Por: Tiago Carvalho
O 14º Fora do Lugar,
Festival Internacional Músicas Antigas arrancou na sexta-feira, dia 21 de
novembro, no espaço da antiga Catedral de Idanha-a-Velha, e prolonga-se até ao
dia 6 de dezembro, com um total de 25 propostas no programa.
Esta 14ª edição
compreende vários concertos (alguns secretos), conversas, encontros, cinema,
gastronomia, natureza e programa educativo, com músicos e projetos oriundos do
Afeganistão, Marrocos, Portugal, Ucrânia, Itália, Áustria, Turquia, Eslovénia,
Eslováquia e França.
Na cerimónia de
abertura, o vereador Raul Antunes reconheceu e agradeceu o “trabalho incansável
de todos os envolvidos”, nomeadamente a organização, equipas técnicas,
parceiros locais, instituições e os artistas. “Obrigado também a todos aqueles
que se deslocam até Idanha para viver esta experiência. A vossa presença
reforça o sentido deste festival e dá-lhe vida”, sublinhou o vereador da
autarquia idanhense.
Para Raul Antunes, o
Festival Fora do Lugar nasceu da “vontade de aproximar pessoas, tradições e
linguagens artísticas”. Por isso é “um festival que desafia fronteiras, que
honrando o passado, ousa experimentar o futuro, com o orgulho no que é nosso”.
“Aqui, a música, o património, a paisagem e as comunidades encontram-se num
diálogo vivo, criativo e profundamente identitário”, afirmou, na ocasião, Raul
Antunes.
Recordando que
“Idanha-a-Nova tem sido, ao longo dos anos, terra fértil para a cultura”, o
vereador deixou palavras de elogio para o Festival Fora do Lugar: “transforma
espaços inesperados em palcos; convoca artistas de grande sensibilidade; e
convida o público a redescobrir o território com um olhar renovado”. “Cada
concerto, cada encontro, cada momento deste festival é também uma celebração
daquilo que somos: uma comunidade que valoriza a autenticidade, a inovação e a
proximidade”, testemunhou ainda o vereador da Câmara Municipal de
Idanha-a-Nova, Cidade Criativa da Música da UNESCO.
Por seu turno, Filipe
Faria, diretor artístico do Fora do Lugar, referiu que o festival é “uma
celebração do efémero e do diálogo entre o antigo e o novo: Tudo o que vivemos
no Fora do Lugar é, ao mesmo tempo, novo e antigo. Uma promessa e os seus ecos.
Estes lugares e este território são a linha que cose os dias”.
Paulo Longo, chefe de
Divisão da Cultura e Património Cultural da Câmara de Idanha-a-Nova, lembrou
que foi durante o Fora do Lugar de 2015 que Idanha-a-Nova recebeu a notícia da
entrada na Rede das Cidades Criativas da UNESCO, na área da Música. Hoje, à beira
de celebrar dez anos na Rede, o Fora do Lugar permanece um dos esteios dessa
atribuição.
O Fora do Lugar é um
projeto original da Arte das Musas, com o apoio da República Portuguesa -
Cultura/ Direção Geral das Artes, em parceria com o Município de Idanha-a-Nova/
Centro Cultural Raiano, SPEA - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e APORDOC/
DocLisboa Festival Internacional de Cinema, às quais se junta, este ano, a
Culturgest.
O programa do Fora do Lugar pode ser
consultado em www.foradolugar.pt
Fonte: Câmara Municipal
Idanha-a-Nova

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