sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

“DEITEMOS ÁGUA POUCA EM MUITO FOGO”


Dia 9 e 10 de janeiro, às 21:30h.

 

Estará em cena 9, 10 de janeiro, 13, 14 de fevereiro e 4 de março, às 21:30h.

 

Por: Inês Costa

Maria do Céu Guerra e o Maestro António Vitorino d'Almeida apresentam um recital imperdível para piano e voz que nos traz a ouvir o nosso maior poeta, Luís de Camões, num diálogo poético com autores que o interpelam e desafiam, incitando o público a amar Camões e a compreender porquê através da música e das palavras.

É nos poemas líricos, nas Canções e sobretudo nos Sonetos que o nosso poeta se confessa em aventuras autobiográficas, cruzamo-los aqui com obras de poetas e escritores nossos contemporâneos como Herberto Hélder, Sophia de Mello Breyner, Jorge de Sena, João Pedro Grabato Dias, Ana Hatherly, José Saramago, Jorge de Sousa Braga, Miguel Torga, Manuel Alegre, Eugénio de Andrade, Alexandre O’Neill, Luís Filipe Castro Mendes, António Franco Alexandre, António Barahona, Fernando Assis Pacheco, António Ramos Rosa, Al Berto, Ernesto Mello e Castro, cujos textos interpelam a obra de Camões seja em tom de elogio, revolta ou desabafo. 

Um espectáculo único apresentado em cinco sessões, em que Maria do Céu Guerra, acompanhada por todo o elenco d’A Barraca, faz dialogar o Sec XVI e o Sec XX através do que de melhor tem a poesia portuguesa. 

Sinopse

Em Deitemos Água Pouca em Muito Fogo A Barraca aborda uma parte da obra do poeta que ainda não tinha trabalhado, estimulando o público a amar o poeta, sabendo porquê através do cruzamento da sua obra com o que por ela sentem os poetas nossos contemporâneos. 

É nos poemas líricos, nas Canções e sobretudo nos Sonetos - forma lírica de maior prestígio, cultivada por Dante e Petrarca, em que todo o grande poeta tinha de se por à prova - que o nosso poeta fala de si, tal como fizeram Ovídio e outros poetas latinos. Escolhemos excertos da Canção X como hipotética moldura de vida do poeta. História de vida talvez muitas vezes inventada, e que a curiosidade, os séculos e o silêncio da História transformaram em realidade. Amor vivido/amor inventado, sempre mais verdade que mentira, mas também ele tão verdadeiro quanto a poesia pode ser. 

A Poesia de Luís de Camões é o melhor que ele nos legou. Quando o poeta na escrita aumenta o seu sofrer de amor, ou quaisquer maus-tratos da vida, da fome ou do abandono são hiperbolizados, é mesmo assim que o queremos ler, porque foi assim que ele se quis dar a ler. Camões transgressor, o seu tão certo “secretário” não se obriga à confidência da biografia, mas à grandeza da criação.

Ficha Artística

Direcção Artística, Criação e Dramaturgia: Maria do Céu Guerra

Composição Musical e Interpretação: Maestro António Vitorino d’Almeida

Com: Maria do Céu Guerra, Sérgio Moras, Rita Lello, Gil Filipe, Vasco Lello, Érica Galiza, Manuel Petiz, Maria Baltazar.

Espaço Cénico: Maria do Céu Guerra

Iluminação: Vasco Lello e Maria Baltazar

Ilustrações e Vídeo: Luís Henriques e Manuel Diogo

Figurinos: José Manuel Costa Reis

Montagem: Mário Dias

Costureira: Elza Ferreira

Produção: Manuel Petiz e Inês Costa 

Preços

Bilhete Geral: 16 €

Bilhete com Desconto de Estudante | Profissional do Espectáculo | Menos 25 anos | Maior de 65 anos: 12 €

Duração: 80 minutos

Classificação Etária: Maiores de 12 anos

Para mais informações ou pedidos de entrevistas, por favor não hesitem em contactar.

Fonte: A BARRACA

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