma parte da obra do poeta que ainda não tinha
trabalhado, estimulando o público a amar o poeta, sabendo porquê através do
cruzamento da sua obra com o que por ela sentem os poetas nossos contemporâneos.
É nos poemas líricos, nas
Canções e sobretudo nos Sonetos - forma lírica de maior prestígio, cultivada
por Dante e Petrarca, em que todo o grande poeta tinha de se por à prova - que
o nosso poeta fala de si, tal como fizeram Ovídio e outros poetas latinos.
Escolhemos excertos da Canção X como hipotética moldura de vida do poeta.
História de vida talvez muitas vezes inventada, e que a curiosidade, os séculos
e o silêncio da História transformaram em realidade. Amor vivido/amor
inventado, sempre mais verdade que mentira, mas também ele tão verdadeiro
quanto a poesia pode ser.
A Poesia de Luís de Camões é o
melhor que ele nos legou. Quando o poeta na escrita aumenta o seu sofrer de
amor, ou quaisquer maus-tratos da vida, da fome ou do abandono são
hiperbolizados, é mesmo assim que o queremos ler, porque foi assim que ele se
quis dar a ler. Camões transgressor, o seu tão certo “secretário” não se obriga
à confidência da biografia, mas à grandeza da criação.
Ficha Artística
Direcção Artística, Criação e
Dramaturgia: Maria do Céu Guerra
Composição Musical e
Interpretação: Maestro António Vitorino d’Almeida
Com: Maria do Céu Guerra,
Sérgio Moras, Rita Lello, Gil Filipe, Vasco Lello, Érica Galiza, Manuel Petiz,
Maria Baltazar.
Espaço Cénico: Maria do Céu
Guerra
Iluminação: Vasco Lello e
Maria Baltazar
Ilustrações e Vídeo: Luís
Henriques e Manuel Diogo
Figurinos: José Manuel Costa
Reis
Montagem: Mário Dias
Costureira: Elza Ferreira
Produção: Manuel Petiz e Inês
Costa
Preços
Bilhete Geral: 16 €
Bilhete com Desconto de
Estudante | Profissional do Espectáculo | Menos 25 anos | Maior de 65 anos: 12
€
Duração: 80 minutos
Classificação Etária: Maiores
de 12 anos
Para mais informações ou
pedidos de entrevistas, por favor não hesitem em contactar.
Fonte: A BARRACA

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