Por: Inês Fernandes
● Ansiedade, distração e baixo rendimento:
53,3% dos menores sofre de stress quando se lhes limita o uso de telemóvel e
quase 38% das famílias alerta para o impacto no rendimento escolar
● Menores hiperconectados desde a infância:
69,6% dos menores de 15 anos já tem smartphone e o acesso à internet começa
antes dos 8 anos
● A proibição dos telemóveis em ambiente
escolar tem vindo a ajudar a travar comportamentos desajustados e a melhorar o
bem-estar digital dos mais novos
● Alternativas ao smartphone: o uso de
relógios inteligentes infantis cresce como forma de atrasar o uso de redes
sociais sem renunciar à tecnologia
Antes mesmo dos 10 anos,
muitas crianças já estão conectadas. De acordo com os dados recolhidos pela
SaveFamily, 42% das crianças acedem à internet antes dos 8 anos e cerca de sete
em cada dez menores de 15 anos já tem o seu próprio smartphone. Aos 12 anos,
mais de dois terços navegam online diariamente, e aos 15 anos 96% está
permanente online. O resultado é uma infância hiperconectada, com mais de 80%
dos menores a passar ao menos uma hora diária frente aos ecrãs e quase 20% a
superar as cinco horas aos fins-de-semana, um uso de está já a ter impactos
claros: 53,3% dos menores sente stress ou ansiedade quando se lhes limita o uso
de telemóvel.
Este cenário ajuda a entender
o projeto de lei de um dos grupos parlamentares português entregue na Assembleia da República de proibir o
acesso às redes sociais a menores de 16 anos, e que será aprovado ainda esta semana.
Uma medida já em processo de implementação em Espanha, empurrada pela suposta
incapacidade dos jovens em desenvolverem-se adequadamente em meios digitais que
foram criados para os adultos. A proibição em Portugal soma-se a tendência
internacional que procura travar a exposição precoce a plataformas baseadas na
hiperconectividade, na validação constante e no consumo ilimitado de conteúdos
online.
Famílias, docentes,
investigadores e especialistas constatam que o uso intensivo de redes sociais
não é neutro no desenvolvimento infantil: “Os números confirmam algo que temos
vindo a observar diariamente: os menores acedem demasiado cedo a ambientes para
os quais não estão emocionalmente preparados. Não se trata apenas de quanto
tempo passam conectados, mas de como e para que usam a tecnologia”, assinala
Pedro Chaves Costa, diretor de vendas para Portugal.
Impacto académico negativo em
38% das crianças
Os efeitos começam a
refletir-se na saúde emocional e no ambiente educativo. Mais de 80% dos menores
passam pelo menos uma hora diária em frente aos ecrãs durante a semana, e quase
um de cada cinco supera as cinco horas nos fins-de-semana. Esta hiperconexão
traduz-se em dificuldades de concentração, irritabilidade e uma baixa
tolerância à frustração. No ambiente escolar, quase 38% das famílias indica um
impacto negativo no rendimento escolar associado ao uso de telemóveis e redes
sociais.
“Quando o telemóvel e as redes
sociais entram em jogo, a atenção fragmenta-se e a aprendizagem ressente-se. O
problema não é a tecnologia em si, mas a falta de limites claros, de educação
digital e de uma introdução progressiva de acordo com a idade”, explica Pedro
Chaves Costa .
Perante esta realidade, o
Governo português já tinha proibido o
uso de telemóveis em ambiente escolar. Outros países foram ainda mais longe: a
Austrália, por exemplo, aprovou já a lei que proíbe o acesso a determinadas
redes sociais a menores de 16 anos. O denominador comum é a necessidade de
proteger os menores numa etapa chave do seu desenvolvimento. Contudo, os
peritos alertam que as proibições não são uma solução completa: é preciso
oferecer alternativas.
Aumenta a procura de relógios
infantis
Frente a esta conjuntura, as
famílias estão a encontrar soluções mais práticas. A procura de relógios
infantis cresceu 40% nos últimos anos, impulsionada pelos pais que procuram
atrasar a entrega de telemóveis às crianças, sem renunciar à comunicação e segurança.
Estes dispositivos permitem chamadas controladas, geolocalização e funções de
emergência, mas limitam o acesso a redes sociais e à internet sem supervisão.
Além do mais, novos modelos como o SaveWatch Plus 2 também exercem uma função
educativa ao integrar tecnologias como IA infantil para potenciar o ensino e um
“modo aula” para evitar distrações quando os menores estão a estudar na escola.
“Os relógios inteligentes
permitem uma imersão digital progressiva. O menor começa a familiarizar-se com
a tecnologia sem se “desconectar” totalmente do mundo, mas dentro de um
ambiente controlado e educativo, sem a pressão constante das redes sociais. A
chave está em acompanhar e não em substituir a educação por um ecrã”, explica
Costa.
Os especialistas em psicologia
infantil concordam que adiar o acesso ao smartphone traz benefícios tanto
emocionais como sociais. Menos notificações favorecem a concentração, a
socialização «cara a cara» e a autonomia real. Além disso, ajudam a evitar que
o telemóvel se torne um regulador emocional: de acordo com o Observatório de
Hábitos Digitais em Menores da SaveFamily, 53,3% dos menores reconhecem sentir
ansiedade ou stress quando lhes é limitado o uso do telemóvel, um sinal de
dependência que preocupa os especialistas.
A conclusão dos psicólogos é
clara: o acesso precoce e ilimitado às redes sociais apresenta riscos reais
para o bem-estar infantil; por isso, além de regular, é preciso educar. Os
especialistas recomendam a adaptação gradual e o uso de tecnologias adaptadas a
cada idade, dando-lhes ferramentas e critérios para que, quando chegar a hora,
possam usar a tecnologia sem que ela os use.
Acerca de SaveFamily
É a empresa de origem
espanhola líder em smartwatches com GPS. Desde os seus escritórios centrais
distribui os seus produtos em mais de 43 países.
Criada em 2017, uma equipa
multidisciplinar composta por mais de 40 profissionais responde a mais de um
milhão de famílias que formam parte da sua carteira de clientes.
Fonte: Newsline Agência de
Comunicação

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